Ao longo de sua histria, o Brasil tem enfrentado o problema da excluso social que gerou
grande impacto nos sistemas educacionais. Hoje, milhes de brasileiros ainda no se beneficiam
do ingresso e da permanncia na escola, ou seja, no tm acesso a um sistema de educao
que os acolha.
Educao de qualidade  um direito de todos os cidados e dever do Estado; garantir o exerccio
desse direito  um desafio que impe decises inovadoras.
Para enfrentar esse desafio, o Ministrio da Educao criou a Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad, cuja tarefa  criar as estruturas necessrias para formular,
implementar, fomentar e avaliar as polticas pblicas voltadas para os grupos tradicionalmente
excludos de seus direitos, como as pessoas com 15 anos ou mais que no completaram o Ensino
Fundamental.
Efetivar o direito  educao dos jovens e dos adultos ultrapassa a ampliao da oferta de vagas
nos sistemas pblicos de ensino.  necessrio que o ensino seja adequado aos que ingressam na
escola ou retornam a ela fora do tempo regular: que ele prime pela qualidade, valorizando e respeitando
as experincias e os conhecimentos dos alunos.
Com esse intuito, a Secad apresenta os Cadernos de EJA: materiais pedaggicos para o 1. e o
2. segmentos do ensino fundamental de jovens e adultos. Trabalho ser o tema da abordagem
dos cadernos, pela importncia que tem no cotidiano dos alunos.
A coleo  composta de 27 cadernos: 13 para o aluno, 13 para o professor e um com a concepo
metodolgica e pedaggica do material. O caderno do aluno  uma coletnea de textos
de diferentes gneros e diversas fontes; o do professor  um catlogo de atividades, com sugestes
para o trabalho com esses textos.
A Secad no espera que este material seja o nico utilizado nas salas de aula. Ao contrrio,
com ele busca ampliar o rol do que pode ser selecionado pelo educador, incentivando a articulao
e a integrao das diversas reas do conhecimento.
Bom trabalho!
Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad/MEC
Apresentao
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Caro professor
Este caderno foi desenvolvido para voc, pensando no seu trabalho cotidiano de educar jovens
e adultos. Esperamos que ele seja uma ferramenta til para aprimorar esse trabalho. O caderno
que voc tem em mos faz parte da coleo Cadernos de EJA, e  um dos frutos de uma
parceria entre as universidades brasileiras ligadas  Rede Unitrabalho e o Ministrio da Educao.
As atividades deste caderno contemplam assuntos e contedos destinados a todas as sries
do ensino fundamental e seguem a seguinte lgica:
 Cada texto do caderno do aluno serve de base para uma ou mais atividades de diferentes reas
do conhecimento; cada atividade est formulada como um plano de aula, com objetivos, descrio,
resultados esperados, etc.
 As atividades admitem grande flexibilidade: podem ser aplicadas na ordem que voc considerar
mais adequada aos seus alunos. Cabe a voc escolher quais atividades ir usar e de que forma.
Os segmentos para os quais as atividades se destinam esto indicados pelas cores das tarjas
laterais: as atividades do nvel I (1- a 4- sries) possuem a lateral amarela; as do nvel II (5- a 8 -
sries) tm a lateral vermelha. Se a atividade puder ser aplicada em ambos os nveis, a lateral
ser laranja. Essa classificao  apenas indicativa. Cabe a voc avaliar quais atividades so as
mais adequadas para a turma com a qual est trabalhando.
 Graas  proposta de um trabalho multidisciplinar, uma atividade indicada para a rea de
Matemtica, por exemplo, poder ser usada em uma aula de Geografia, e assim por diante.
As atividades de Educao e Trabalho e Economia Solidria tambm podero ser aplicadas aos
mais diversos componentes curriculares.
Ao produzir este material pedaggico a equipe teve a inteno de estimular a liberdade
e a criatividade. Se a partir das sugestes aqui apresentadas, voc decidir escolher outros textos
e elaborar suas prprias atividades aproveitando algumas das idias que estamos partilhando,
estaremos plenamente satisfeitos. Acreditamos profundamente na sua capacidade de discernir
o que  melhor para as pessoas com as quais est dividindo a desafiadora tarefa de se apropriar
da cultura letrada e se formar cidado.
Bom trabalho!
Equipe da Unitrabalho
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Como utilizar a pgina de atividade
Numerao: indica o
texto correspondente
ao caderno do aluno.
rea: indica a rea
do conhecimento.
Nvel: sugere o segmento
do ensino fundamental
para aplicao da atividade.
Materiais e tempo:
materiais indicados para
a realizao da atividade,
especialmente aqueles que no
esto disponveis em sala
de aula (opcional), e o tempo
sugerido para o desenvolvimento
da atividade.
Contexto:
insere o tema
no cotidiano do aluno.
Dicas:
bibliografia de suporte,
sites, msicas, filmes, etc.
que ajudam o professor
a ampliar o tema
(opcional).
Cor lateral:
indica o nvel sugerido.
Descrio:
passos que o professor
deve seguir para discutir
com os alunos os
conceitos e questes
apresentados na
atividade proposta.
Introduo:
pontos principais do
texto transformados
em problematizaes
e questes para o
professor.
Objetivos:
aes que tanto aluno
como professor
realizaro.
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1 A maquete Artes I e II 8
A osmose em seu dia-a-dia Cincias II 9
Biotecnologia: conflitos e possibilidades Cincias I e II 10
Tecnologia, tecnologias Histria II 11
Tecnologias simples e complexas
criadas pelo ser humano Matemtica I e II 12
Construindo tecnologia Matemtica II 13
2 Exisitr uma quarta Revoluo Industrial? Artes I e II 14
Mquinas inteligentes,(des)emprego e
(des)qualificao de trabalhadores Ed. e Trabalho I e II 15
A revoluo na indstria e na sociedade Geografia I e II 16
As tecnologias e as mudanas
no mundo do trabalho Histria II 17
Desenvolvimento da elocuo formal de
natureza dissertativa: o seminrio Portugus II 18
3 Os inventores e suas invenes Artes I e II 19
Inventores brasileiros Ed. e Trabalho II 20
Voar  preciso Geografia II 21
A conquista do espao, seus reflexos na sade,
lazer e modernidade Matemtica II 22
O que  texto de informao? Portugus II 23
4 Desemprego tecnolgico versus maior
escolarizao e acesso  tecnologia Matemtica I e II 24
Juri simulado Portugus II 25
5 Tecnologia e emprego: vil ou aliada? Histria II 26
6 Entrando na Rede Artes II 27
Ex(In)cluso digital Ed. e Trabalho I 28
4  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
Sumrio das atividades
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  5
Texto Atividade rea Nvel Pgina
6 El acceso a las nuevas tecnologas
de la informacin y la comunicacin
es derecho de todos! Espanhol II 29
Emprego digital Geografia I e II 30
Dictionary Ingls II 31
Excluso digital em nmeros Matemtica I 32
Comparando dados de incluso/excluso digital Matemtica II 33
7 Informao Artes I e II 34
Apropriao da tecnologia pela sociedade Ed. e Trabalho II 35
Queremos saber, quando vamos ter? Histria I e II 36
O que pode acontecer Histria II 37
8 A criao Artes I e II 38
Um museu de objetos domsticos Histria I e II 39
9 Ritmos biolgicos: regra e menstruao Cincias I e II 40
O relgio de ponto Histria I e II 41
Texto potico: leitura oral e uso dos vocbulos Portugus I e II 42
10 Dilogo e sincronia I Ed. Fsica I 43
Dilogo e sincronia II Ed. Fsica I e II 44
Dilogo e sincronia III Ed. Fsica I 45
Revoluo Industrial: condies de vida
e resistncia dos trabalhadores Geografia II 46
Marcando tempo Matemtica I e II 47
Levantamento e seleo de idias, delimitao
do pargrafo e fixao dos objetivos na escrita Portugus II 48
11 A presena da arte no cotidiano Artes I e II 49
Ufa, que vida doce! Cincias II 50
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6  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
12 (Re)inventar a Felicidade (re)criar a vida Ed. e Trabalho I 51
Brasil: 500 anos de muita criatividade Histria II 52
13 Ir e Vir Artes I e II 53
O tempo da velocidade Geografia I e II 54
Meios de transporte no passado e no presente:
mudanas e permanncias Histria I e II 55
O benefcio do transporte coletivo Matemtica I 56
Produo de textos: a descrio e a narrao Portugus I e II 57
A nova face do desemprego tecnolgico Ed. e Trabalho II 58
Ganhando menos Geografia II 59
O desemprego e a busca de prestao de servicos Matemtica I e II 60
Calculando diferencas Matemtica I e II 61
14 Innovations Ingls II 62
15 Por que os trabalhadores rurais
no tm acesso  tecnologia? Ed. e Trabalho I 63
A mo e a ferramenta Geografia I e II 64
Compreendendo a diferena Matemtica 65
Bingo da ortografia Portugus II 66
16 A comida estragou! Cincias I 67
Pasteurizao e esterilizao Cincias I e II 68
Bebidas fermentadas e destiladas Cincias I e II 69
Matar a fome Geografia I e II 70
17 Como funciona uma cisterna? Cincias II 71
Economia solidria e tecnologias sociais Econ. Solidria II 72
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  7
18 Aspectos lingsticos da narrativa:
o discurso direto e o indireto Portugus I e II 73
19 Cultura solidria Econ. Solidria I e II 74
Pelejando com letras Portugus I 75
20 Count X Uncount Ingls II 76
Few/Little Many/Much Ingls II 77
21 Necessidades humanas Artes I e II 78
Conociendo la telefona mvil Espanhol II 79
Es posible vivir sin el telfono mvil? Espanhol II 80
Se puede vivir sin el telfono mvil
en el siglo XXI? Espanhol II 81
O multiuso do celular Matemtica I 82
22 A energia que nos move Artes I e II 83
O que  eletricidade? Cincias II 84
Gerao de energia e impactos ambientais Cincias I 85
A luz no mundo Geografia I e II 86
Aumento de consumo de energia eltrica Matemtica I e II 87
Energia eltrica e desigualdade Matemtica II 88
23 Manipulando o material gentico Cincias I e II 89
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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8  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. Dividir a classe em grupos de 4 pessoas e propor
uma observao detalhada da sala de
aula, da biblioteca, do ptio ou do prdio da
prpria escola.
2. De posse das observaes feitas, o grupo dever
desenhar numa folha de papel sulfite o
resultado de suas observaes.
3. Com base no que foi desenhado, o grupo planejar
a construo de uma maquete do ambiente
escolhido.
4. O grupo constri a maquete.
5. As maquetes so apresentadas e o grupo discute
a techne necessria para a realizao da
tarefa tendo por roteiro os aspectos apontados
no texto.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P papel sulfite, lpis, caixas
de papelo ou de sapato,
caixas de fsforos vazias,
cartolina, fita crepe,
tesoura, palitos de
madeira para churrasco,
gravetos, folhas, etc.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P A maquete
Resultado esperado: Que o aluno seja capaz
de perceber os aspectos tericos, prticos e estticos
envolvidos em uma criao.
1
Te x t o
Objetivos
 Experimentar aspectos envolvidos na techne
atravs da criao de uma maquete da sala de
aula ou da escola.
Introduo
A palavra tecnologia, como o texto aponta,  um
termo que compreende um espectro amplo de
significados. Na origem dessa palavra encontramos
os vocbulos gregos techne e logos. Para
os gregos a palavra techne tambm significa arte,
aqui entendida como o conjunto de conhecimentos
especializados necessrios  prtica de uma
profisso. Arquitetos, ferreiros, estrategistas militares,
farmacuticos, por exemplo, nessa concepo,
so todos artistas. Na mitologia grega, a
techne seria uma virtude concedida aos homens
pelos deuses e essa virtude unida  inteligncia
humana resultaria no agir humano, que para os
filsofos possui trs categorias: a ao terica, a
ao prtica e a techne.
1CA10T01P3.qxd 18.01.07 18:41 Page 8
rea: Cincias Nvel I
Identificao de fenmenos osmticos, empregando
a casca de um legume como membrana
osmtica.
1. Selecione trs tomates maduros pequenos.
2. Prepare trs copos contendo: gua; gua com
trs colheres de ch de sal e gua com o mximo
de sal que conseguir dissolver.
3. Coloque um tomate em cada sistema e observe
sua evoluo, anotando as modificaes
identificadas na aparncia do tomate. Observe
especificamente se ele murcha ou incha.
4. Desenhe no caderno o registro das observaes.
5. Identifique outros processos osmticos em seu
cotidiano.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P trs copos, gua e trs
tomates maduros.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P A osmose em seu dia-a-dia
Resultados esperados:
a) Conhecimento do conceito de osmose e experimento
empregando esse conceito.
b) Conhecimento do conceito de osmose reversa e
sua identificao como aplicao tecnolgica.
c) Identificao de fenmenos osmticos no cotidiano
dos alunos.
1
Te x t o
Objetivos
 Introduzir o conceito de osmose e osmose
reversa.
 Realizar experimento para observao da
osmose.
Introduo
De acordo com o texto, a tecnologia  o encontro
entre cincia e engenharia. Uma aplicao tecnolgica
importante  a utilizao da osmose
reversa na purificao de gua do mar, j que os
estoques de gua doce no planeta esto cada vez
menores. Em uma soluo, denomina-se soluto a
espcie qumica que se encontra em menor quantidade
e solvente a que est em maior quantidade.
Em um copo de gua com uma colher de sal dissolvida,
o sal  o soluto e a gua o solvente. Quando
duas solues, contendo diferentes quantidades
de soluto, so colocadas em contato por meio
de uma membrana semipermevel, isto , uma
pelcula que permite a passagem apenas do solvente,
este ir se movimentar da soluo mais
diluda em direo quela mais concentrada, at
igualar as quantidades do sal. A este fenmeno
espontneo d-se o nome de osmose. Para dessalinizar
a gua do mar, emprega-se o fenmeno
da osmose reversa: neste caso, injeta-se gua do
mar sob alta presso em um sistema contendo
gua doce, com passagem da gua pela membrana
semipermevel e reteno do soluto.  um
processo caro, que demanda alta tecnologia.
Contexto no mundo do trabalho: O emprego de
osmose pode ser identificado nos processos industriais de
preparao de conservas salgadas, no qual retira-se o
mximo de gua dos alimentos, a fim de evitar a proliferao
de microorganismos e aumentar sua durabilidade.
Dicas do professor: Exemplos de membrana semipermevel:
tripas de animais e papel celofane. Nos organismos
vivos, a membrana celular  semipermevel, propriedade
fundamental para a manuteno da vida, pois permite que
nutrientes, gua, oxignio entrem e saiam da clula.
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  9
1CA10T01P3.qxd 18.01.07 18:41 Page 9
10  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
O carter polmico das questes de biotecnologia
pode ser explorado numa atividade de debate.
1. Para isso, eleja um tema para discusso e defina
papis para os alunos refletirem sobre aspectos
positivos ou negativos.
2. Uma parte dos alunos pode ser agrupada na
forma de um jri, que dever julgar os pontos
de vista apresentados.
3. A situao-problema sugerida deve considerar a
solicitao de licena para instalao de uma
empresa em seu municpio, prevendo-se investimentos
diretos, gerao de impostos e postos de
trabalho. A empresa trabalha com o cultivo de
soja transgnica.
4. A comisso para julgamento ser composta por:
a) um ambientalista, que argumentar sobre os
perigos de essa soja acabar com outras plantaes
no-transgnicas;
b) um bilogo, que explicar o que significa soja
transgnica e seus efeitos no organismo;
Descrio da atividade
c) um desempregado, que defender a importncia
da gerao de empregos;
d) um representante da Prefeitura, que defender
a importncia dos recursos para o
municpio e um cidado comum, no diretamente
envolvido.
5. No final da atividade, cada aluno da sala deve
dizer seu voto e justific-lo.
Materiais indicados:
P livros sobre biotecnologia,
artigos de revistas e
jornais
Tempo sugerido:
1 semana de pesquisa e 2
horas de debate
Atividade P Biotecnologia: conflitos e possibilidades
Resultados esperados:
a) Perceber que a biotecnologia envolve aspectos
positivos e negativos.
b) Compreender os termos soja transgnica e
impactos ambientais.
1
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre a tecnologia associada a conhecimentos
biolgicos.
Introduo
O avano da tecnologia trouxe, como destacado
no texto, vantagens e desvantagens ao ser humano.
Entre os conflitos dos avanos da tecnologia,
a implementao da biotecnologia tem sido foco
de intenso debate, pelos seus desdobramentos
para o meio ambiente e por dilemas ticos. O
domnio de tecnologia associada  Biologia aparece
no texto ao se mencionar o processo de fermentao
da uva. Na poca atual, a interveno
do ser humano vai alm do conhecimento ou
aplicao de processos naturais como a fermentao.
A manipulao gentica  tcnica de recombinao
de materiais genticos  criou, por
exemplo, uma variedade de soja resistente  aplicao
de agrotxicos (soja transgnica) e possibilitou
a produo de insulina em laboratrios.
Contexto no mundo do trabalho: A importncia da
biotecnologia para a indstria alimentcia e para a agricultura
tornam esta temtica uma questo bastante atual
e seu debate imprescindvel.
Dicas do professor: Sugere-se como fonte de pesquisa a
revista Cincia Hoje e outras publicaes isentas de tendenciosidade.
1CA10T01P3.qxd 18.01.07 18:41 Page 10
rea: Histria Nvel II
1. Discutir com a turma: por que estudar tecnologia?
Qual o sentido que cada aluno atribui
 palavra tecnologia? O que esta palavra
lembra a cada um deles? Qual a relao com
a nossa vida cotidiana.
2. A partir dos conhecimentos prvios dos alunos,
ler o texto com o grupo e solicitar que
grifem as palavras desconhecidas e procurem
seu significado no dicionrio. Reler o texto.
3. Interpretar o texto oralmente com os alunos,
levantando questes como:
a) qual o sentido atribudo no texto  palavra
tecnologia;
b) o que  ou pode ser tecnologia.
4. O que inclui a tecnologia, os mltiplos significados
do termo.
5. Com o que a tecnologia entra em conflito.
6. Vantagens e desvantagens da tecnologia.
Descrio da atividade
7. Como pode ser resumida a histria da tecnologia?
8. Solicitar que escolham uma frase ou um pargrafo
para explic-la(o) ao grupo.
9. Produzir uma frase, pargrafo ou texto,
dependendo do nvel da turma, relacionando
o conceito de tecnologia usado no texto e a
realidade vivida por cada um, no trabalho, em
casa, enfim, no cotidiano.
Materiais indicados:
P se possvel, fita de vdeo ou
DVD do filme sugerido e
aparelho para reproduzi-la.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Tecnologia, tecnologias
Resultados esperados: Produo de texto
expressando a compreenso dos alunos sobre a
relao da tecnologia com o seu dia-a-dia.
1
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer o conceito de tecnologia, seus
mltiplos significados, relacionando-os  experincia
cotidiana da sociedade.
Introduo
Como o prprio texto afirma, o termo tecnologia
 bastante abrangente, envolve o conhecimento
tcnico e cientfico e as ferramentas, processos e
materiais criados e/ou utilizados a partir de tal
conhecimento. A partir da,  possvel problematizar
o conceito, levantando mltiplas dimenses e
significados da questo. Para esta atividade, considere
os significados atribudos pelos prprios
alunos  tecnologia, s relaes com a realidade,
s experincias no mundo do trabalho, no cotidiano,
para, ento, problematizar o texto e os vrios
aspectos focalizados, tais como: economia e tecnologia,
vantagens e desvantagens, benefcios e
problemas, implicaes na nossa vida, a histria
da tecnologia e outros. Consideramos importante
interpretar os significados do texto e as leituras
prvias dos alunos, confrontando-as, estabelecendo
um rico e produtivo dilogo entre ambas para
promover o redimensionamento do senso comum
e a construo do conceito de tecnologia.
Dicas do professor: filme A guerra do fogo, 1981, de Jean-
Jacques Annaud.
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  11
1CA10T01P3.qxd 18.01.07 18:41 Page 11
12  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
Proponha aos alunos as seguintes questes: considerando
um litro de vinho que contm 12% de
lcool:
a) encontrem quantos ml de etanol, ou seja,
de lcool, contm esse litro de vinho;
b) mostrem o resultado encontrado em a na
forma de porcentagem;
c) calculem quantos ml de lcool uma pessoa
ingere ao beber uma taa de 150 ml de
vinho.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P recipiente plstco capaz
de armazenar um litro e
uma taa de 150 ml
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Tecnologias simples e complexas criadas pelo ser humano
Resultados esperados: Ao ler o texto e responder
s atividades os alunos:
a) realizam clculos utilizando regra de trs e porcentagens;
b) interpretam relaes de unidades de volume;
c) compreendem evolues tecnolgicas.
1
Te x t o
Objetivos
 Realizar clculos com medidas de volume
envolvendo a cultura vincola.
 Analisar a relao do trabalho artesanal com o
realizado via tecnologia.
Introduo
Como o texto afirma, houve tempos em que as
ferramentas de uso dos seres humanos eram rudimentares;
para fazer uma colher de madeira ou
para a fermentao da uva no preparo do vinho
eram usados processos simples e que estavam 
mo de homens e mulheres. Comente com os
alunos: no caso da produo do vinho, por exemplo,
o suco de uva era preparado em grandes tanques,
onde os trabalhadores nus mergulhavam, e
erguiam-se e abaixavam-se repetidamente, agitando
o suco para arejar a mistura e intensificar a
fermentao. Hoje, os procedimentos so diferentes.
Em vez da ferramenta corporal, h o uso
de tecnologias. Muitas podas so feitas por
mquinas, as intervenes manuais vm sendo
substitudas por equipamentos mecnicos ou por
controles qumicos de produo. Na sua opinio,
as mquinas ajudam o trabalhador?
Contexto no mundo do trabalho: A produo do vinho
artesanal era feita no mbito familiar, a tecnologia transformou
essas famlias em empresas familiares, que
empregam diversos funcionrios e, por conseqncia,
gerou um aumento na produo.
Dicas do professor: livro- Vinho e guerra: os franceses, os
nazistas e a batalha pelo maior tesouro da Frana, de Don e
Petie Kladstrup (Zahar).
Visita ao Vale dos Vinhedos, interior de Bento Gonalves, RS.
1CA10T01P3.qxd 18.01.07 18:41 Page 12
Dicas do professor: livro- O ensino de matemtica na educao
de jovens e adultos, de Newtom Duarte (Cortez).
site - www.abacohp.hpg.ig.com.br Acesso em 4/8/2006.
rea: Matemtica Nvel II
1. Inicie um dilogo perguntando  turma o que
eles fazem que no depende de uma mquina
ou algum equipamento, e como costumam fazer
seus clculos matemticos.
2. Pea para relacionarem cada atividade matemtica
com seu instrumento (tecnologia). Qual
modo no utiliza alguma ferramenta e qual 
mais fcil? (papel e lpis, calculadora, rgua,
etc). Quando cada um dos instrumentos surgiu?
3. Convide-os a construir um baco e um quadro
valor de lugar.
4. Explique que o baco  considerado o precursor
da calculadora, que surgiu da necessidade
de registrar e operar com grandes quantidades.
5. Dividindo a turma em grupos, inicie a construo
do baco e do quadro valor de lugar.
6. Realize exerccios de representao de
nmeros nos dois instrumentos e algumas
Descrio da atividade
operaes.
7. Pea para os grupos refletirem sobre as vantagens
e desvantagens do uso de instrumentos e
tecnologias no cotidiano.
8. Faa uma leitura comentada do texto,
entremeando-a com as reflexes dos alunos.
Materiais indicados:
P cartolina, fita adesiva, isopor,
barrinhas de madeira,
canos coloridos cortados
em rodelas.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Construindo tecnologia
Resultados esperados: baco e QVL construdos.
a) Compreenso do sistema decimal de representao
dos nmeros.
b) Percepo de que a tecnologia  mais do que
computadores.
1
Te x t o
Objetivos
 Reconhecimento do baco e outros instrumentos
como produtos da tecnologia.
 Compreenso do sistema decimal de numerao.
Introduo
A necessidade humana de instrumentos de auxlio
ao clculo e  manipulao de informaes
data de milhares de anos. O computador atual se
baseia em alguns princpios que j estavam presentes
nesses instrumentos milenares. Os dedos
foram, provavelmente, os primeiros instrumentos
usados para contagem, servindo para a construo
do sistema decimal de numerao (base
10). As pedras, segundo a histria, tambm
foram usadas para contar. Por volta do ano 2000
a.C., os chineses inventaram o baco, ou soroban,
que utiliza o princpio de posicionamento digital
de colunas de bolinhas. De l para c, so dezenas
de instrumentos cada vez mais sofisticados. De
todo modo, as pessoas usam diferentes instrumentos
de apoio na soluo de suas necessidade e
alguns deles, como o baco, ainda so usados no
comrcio pelos chineses e japoneses. Alm disso, o
baco permite compreender nosso sistema de
numerao de base 10. Quantos instrumentos antigos
ainda so usados pelos alunos da EJA?
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  13
1CA10T01P3.qxd 18.01.07 18:41 Page 13
14  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. Dividir a classe em pequenos grupos. Cada
grupo elaborar uma lista com atividades que
passariam a ser executadas, por exemplo, por
um rob, justificando a seguir suas escolhas.
2. O grupo identificar na lista em quais dessas
atividades h de alguma forma a presena da
Revoluo Industrial e de que forma ela se faz
presente.
3. O grupo discutir o que faria com o seu tempo
se esses robs realizassem as atividades listadas
na etapa 1.
4. Com base no texto, na lista e na discusso, o
grupo criar uma cena (verbal ou no-verbal)
que represente o que imagina que poderia ser
uma possvel quarta Revoluo Industrial.
5. Discusso das cenas pontuando a importncia
da imaginao e da criatividade na construo
das obras.
Descrio da atividade
Atividade P Existir uma quarta Revoluo Industrial?
Resultados esperados: Que o aluno perceba a
a relao entre arte e cincia, e que o impossvel
 apenas algo para o qual ainda no se encontrou
soluo.
2
Te x t o
Objetivo
 Discutir cenicamente a influncia da Revoluo
Industrial em nossa vida diria.
Introduo
Em nosso dia-a-dia, vivemos imersos num oceano
de conquistas da Revoluo Industrial, que na
viso do autor encontra-se dividida em trs momentos.
Vale lembrar que esses equipamentos ou
mquinas, que alteraram e alteram os modos de
produo, o mundo do trabalho, nosso comportamento
e tambm nossos desejos, no nasceram
unicamente da mesa de projetos de engenheiros
e cientistas. Se olharmos bem, perceberemos que
muitas dessas mquinas, sejam elas da espcie
que forem, tiveram em sua origem a criao de
um artista. Nos esboos e desenhos de Leonardo
da Vinci, na literatura de Jlio Verne e nos filmes
de fico cientfica  possvel perceber o quanto a
criao artstica influenciou e influencia o desenvolvimento
das mquinas e seus produtos.
Tempo sugerido: 2 horas
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rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Com antecedncia de duas semanas, divida os
alunos em dois grupos.
2. Pea ao primeiro grupo que recorte e/ou
anote o que dizem os anncios sobre educao,
publicados em jornais, revistas e outros
meios de comunicao, no esquecendo os
noticirios da TV.
3. Ao segundo, pea que recorte os anncios
sobre ofertas de emprego, assinalando os
requisitos que devem ter os candidatos.
4. Confeco de murais sobre os temas.
5. Apresentao do primeiro grupo:
a) O que dizem os meios de comunicao
sobre a relao entre trabalho e educao?
b) E sobre o mercado de trabalho?
c) O que as escolas, universidades e outros
cursos de formao prometem aos alunos?
Descrio da atividade
6. Apresentao do segundo grupo: de acordo
com os empresrios, que habilidades e saberes
precisamos ter para conseguir um emprego?
7. Depois, no quadro, faa um levantamento dos
motivos pelos quais seus alunos no conseguiram
terminar o ensino fundamental antes dos
16 anos. (Observe em que medida os motivos
estavam relacionados com as necessidades de
trabalho e de sobrevivncia.)
Atividade P Mquinas inteligentes, (des)emprego e (des)qualificao de trabalhadores
Resultados esperados: Refletir sobre o que
dizem os meios de comunicao sobre a relao
existente entre formao de trabalhadores e ingresso
no mercado de trabalho.
2
Te x t o
Objetivo
 Analisar as relaes entre trabalho e educao,
tendo em conta as contradies entre capital e
trabalho.
Introduo
Para analisar os efeitos da tecnologia no mercado
de trabalho, precisamos de mais informaes
sobre a Terceira Revoluo Industrial e suas
mquinas inteligentes. Alm de dispensar um
bom nmero de trabalhadores, a automao flexvel
requer a redistribuio dos postos de trabalho,
bem como a requalificao das pessoas para ocupar
as novas funes. O trabalhador tem que se
tornar polivalente, ou seja, ser capaz de fazer vrias
operaes ao mesmo tempo  o que se chama
de enriquecimento das tarefas. Alm de aprender
a trabalhar em equipe, precisam encontrar
solues para os problemas que aparecem no diaa-
dia. De fato, as novas tecnologias exigem novos
conhecimentos e habilidades, requerendo de ns
um pensamento mais abstrato. Em que medida a
escola tem contribudo para isto? Ser que o
desemprego existe porque os trabalhadores no
esto qualificados? A culpa  da educao? Voc e
seus alunos j repararam que, para os empresrios,
a educao se tornou uma mquina inteligente
de ganhar dinheiro?
Dicas do professor: livro  A produtividade da escola improdutiva,
de Gaudncio Frigotto.
site  www.ibge.gov.br
Tempo sugerido: 6 horas
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  15
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16  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Identifique a principal fonte de energia utilizada
em cada uma das duas primeiras revolues
industriais. Apontar que a queima de carvo
mineral  a principal fonte de vapor na
Primeira Revoluo Industrial.
2. Apontar quais foram os principais usos da
energia eltrica na Segunda Revoluo Industrial.
3. Descrever quais foram as duas principais
transformaes nos meios de transportes na
Primeira Revoluo Industrial.
4. Destacar o papel da mo e da mquina nas
duas primeiras Revolues Industriais.
5. Apontar o perodo em que a Segunda Revoluo
Industrial surgiu.
6. Apontar o perodo em que a Terceira Revoluo
Industrial surgiu.
7. Descrever as principais caractersticas da terceira
Revoluo Industrial.
Descrio da atividade
8. Utilizar exemplos da atualidade que ilustrem
e comprovem as caractersticas da Terceira
Revoluo Industrial descritas no texto.
9. Debater em sala de aula os efeitos destas
novas tecnologias na organizao da sociedade
contempornea e registrar uma sntese do
debate no caderno na forma de tpicos.
Atividade P A revoluo na indstria e na sociedade
Resultados esperados: Compreender que a
maturao industrial atual  resultado de um processo
histrico de muitos sculos. Possibilitar o
entendimento das caractersticas prprias de cada
momento histrico das Revolues Industriais.
2
Te x t o
Objetivo
 Levar o aluno a refletir sobre as caractersticas
de cada perodo denominado de Revoluo
Industrial, as fontes de energia utilizadas e o
papel do trabalho e das mquinas na produo
de mercadorias.
Introduo
Conforme a evoluo do capitalismo, as necessidades
de produo de mercadorias foram sendo
ampliadas, tanto pela gerao de novos produtos,
quanto pelo aperfeioamento dos existentes.
Sendo assim, qual a importncia das Revolues
Industriais nesse contexto? As Revolues Industriais
se resumiram  introduo de novas tecnologias
no processo produtivo?
As Revolues Industriais proporcionaram no
apenas uma nova e intensa forma de produzir mercadorias,
mas tambm foram responsveis por
uma nova organizao social e, por conseqncia,
por uma nova forma de organizao do espao.
Contexto no mundo do trabalho: Com o advento da
Primeira Revoluo Industrial, a produo de mercadorias
foi ampliada e grandes massas de trabalhadores foram
contratadas com a finalidade de dar conta dessa necessidade,
ao mesmo tempo, nas cidades, aglomeram-se
grandes levas de trabalhadores rurais que abandonam o
campo em busca do trabalho fabril.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: livros didticos de Geografia trazem
informaes e imagens das Revolues Industriais.
livro  Indstria e trabalho no Brasil, de Willian J. Gerab e
Waldemar Rossi.
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rea: Histria Nvel II
1. Explorar os significados da palavra revoluo
com os alunos.
2. Registrar no quadro o que eles j sabem sobre
Revoluo Industrial.
3. Ler e interpretar o texto com a turma.
4. Solicitar que grifem no texto as palavras e frases
que demonstram as principais transformaes
que ocorreram nas trs revolues.
Discuti-las.
5. Dividir a turma em trs grupos e solicitar que
cada um deles produza um cartaz sobre uma
das revolues, com frases, palavras, e, se
possvel, imagens de produtos, tecnologias retiradas
de recortes de revistas, jornais ou
desenhos elaborados pelos prprios alunos.
Cartaz 1: Primeira Revoluo Industrial;
Cartaz 2: Segunda Revoluo Industrial;
Cartaz 3: Terceira Revoluo Industrial. Situar as
revolues no tempo (poca) e nos principais
lugares onde ocorreram.
Descrio da atividade
6. Solicitar que apresentem os cartazes para o
resto da turma, explicando e debatendo, oralmente,
o que compreenderam. Os cartazes
devem ser fixados na sala de aula.
Materiais indicados:
P cartolina ou papel pardo,
imagens, revistas e jornais,
pincis e colas.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P As tecnologias e as mudanas no mundo do trabalho
Resultados esperados:
a) Que o aluno compreenda a diviso da histria
nos trs momentos abordados pelo texto.
b) Que ele possa identificar as principais transformaes
tecnolgicas e do mundo do trabalho
ocorridas nesses momentos.
c) Produo de cartazes ilustrativos.
2
Te x t o
Objetivo
 Identificar as principais transformaes tecnolgicas
ocorridas nas Revolues Industriais,
relacionando-as ao mundo do trabalho.
Introduo
A palavra revoluo nos indica mudana radical,
transformao e no simplesmente uma mera
reforma, no ? O conceito  aplicado no campo
da poltica, da cultura e notadamente na histria
das tcnicas. Isto porque algumas transformaes,
inventos, tiveram impacto significativo no
modo de produzir, no mercado de trabalho e na
vida cotidiana das pessoas. A Primeira Revoluo
Industrial iniciada na Inglaterra, no sculo XVIII,
provocou inmeras transformaes no modo de
viver e trabalhar. A partir da, as mudanas operadas
no interior das fbricas se expandiram
para outros espaos e organizaes de trabalho.
O texto traz uma sntese das trs grandes Revolues
Industriais. Sugerimos que voc explore o
texto ampliando a discusso, procurando relacion-
la ao mundo do trabalho.
Dicas do professor: filme  Tempos Modernos, 1936,
Charles Chaplin.
livros  Histria da tcnica e da tecnologia, de Ruy Gama
(org.) (Edusp).
O nascimento das fbricas, de Edgar S. de Decca (Brasiliense).
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  17
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18  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Portugus Nvel II
1. Leitura do texto com os alunos.
2. Diviso da classe em quatro grupos.
3. Apresentar uma questo para cada grupo.
Sugestes:
G1: Com relao  tecnologia, quais as camadas
sociais atingidas por ela? Como as atinge? Quais
as conseqncias?
G2: Quais so os pontos positivos e negativos do
desenvolvimento tecnolgico? Como podemos,
hoje, avaliar a Terceira Revoluo Industrial?
G3: Seria possvel haver desenvolvimento do
conhecimento humano sem o avano tecnolgico?
Ou  nosso conhecimento de desenvolvimento
que pode estar equivocado?
G4: Como o desenvolvimento tecnolgico afeta,
objetivamente, sua vida pessoal? Esse desenvolvimento
ser benfico para seus filhos e netos?
4. Solicitar aos grupos que discutam as questes
para elaborao das respostas. Depois, pedir
que procurem subsdios (textos, canes,
vdeos) para sustentar suas idias.
5. Organizar uma apresentao formal para a sala.
Descrio da atividade
6. Depois da apresentao, solicitar que, individualmente,
construam um texto, em linguagem
formal, sobre este tema (sugesto): O
impacto social do desenvolvimento tecnolgico.
7. Depois de pronto o texto, os alunos podem
troc-lo com um colega para avaliao da:
a) adequao do registro lingstico (formal);
b) coerncia das idias (informatividade);
c) originalidade;
d) correo gramatical.
Atividade P Desenvolvimento da elocuo formal de natureza dissertativa: o seminrio
Resultados esperados: Desenvolvimento do
ato de exprimir-se, com naturalidade, em situaes
de comunicao formal.
2
Te x t o
Objetivos
 Desenvolver a habilidade de manifestar opinio,
com base em informaes textuais.
 Desenvolver a habilidade de escrever textos
dissertativos em portugus e apresent-los
oralmente.
Introduo
O seminrio pode ser visto como a apresentao
formal de um tema dado. Implica preparao
prvia e discusso de um assunto com a sala.
Aqui, pretende-se fugir da informalidade e colocar
o aluno em situao formal de apresentao
de um trabalho de opinio.
Tempo sugerido: 4 horas
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Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  19
rea: Artes Nvel I e II
1. Fazer uma relao de objetos, tcnicas, aparelhos
e materiais presentes na sala de aula,
desde aqueles relacionados  prpria construo
do espao at os de uso pessoal.
2. Na Biblioteca ou na Internet, realizar uma
pesquisa sobre os itens listados. A tarefa ser
descobrir quem, onde e quando foram
inventados. O quem talvez seja mais difcil
de ser identificado, dependendo do item, porque
s na Renascena a figura do inventor
passou a ser considerada de fato. Galileu
Galilei  o primeiro inventor a exigir patente
de uma inveno: a luneta.
3. Os alunos organizam os resultados por poca,
local, e, se possvel, por inventor.
4. Os resultados so apresentados e discutidos.
Dados histricos, culturais e artsticos presentes
nas invenes devem ser levados em considerao
na conduo da discusso.
Descrio da atividade
5. Proponha a realizao de uma pesquisa para a
construo de um painel ilustrativo das invenes
e inventores brasileiros.
6. Apresentao e discusso do painel.
Atividade P Os inventores e suas invenes
Resultados esperados:
a) Que o aluno conhea um pouco a criao
nacional.
b) Que o aluno seja capaz de refletir sobre as
implicaes polticas, financeiras, de divulgao
e auto-estima a respeito do incentivo 
pesquisa, produo das invenes nacionais e
valorizao dos inventores.
3
Te x t o
Objetivo
 Identificar a presena de invenes no cotidiano.
 Montar um painel de inventores e invenes
brasileiras.
Introduo
Tudo o que nos rodeia , em certa medida, resultado
de algum tipo de inveno. Partindo de uma
necessidade, real ou imaginria, do desejo de
vencer os limites do prprio corpo ou a natureza,
o homem cria, inventa.
A jornada do homem na Terra  marcada pelas
invenes que tornaram possvel a superao de
problemas e a sua sobrevivncia. Mas tambm 
marcada por invenes (ou pela sua utilizao)
que contriburam de forma significativa para a
dominao e/ou destruio de povos e culturas.
Por exemplo, o mesmo avio que promove a
diminuio de tempo para percorrer distncias,
facilitando o deslocamento humano e o intercmbio
comercial,  o que carrega msseis e bombas
que destroem cidades e matam pessoas. Ao
longo da histria, a supremacia de uma cultura
sobre outra tem sido medida, em grande parte,
pela quantidade de invenes e pelo domnio da
tecnologia de sua produo e utilizao.
Tempo sugerido: 1 dia: etapas 1 a 6 - 3 horas
2 dia: 2 horas
Dicas do professor: sites  pt.wikipedia.org/wiki/categoria:
inventores
inventabrasilnet.t5.com.br/indexn.htm
www.inventar.com.br
www.1001idias.com.br
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1. Proponha grupos de trs alunos e pea-lhes que
elaborem um relatrio descrevendo minuciosamente
o cotidiano de trabalho de cada um a
partir das questes:
a) o que lhe pedem para fazer no trabalho?
b) O que voc faz realmente?
c) Existe diferena entre aquilo que lhe pedem
para fazer e aquilo que voc faz?
d) O que  diferente?
e) Porque esta diferena ocorre?
f) A diferena facilita ou cria solues para problemas
que surgem no trabalho?
g) Quando esta diferena facilita ou cria solues
voc  reconhecido por isto?
2. Em seguida, cada grupo apresentar o seu relatrio
em plenria. O professor ajudar o
grupo a reconhecer que as pequenas iniciativas,
as micro decises, as solues criadas
inesperadamente, o jeito diferente de realizar
uma tarefa, contm saberes tcitos (implci-
20  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Educao e trabalho Nvel II
tos) que so as pequenas invenes de milhares
de trabalhadores que no foram formalizadas
como conhecimento cientfico ou tecnolgico
mas que, no entanto, so imprescindveis
para que o trabalho se realize. Mostre tambm
que, apesar de criarem saberes tcitos incessantemente
no trabalho, estes inventores permanecem
no anonimato;
3. Em seguida, pea aos alunos que faam uma leitura
silenciosa do texto.
Atividade P Inventores brasileiros
Resultados esperados:
Relatrio descrevendo minuciosamente o cotidiano
de trabalho de cada aluno do grupo.
Reconhecimento de saberes tcitos e de sua importncia
para que o trabalho se realize.
3
Te x t o
Objetivo
 Identificar saberes tcitos (implcito, silencioso)
e a sua importncia no cotidiano do trabalho.
Introduo
Santos Dumont foi um pioneiro nos inventos
aeronuticos e  reverenciado no mundo todo
como um grande inventor brasileiro. Sua biografia
indica que ele era aluno pouco aplicado, nada
estudioso para as teorias, mas de admirvel talento
prtico e mecnico, revelando-se um gnio
inventivo. O inventor nunca teve uma formao
escolar regular e foi o nico, dentre seus irmos,
a no concluir curso superior. Pesquisas recentes
mostram que no mundo do trabalho h uma infinidade
de trabalhadores inventores que no ganham
notoriedade. Elas indicam, tambm, que h
diversos tipos de saberes no trabalho que so produzidos,
mobilizados e formalizados pelos trabalhadores,
mesmo por aqueles que no tiveram
uma escolarizao regular. Voc sabia que entre
estes vrios tipos destacam-se os saberes tcitos
que so inventados pelos trabalhadores? Que sem
os saberes tcitos no h possibilidade de encontrar
solues para os diversos problemas que
entravam o trabalho cotidianamente? Que a tecnologia
se desenvolve incorporando os saberes
tcitos inventados pelos trabalhadores?
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: SANTOS, Eloisa. Dicionrio da Educao
Profissional. BH: NETE, 2000. Trabalho prescrito e real no atual
mundo do trabalho. Trabalho e Educao. Belo Horizonte:
Nete/UFMG, n. 1, 1997. Processos de produo e legitimao
de saberes no trabalho. Currculo e polticas pblicas. BH:
Autntica, 2003. http://www.fae.ufmg.br:8080/
nete. SANTOS, Geraldo. A pedagogia da ferramenta.
Dissertao de Mestrado, UFMG, 2004.
Descrio da atividade
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Dicas do professor: sites 
http://www.aviacaobrasil.com.br/,
http://www.dac.gov.br/principal/index.asp e
http://www.portalbrasil.net/aviacao.htm
rea: Geografia Nvel II
1. Qual foi a importncia do relgio de pulso
para a aviao? Destacar a necessidade de utilizar
as mos para manipular os equipamentos
da aeronave.
2. Discutir com a classe os inventos criados para
uma determinada finalidade que acabaram por
servir a outra ao longo do tempo, e se popularizando.
O prprio avio serve  guerra, embora
no tenha sido criado para esta finalidade.
3. Discutir com a classe que o avio moderno,
mais veloz, com maior autonomia (distncia
voada), maior capacidade de carga, etc., 
uma evoluo do 14 bis, portanto, o moderno
incorpora o antigo.
4. Relatar no caderno as idias principais das
discusses.
5. Extrair do texto as duas passagens que tratam
da formao educacional de Santos Dumont.
Identificar se ele recebeu estudos dirigidos
para as pesquisas em aviao. Santos Dumont
tinha curso superior?
Descrio da atividade
6. Debater a apropriao de conhecimento: da
maneira informal (no decurso da prpria vida)
e formal (atravs da escola), mostrando que os
alunos de EJA possuem conhecimentos acumulados
como todos.
7. Relatar para a classe as habilidades adquiridas
com sua profisso e histria de vida.
Materiais indicados:
P fotos de avies de carga,
de guerra, de passageiros,
de aeroportos
ilustram a aula e qualificam
os debates.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Voar  preciso
Resultados esperados:
a) Desvendar as condies de apropriao do saber
pelos alunos.
b) Compreender que a produo de tecnologia se
d para um fim especfico, mas ela vai sendo
aproveitada e adaptada para novas utilidades.
3
Te x t o
Objetivos
 Possibilitar aos alunos de EJA a compreenso
de que a tecnologia  criada pela sociedade de
acordo com o grau de desenvolvimento das
foras produtivas, ou seja, ela  produto do
momento histrico.
 Levar ainda  reflexo sobre o carter social das
invenes decorrentes da pesquisa e acmulo
de conhecimentos, aplicados aos produtos.
Introduo
A conquista do espao areo sempre foi uma
preocupao do homem. O avio foi o engenho
que possibilitou sonhar mais alto e contou com a
colaborao de um brasileiro. A transposio de
longas distncias levanta a questo do tempo e
do espao na sociedade moderna.
Contexto no mundo do trabalho: O transporte areo de
pessoas e cargas  bastante recente se considerarmos o
tempo que o homem habita a Terra, no entanto sua presena
no cotidiano da sociedade  significativa, seja na
circulao de bens e mercadorias, seja no transporte de
pessoas. O mundo do trabalho foi diretamente afetado
por esta condio, uma vez que a velocidade do transporte
(circulao) possibilita tambm a ampliao da
velocidade da produo.
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  21
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22  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Matemtica Nvel II
3. dem a presso atmosfrica em Vnus, sabendo
que l a atmosfera  90 vezes maior que a
da Terra.
Materiais indicados:
P mapa do Brasil.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P A conquista do espao, seus reflexos na sade, lazer e modernidade
Resultados esperados:
a) Perceber a importncia do feito de Santos
Dumont para o avano nos estudos na rea da
aeronutica.
b) Estabelecer relaes desses estudos com as
informaes dadas no decorrer das atividades.
3
Te x t o
Objetivos
 Destacar a contribuio de um brasileiro na
conquista do espao.
 Relacionar esse feito com o avano tecnolgico
na rea da sade, do lazer e na vida moderna.
Introduo
O brasileiro Alberto Santos Dumont foi o inventor
do primeiro avio a decolar com a energia de seu
prprio motor. Esse foi o incio da conquista espacial
e, em 1957, os russos colocaram em rbita o
1 satlite; em 1969, os americanos pousaram na
lua. Hoje a astronutica voltou-se para explorao
cientfica do universo, procurando ajudar a
humanidade a utilizar melhor os recursos da
Terra e da atmosfera para sua sobrevivncia. Qual
 o limite ou a fronteira entre a atmosfera e o
espao csmico? O ar  rarefeito na ltima camada
atmosfrica, a exosfera (busque com seus alunos
mais informaes sobre essa camada utilizando
livros de cincias naturais). Em qual camada
da atmosfera pode existir vida? Na sua cidade h
informaes sobre meteorologia?
Contexto no mundo do trabalho: Os estudos realizados
na busca da realizao do sonho de voar levaram o
homem a grandes descobertas em relao ao espao, ao
Universo, nas reas da Biologia, da Fsica, da Qumica e da
matemtica, contribuindo para um mundo novo e melhores
condies de trabalho e preservao da espcie
humana.
O barmetro, aparelho que mede a presso
atmosfrica, indica que, ao nvel do mar, a presso
 de 76 cm de mercrio (presso ideal para
o ser humano sobreviver). Estudos mostram que
a cada 10 metros de altitude, o mercrio desce 1
cm na coluna do barmetro. Testes evidenciam
que uma pessoa suporta at 10 metros abaixo do
nvel do mar e que, quanto maior a altitude, mais
sente dificuldade para respirar devido  baixa
quantidade de oxignio no ar. Com esses dados,
pea aos alunos que:
1. determinem a presso atmosfrica em Passo
Fundo, cidade do interior do Rio Grande do
Sul, que fica a 900 metros acima do nvel do
mar (localize no mapa o lugar);
2. encontrem a altitude da cidade de So Paulo,
se a presso atmosfrica desse lugar  de 69
cm (localize no mapa o lugar);
Descrio da atividade
Dicas do professor: filme- O homem pode voar, de
Nelson Hoineff.
Ler a seo de previso do tempo de um jornal.
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rea: Portugus Nvel II
1. Atividades de pr-leitura:
a) Solicitar da classe todas as informaes que
tiverem sobre Santos Dumont.
b) Perguntar: Por que escrevemos? Para dar
ordens, avisos, reclamar, pedir, advertir,
lembrar etc., mas, sobretudo, para informar.
2. Atividades de leitura:
a) Tecer comentrios sobre o tema, a coragem
e a importncia de Santos Dumont para o
desenvolvimento da aviao.
b) Pedir que respondam objetivamente: de
quem se fala no texto? O que se fala no
texto? Por que se escreve o texto?
c) Mostrar que o autor no organiza o texto
cronologicamente e que h lacunas de informao:
1873: em Cabangu, Minas Gerais,
em 20 de julho, nasce Alberto Santos-
Dumont, neto do joalheiro francs Franois
Dumont, que viera em meados do sculo
para o Brasil.  1891: Henrique Dumont, pai
de Alberto, vai com a famlia para Paris. 
1897: Santos-Dumont encomenda a construo
de um aerstato no qual, pela primeira
vez, consegue elevar-se nos ares.  1898:
Santos Dumont faz dezenas de ascenses em
balo.  1899: Alberto constri o Santos
Descrio da atividade
Dumont n. 4. - 1901: Santos Dumont contorna
a Torre Eiffel, conquistando o prmio
institudo para quem cometesse a proeza
pela primeira vez.  1904: Publica o seu livro
Dans lair. - 1906: Em 23 de outubro, sobe no
seu aeroplano 14-Bis.  1909: Santos
Dumont atinge, num aeroplano, os 77 km
por hora.  1910: Devido  doena, o aviador
brasileiro d a sua carreira de pioneiro da
aviao como encerrada.  1918: Publica o
livro O que eu vi e o que ns vemos.  1932:
Morre na cidade de Guaruj. Tentar justificar,
com os alunos, a escolha do autor por essa
ordem textual.
3. Atividades de produo de texto:
a) pedir que escrevam um pargrafo que resuma
as idias essenciais do texto.
b) pedir que reescrevam o texto em ordem cronolgica
e completem as lacunas do original.
Atividade P O que  texto de informao?
Resultados esperados: Ampliao da capacidade
de entender a unidade textual e de criar,
coerentemente, um texto de informao.
3
Te x t o
Objetivos
 Saber que toda escrita tem um propsito.
 Reconhecer o texto de informao.
 Reformular, resumindo, um texto de informao.
Introduo
Para construir um bom texto  preciso:
a) analisar o tema antes de escrever;
b) ter o que dizer;
d) saber diz-lo dentro de uma estrutura semanticamente
organizada.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: site 
www.vidaslusofonas.pt/santos_dumont.htm
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  23
3CA10T03P3.qxd 18.01.07 18:43 Page 23
24  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Discuta o texto com seus alunos, oua suas
opinies e realize um debate de modo a organizar
uma tabela de vantagens e desvantagens
que a tecnologia gera para o ser humano.
2. Em 2003, 15,3% das moradias brasileiras possuam
microcomputadores, segundo a PNAD
(Pesquisa Nacional por Amostra de Domiclios).
Sendo que a mdia de habitantes por moradia 
de 3,6 pessoas (segundo a PNAD), pea que calculem
o nmero de computadores e moradias
no pas em 2003.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P cartazes, cartolina e
calculadora.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Desemprego tecnolgico versus maior escolarizao e acesso  tecnologia
Resultados esperados:
a) Estabelecer o grau de vantagens e desvantagens
do avano da tecnologia aos trabalhadores.
b) Perceber que o Brasil est investindo na educao
e no acesso da populao  tecnologia para
fazer frente s necessidades do mercado e evitar
o desemprego estrutural, por meio de clculos
que envolvam subtrao, multiplicao, diviso,
porcentagem e o sistema de numerao
decimal.
4
Te x t o
Objetivos
 Destacar as vantagens e desvantagens do crescimento
tecnolgico para o trabalhador.
 Verificar as condies bsicas necessrias na
preparao da pessoa para acompanhar a modernidade
tecnolgica.
Introduo
As inovaes tecnolgicas no param de surgir, h
estudiosos que consideram que a ameaa do
desemprego tecnolgico  um dos problemas mais
graves do nosso tempo. No entanto, h outros
pesquisadores que afirmam que quanto mais
avanada a economia, mais o mercado de trabalho
e a produo so concentrados em servios. Assim,
h duas correntes que pensam na tecnologia: uma
outra como prejuzo, pois traz desemprego, e outra
que considera que no se deveria beneficiar mais o
capital porque o que importa so os trabalhadores,
portanto, seria necessrio melhorar o
nvel de vida das pessoas. A tecnologia, no seu
entender, traz mais vantagens ou desvantagens
sociais? O que faz com que uma pessoa fique
desempregada involuntariamente? O que voc
considera que se deva fazer para evitar o desemprego
tecnolgico? O que seus alunos pensam
disso?
Contexto no mundo do trabalho: Para que trabalhadores
no fiquem  margem da tecnologia e, por conseqncia,
desempregados, uma das solues  aumentar
seus conhecimentos por meio da escolarizao. Por outro
lado, o acesso  tecnologia deve ser popularizado por
polticas pblicas.
Dicas do professor: livro  Trabalho e tecnologia:
dicionrio crtico, de David Antonio Cattani (Vozes/UFGRS).
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rea: Portugus Nvel II
1. Divida a turma em cinco grupos, dando a cada
um deles uma das seguintes tarefas: grupo
dos defensores da tecnologia (otimistas); grupo
dos acusadores da tecnologia (pessimistas);
grupo de jurados; grupo de testemunhas
de defesa e grupo de testemunhas de acusao.
Os dois grupos de testemunhas podem
ser organizados tendo em conta alguma experincia
com a questo do emprego/desemprego
e a tecnologia.
2. Etapa 1: cada grupo deve ler o texto e extrair
dele elementos para desenvolver seus argumentos
e sua tarefa no jri. Eles podem agregar
exemplos conhecidos ou vivenciados por
eles mesmos.
3. Etapa 2: aps para cada grupo ter preparado
seus argumentos, iniciam-se os debates do
jri, alternando-se as falas da defesa e da acusao.
As testemunhas vo sendo chamadas
pelos defensores e acusadores tambm de
forma alternada.
Descrio da atividade
4. Etapa 3: findo o prazo definido para os argumentos,
o jri deve dar um veredito justificando
sua posio.
5. Solicite que cada educando escreva um pequeno
texto com sua concluso sobre o problema.
Atividade P Jri simulado
Resultados esperados: Lista de argumentos
que revelem a compreenso sobre as possibilidades
e os limites da tecnologia para o emprego.
4
Te x t o
Objetivo
 Identificar e classificar argumentos a favor e
contra a tecnologia e sua responsabilidade no
desemprego.
Introduo
A tecnologia provoca desemprego ou possibilita
novas profisses? O que significa equacionar esta
questo? Como a tecnologia afeta a vida dos educandos
da EJA no que tange aos empregos? Estas
so as questes que a atividade a seguir pretende
colocar em pauta, ajudando os educandos a organizarem
dados para melhor compreender o problema
e construrem seus argumentos.
Tempo sugerido: 4 horas
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  25
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26  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Histria Nvel II
1. Fazer um levantamento das ocupaes e, se for
o caso, das profisses dos alunos e dos interesses
profissionais daqueles que ainda no
ingressaram no mercado de trabalho.
2. Question-los sobre os instrumentos e as tecnologias
que so empregados nos trabalhos
que exercem ou que desejam exercer.
3. Debater com a turma: o desenvolvimento das
tecnologias ajudam ou atrapalham os empregos?
Na opinio do grupo, quais as causas do
desemprego no Brasil e, mais especificamente,
na cidade onde moram? Como a tecnologia
poderia ser uma aliada do emprego? Qual a
importncia da educao para o emprego nesse
contexto de desenvolvimento das tecnologias?
4. Ler e interpretar o texto com o grupo.
5. Explicar aos alunos o que significa um currculo.
Motiv-los e auxili-los e elaborao de
um Curriculum Vitae, usando os seguintes
itens: Dados pessoais  nome, data do nascimento,
endereo completo; rea de interesse;
Descrio da atividade
Formao: escolaridade; outros cursos; experincia
profissional em ordem cronolgica. Se
for possvel, enviar pelo menos um currculo
da turma para algum site de emprego para
que eles possam ver, na prtica, como a tecnologia
pode ser uma aliada no mercado de trabalho.
Materiais indicados:
P se for possvel, computador
acessado  Internet e
papel sulfite
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Tecnologia e emprego: vil ou aliada?
Resultados esperados: Compreender a relao
entre as disponibilidades tecnolgicas e as
possibilidades de emprego na atualidade.
Adquirir habilidade na elaborao de um
Curriculum Vit e envio, via Internet, a uma
instituio.
5
Te x t o
Objetivo
 Analisar as relaes entre tecnologias e emprego
na atualidade.
Introduo
A tecnologia tem se mostrado uma ferramenta
til, principalmente entre os jovens, na busca por
uma vaga no mercado de trabalho. Por outro
lado, muita gente acredita que a tecnologia  a
grande culpada pelo desemprego no mundo.
Essa discusso  polmica, pois de fato muitas
mquinas substituem o trabalho humano no
processo de produo. Nesse sentido, questione
os alunos: a tecnologia  vil ou aliada do
emprego? Quando pode ser vil e quando pode
ser aliada? Esse debate pode ser bastante interessante
e til para os alunos, fugindo, porm,
das armadilhas maniquestas e explorando as
contradies.
Dicas do professor: sites 
vocesa.abril.com.br
www.eco.unicamp.br/cesit;
www.unitrabalho.org.br
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Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  27
rea: Artes Nvel II
1. Aps a leitura e comentrios sobre o tema do
texto, cada aluno dever criar um texto em
forma narrativa, pequena histria, poema ou
prosa, cmico ou dramtico com o tema:
Nova tecnologia, novas formas de expresso
para compor um blog a ser criado.
2. Escolher um nome para um blog.
3. Escolher 3 colegas para pesquisa de criao de
um blog.
4. Criar um blog na Internet e incluir os textos
criados.
5. O blog poder ser um meio de discusso permanente
dos alunos.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P computador com acesso
 Internet
Tempo sugerido:
1h30min
Atividade P Entrando na Rede
Resultados esperados:
a) Adquirir experincia de criao de um texto e
de incluso na Internet para ser lido por um
grande nmero de pessoas.
b) Experimentar as diferentes fases de criao e de
uso da tecnologia.
c) Aprender e reconhecer as possibilidades de trabalho
via Internet.
6
Te x t o
Objetivos
 Criao de um blog pelos alunos.
 Criao de textos, narrativas, pequenas histrias
individuais que possam ser inseridos nesse
blog criado e divulgado por todos.
 Permitir o acesso  Internet atravs da participao
individual e coletiva.
Introduo
Como pudemos observar no texto escolhido, a
informtica est presente em todos os mbitos
da vida moderna, encurtando tempo e distncias.
Fica difcil imaginar a vida sem os recursos
que essa tecnologia oferece. Atravs da rede
mundial de computadores, a Internet, podemos
acompanhar debates sobre temas polticos, sociais
e culturais de qualquer ponto do planeta.
Este novo instrumento de participao e conhecimento
permite que as pessoas possam expor,
externalizar seus pensamentos, criaes ou
preocupaes. Mas o acesso e a utilizao dessa
tecnologia so ainda muito restritos. Como afirma
o texto, no Brasil esse acesso  bastante
reduzido, a grande maioria  considerada analfabeta
em informtica, dificultando, em especial,
a insero no mercado de trabalho de um
grande nmero de trabalhadores. Assim, 
importante proporcionar aos alunos a oportunidade
de entrar na rede.
Dicas do professor: sites para criar um blog -
www.interney.net/blogfaq.php?p=6490966
www.blog-se.com.br/blog/ajuda.asp
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28  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Se possvel, introduzir a atividade ouvindo/
lendo a msica Pela Internet, de Gilberto
Gil.
2. Faa um breve comentrio levantando as palavras/
expresses ligadas  informtica.
3. Provoque uma discusso a respeito das vrias
formas de analfabetismo, apontando suas
causas, problemas e conseqncias para o
cidado, em seu meio social e no mundo do
trabalho.
4. Registre no quadro os relatos e a concluso da
turma.
Descrio da atividade
Atividade P Ex(In)cluso digital
Resultados esperados: Discusso a respeito
das formas de analfabetismo apontando suas
causas, problemas e conseqncias para o cidado.
6
Te x t o
Objetivo
 Compreender a necessidade de incluso digital
na Era da Informtica e sua relao com a
insero no mercado de trabalho.
Introduo
Criar meu web site/Fazer minha home-page/Com
quantos gigabytes/Se faz uma jangada/Um barco
que veleje/Que veleje nesse informar. Essas so
algumas palavras em ingls utilizadasa na Internet.
A tecnologia continua em constante avano,
porm, muitas pessoas, por razes econmicas,
polticas e sociais, no conseguem acompanhar
esse avano.  cada vez mais notvel a presena
de mquinas e cada vez mais pessoas com um
nvel de conhecimento menor. Sem dvida, uma
sada para este problema  a socializao das tecnologias.
Computadores, Internet, telefone e outras
melhorias devem ser disponibilizadas para
todos, seja em escolas, fbricas, reparties e locais
pblicos. No haver melhorias enquanto
apenas um pequeno grupo tiver acesso a todos os
meios possveis de tecnologias em detrimento dos
demais excludos. Est a uma possvel resposta
para a questo da excluso digital para que possamos
entrar na rede/Promover um debate.
(Tecnologia e emprego: efeitos da nova economia.
mail.unoeste.br/revistas). O texto mostra um projeto-
piloto em Mato Grosso que promove a incluso
digital, e traz os nmeros da excluso digital
no Brasil e no mundo.
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor: Se a sua escola tiver laboratrio de
informtica, leve seus alunos para desenvolver atividades
nesse espao. Comece o trabalho na prpria sala de aula.
- Msica da introduo: Pela Internet, de Gilberto Gil -
www.gilbertogil.com.br. - Sites - Ministrio da Cincia e
Tecnologia. www.mct.gov.br/ Brasil, Cincia e Tecnologia - 
hora de usar a cabea.
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rea: Lngua Estrangeira - Espanhol Nvel II
1. Depois da leitura do texto, proponha uma atividade
para os alunos exercitarem a expresso
oral e a escrita em espanhol. Sugerir as
seguintes perguntas:
a) Qu es un Telecentro? (Sigue algunas sugerencias)
Los Telecentros son espacios pblicos
de comunicaciones dotados con el equipamiento
necesario para disponer de acceso
gratuito y de calidad a Internet y a las nuevas
tecnologas.
b) Cules seran los objetivos de los
Telecentros?  Reducir los ndices de exclusin
digital;  Llevar conocimiento y educacin a
las comunidades;  Capacitar los usuarios
para el mercado de trabajo;  Facilitar el
acceso de la poblacin a los servicios pblicos
ofrecidos via Internet.
c) Qu se puede hacer en un Telecentro? 
Descrio da atividade
Aprender a manejar un ordenador y a utilizar
diferentes programas informticos; 
Buscar informacin por Internet;  Comunicarse
con otras personas;  Realizar actividades
cotidianas por Internet: comprar, buscar
trabajo, realizar gestiones bancarias, etc.;
 Tener una cuenta de correo elec.
Materiais indicados:
P se possvel, usar computadores.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P El acceso a las nuevas tecnologas de la informacin y
la comunicacin es derecho de todos!
Resultados esperados: a) Compreender que
as novas tecnologias esto disponveis em muitos
lugares e podem ser utilizadas por todos.
b) Ampliar o lxico espanhol especfico da rea.
6
Te x t o
Objetivo
 Familiarizar-se com a linguagem do mundo
digital incorporando-a ao seu repertrio, principalmente,
em lngua espanhola.
Introduo
Pode-se compreender a partir da leitura do texto
que a informtica facilitou a vida dos trabalhadores,
mas ao mesmo tempo aprofundou as diferenas
entre classes sociais. E para combater a excluso
digital da grande maioria da populao seria
preciso levar os computadores queles que no
tm condies de adquiri-los. Essa aproximao
est sendo feita por meio da colaborao entre
empresas e governos para a instalao de
Telecentros, locais equipados com tecnologias do
mundo da comunicao, que esto  disposio
dos cidados que queiram utiliz-las. Nesses centros,
as pessoas podero receber orientao para
manejar um computador e se conectar  Internet,
entre outros servios. Sabe-se que uma pessoa de
nvel mdio de escolaridade no conseguir trabalho
se no souber o bsico para operar um computador.
Vrias so as profisses que atualmente exigem
o conhecimento dessa tecnologia. Quais seriam
essas profisses no mbito de atuao do
grupo de alunos em sua sala de aula? Quem j
viveu alguma experincia em que a empresa tenha
promovido essa capacitao aos funcionrios? E
quais os resultados obtidos?
Dicas do professor: Antes da aula, informar-se sobre os
Telecentros prximos  comunidade e seus endereos. Se
houver acesso a computadores, preparar uma aula prtica
incluindo as possibilidades das TICs  Tecnologias da
Informao e Comunicao apresentadas no texto.
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  29
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30  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Identificar no texto a quantidade de pessoas
que tm acesso  Internet no mundo, tanto
em nmeros absolutos, quanto em nmeros
relativos.
2. Identificar como se distribui o acesso por
pas ou continente no mundo, registrando-o
no caderno por ordem decrescente.
3. Transformar o nmero percentual em nmeros
absolutos, para ter uma idia da quantidade
de pessoas com acesso  Internet no mundo.
4. Analisar os resultados, destacando a forte presena
dos Estados Unidos neste segmento.
5. Identificar se o acesso  Internet no Brasil 
maior ou menor que a mdia mundial.
6. Identificar, no Brasil, os grupos de acesso 
Internet de acordo com o grau de escolaridade
e analisar os resultados.
7. Analisar os dados do grfico que aponta o
Descrio da atividade
nmero de domiclios que tm microcomputador
e acesso  Internet no Brasil.
8. Discutir a situao de grande parte da populao
brasileira, que est distante de um computador
e da Internet e, por isso, possui menores
chances de qualificao e colocao no mercado
de trabalho.
Materiais indicados:
P calculadora
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Emprego digital
Resultados esperados:
a) Compreender o importante papel que a informtica
tem na atualidade.
b) Compreender que o acesso  Internet est vinculado
ao poder aquisitivo, e as consequncias
disso.
c) Desenvolver habilidade em realizar clculos e
diferenciar nmeros relativos e absolutos.
6
Te x t o
Objetivos
 Levar o aluno a refletir sobre o papel que a
informtica exerce na vida cotidiana e nas possibilidades
de obteno de um posto no mercado
de trabalho para os que dominam esta linguagem.
 Aprimorar a capacidade de realizar clculos e
diferenciar nmeros relativos e absolutos.
Introduo
A informtica sempre foi importante para a sociedade?
O mercado de trabalho sempre exigiu
qualificao nessa rea? No seria a informtica
uma nova exigncia de qualificao prpria dos
dias atuais? O acesso  Internet  democrtico ou
 determinado pelo poder aquisitivo? A excluso
digital no seria, por tabela, uma forma de excluso
do mercado de trabalho?
Contexto no mundo do trabalho: A competio por
uma vaga no mercado de trabalho est cada vez mais
feroz: a disputa  acirrada e as exigncias de qualificao,
muito grandes. Aqueles que conhecem informtica apresentam
um diferencial nesta disputa.
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rea: Lngua Estrangeira - Ingls Nvel II
1. Pea aos alunos que formem grupos de 3 pessoas.
2. Juntos, devem produzir um pequeno dicionrio
que explique o significado das palavras do
boxe. Se houver alguma palavra cujo significado
desconheam, devem anot-la, deixar um
espao para a definio e continuar. D-lhes 20
minutos pea que troquem de dicionrio com
outro grupo. Se esse grupo tiver deixado de
definir alguma palavra que eles saibam,
devem defini-la no espao. D-lhes mais 3
minutos e pea que troquem novamente. Faa
isso at que todos os grupos tenham listas
completas.
3. Defina e pea que copiem as palavras que continuarem
desconhecidas.
Definies:
Mouse  acessrio que  ligado ao computador.
Com ele, uma pequena seta aparece na tela e 
possvel abrir, fechar documentos, etc.
Scanner  acessrio ligado ao computador que
copia imagens.
Software  nome dado aos programas instalados
no computador.
Descrio da atividade
Hardware  placas internas, gabinete, etc.
Download  ao de copiar algum arquivo da
Internet para o computador.
Bug  problema no computador.
Spam  mensagem eletrnica (email) que  mandada
para muitas pessoas ao mesmo tempo.
HD   o espao de memria do computador, que
retm todos os dados e documentos.
Email  mensagem eletrnica. Utiliza-se atravs
da Internet por meio de um endereo de email.
Chat  significa conversa. H sites na Internet
que possuem salas de chat, espaos para as
pessoas conversarem.
Data base  banco de dados.
Delete  verbo que significa apagar.
Website  ou site  um endereo na Internet.
Atividade P Dictionary
Resultados esperados: Familiarizar-se com
vocabulrio de computao.
6
Te x t o
Objetivo
 Compreender expresses e termos do ingls
que so utilizados na rea de computao e
Internet.
Introduo
O texto trata da excluso digital, que  um grande
problema que o Brasil enfrenta. No apenas
pela dificuldade da populao em ter acesso a
um computador, como tambm pela grande
quantidade de palavras estrangeiras (em grande
parte em ingls) utilizadas para designar partes
do computador e servios disponveis na
Internet. Esta  uma oportunidade excelente de
apresentar parte desse vocabulrio aos alunos
ou, caso j conheam o vocabulrio, de garantir
sua compreenso.
Tempo sugerido: 1 hora
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  31
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32  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I
1. Escreva a frase: 89% dos brasileiros so
excludos digitais e pea para os alunos explicarem
o que eles entendem dela. Se necessrio,
ajude-os a significar 89% (de cada 100
pessoas, 89 no tm contato com computadores
e Internet, ou seja, so excludos digitais).
2. Faa uma leitura em voz alta do texto Novas
diferenas sociais e, depois, um breve levantamento
entre os alunos, pedindo: quem 
excludo digital?
3. Com o resultado desse levantamento, oriente
o clculo da porcentagem dos alunos da
turma que so excludos digitais e compare
com o dado nacional.
4. Pea que os alunos, em grupos, discutam essa
situao, buscando entender sua prpria posio,
ou seja: quais as possveis razes para a
taxa de excludos encontrada na sala. O que
os levou a no ter computador ou no saber
informtica? Que responsabilidade cada um
tem sobre sua prpria situao?
Descrio da atividade
Atividade P Excluso digital em nmeros
Resultados esperados:
a) Calcular a taxa de excludos digitais da turma.
b) Perceber a desigualdade digital.
6
Te x t o
Objetivos
 Calcular a taxa de excludos digitais na sala.
 Levantar hipteses que expliquem as razes da
excluso digital, buscando melhor entender o
sentido do texto.
Introduo
A desigualdade social  expressa de diferentes
modos. Um deles  a desigualdade de acesso aos
bens produzidos pela cincia, tal como os computadores
e todos os seus recursos. No saber
informtica aparece como causa do desemprego.
Os alunos da EJA, na maioria, esto dentro dos
nmeros das diferentes excluses, entre elas a
digital. Tambm  freqente assumirem para si a
culpa pela excluso. Em que medida isso  verdade?
Como seus alunos percebem essa situao?
Quais oportunidades tiveram para se tornar um
includo digital?
Tempo sugerido: 2 horas
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rea: Matemtica Nvel II
1. Aps a leitura do texto, organize os alunos em
grupos e pea que discutam os dados do grfico
com os dados da pesquisa feita em 49,1
milhes de domiclios.
2. Oriente a elaborao de um grfico de colunas,
com dupla entrada, usando uma cor para
os domiclios com renda at 10 salrios e
outra cor para os domiclios com renda mensal
familiar maior que 20 salrios mnimos.
Para ajudar na elaborao do grfico, use
papel quadriculado ou cartes de cartolina.
3. Proponha que, em grupos, os alunos, discutam
o significado da situao revelada pelos
grficos finalizados. Pea que registrem suas
concluses em um pequeno texto que analise
o grfico.
Para realizar a atividade usando cartes de cartolina:
a) Oriente os alunos a recortarem cartes de
mesmo tamanho (cerca de 10 X 10 cm). Adote
um critrio nico para a equivalncia. Por
exemplo: 1 carto vale 10% de domiclios.
Descrio da atividade
b) Ajude os alunos a cortar os cartes proporcionalmente
aos valores do grfico, mantendo a
largura e recortando os cartes na altura.
Exemplo: 5% de domiclios corresponderiam a
um carto de 10 x 5 cm. Para 8,2% de domiclios,
o carto ser de 10 x 8,2 cm).
Materiais indicados:
P papel quadriculado, cartolina,
rgua, tesoura ou
estilete.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Comparando dados de incluso/excluso digital
Resultados esperados:
a) Grfico de colunas de dupla entrada.
b) Texto com elementos indicadores das razes da
desigualdade digital.
6
Te x t o
Objetivo
 Construir um grfico de barras para melhor
compreender a excluso digital no Brasil.
Introduo
Lendo os dados da pesquisa apontada no texto,
percebe-se que excluso digital e renda esto
diretamente relacionadas. Os mais pobres so os
mais excludos. Como seus alunos e alunas experimentam
esta situao? O que o poder pblico
tem feito sobre isto na regio? Que oportunidades
os governantes criam para minimizar
esta desigualdade? Esse fato, que certamente 
conhecido dos alunos e alunas da EJA, pode ser
mais bem visualizado atravs de um grfico. A
atividade a seguir pretende aguar a crtica dos
estudantes da EJA, para entenderem o acesso 
informtica como um direito e buscarem aes
pblicas (a exemplo das mencionadas no texto)
que minimizem essa situao.
Dicas do professor: Se na escola houver sala de informtica,
oriente os alunos a realizarem o mesmo grfico
usando o computador e depois discuta as vantagens e/ou
desvantagens do seu uso na educao e na produo do
conhecimento.
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  33
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34  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. Dividir a classe em dois grupos. O primeiro
criar uma cena de uma casa sem nenhuma
nova tecnologia (computador, TV, rdio e eletrodomsticos).
O segundo grupo criar uma
cena de uma casa que contenha todos os objetos
ausentes na primeira.
2. Cada grupo apresenta sua cena procurando
mostrar as vantagens e desvantagens da presena
ou ausncia de tecnologia. Sugere-se
que o primeiro grupo busque histrias infantis
ou folclricas, tradicionalmente contadas em
grupo, e o segundo escolha uma notcia de
jornal para ser discutida em cena.
3. A classe dever discutir o que faltou em cada
um dos ambientes familiares demonstrados
em cena, o que poder ser modificado, o que
deve ser includo.
Descrio da atividade
Atividade P Informao
Resultados esperados:
a) Refletir sobre a importncia da informao nas
relaes familiares, e sobre a importncia de
momentos de convvio.
b) Observar o que est alm da informao e da
tecnologia nas relaes humanas.
c) Refletir criticamente sobre o papel da tecnologia
nas mudanas do mundo moderno e como
ela pode contribuir para o desenvolvimento
individual e social.
7
Te x t o
Objetivos
 Possibilitar uma anlise sobre o lugar ocupado
pela informao na vida das pessoas, atravs
da criao de cenas domsticas.
Introduo
Informao  uma arma poderosa. Toda sociedade
que se pretende desenvolvida precisa ter uma
imprensa livre, sria e forte. Nos anos 1970, a presena
da televiso no Vietn pde demonstrar as
verdadeiras razes da guerra e em quais condies
ela se dava. A opinio pblica se posicionou
contrria  guerra e, em 1975, os Estados Unidos
foram obrigados a se retirarem daquele pas.
Desde ento, todos os governantes americanos
passaram a dar grande importncia  imprensa e
 mdia em geral.
No Brasil, durante o perodo militar (1964-1985),
os governantes, reconhecendo o poder da informao,
impediam que determinadas notcias fossem
publicadas pelos jornais, estabelecendo a censura.
Era muito comum encontrar nas pginas de
um jornal brasileiro a substituio de notcias por
receitas de culinria ou poemas. No por acaso a
imprensa  chamada de o quarto poder. Na ltima
dcada, o acesso s informaes aumentou
substancialmente e a tecnologia contribuiu fortemente
para isso, no apenas em relao s notcias
imediatas (papel que o rdio e a TV cumprem
h anos), mas principalmente em relao s diferentes
opinies e  possibilidade de pesquisa.
Tambm as famlias sofreram modificaes. O
saber, formal ou informal, vem ocupando um
lugar destacado e nas relaes familiares.
Tempo sugerido: 1h30min
Dicas do professor: sites 
sitededicas.uol.com.br/cfolc.htm; (histrias tradicionais);
www.jangadabrasil.com.br/maio21/cd21050c.htm; (contos
populares brasileiros)
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rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. A partir da leitura do texto, promova um
debate entre os alunos perguntando o que
eles pensam a respeito das novas invenes,
suas implicaes no mundo do trabalho, e de
que maneira elas interferem em sua vida.
2. Anote no quadro as respostas e pea aos
alunos que elaborem um flder com propostas
possveis, viveis e politicamente corretas
sobre a aplicao da tecnologia em benefcio
do trabalhador, colocando-a, realmente, a
servio da sociedade.
Descrio da atividade
Atividade P Apropriao da tecnologia pela sociedade
Resultados esperados: Elaborao do flder.
7
Te x t o
Objetivo
 Compreender o valor da tecnologia no mundo
atual como meio de satisfazer as necessidades
humanas e a importncia de utiliz-la, realmente,
a servio do trabalhador e da sociedade.
Introduo
O homem, bicho da Terra to pequeno/chateia-se
na Terra/lugar de muita misria e pouca diverso,/
faz um foguete, uma cpsula, um mdulo/
toca para a Lua... Incio de um poema de Carlos
Drummond de Andrade. Em Queremos saber,
Gilberto Gil questiona o acesso e a apropriao da
tecnologia e suas implicaes na emancipao do
homem. E, ao terminar a letra da msica, Gil diz
que se foi permitido ao homem conhecer/ melhor
que todos saibam/O que pode acontecer. J
Drummond finaliza dizendo que s resta ao
homem/a dificlima viagem/de si a si mesmo:/pr
o p no cho/do seu corao/experimentar/colonizar/
civilizar/humanizar/o homem/descobrindo
em suas prprias inexploradas entranhas/a perene,
insuspeitada alegria/de conviver. Em ambos
os textos h uma preocupao de que a tecnologia
tenha como ponto de partida e de chegada o
homem em todas as suas dimenses: poltica, social,
filosfica... Esse  o trabalho das Tecnologias
Sociais, que compreendem produtos, tcnicas ou
metodologias, re-aplicveis, desenvolvidas na interao
com a comunidade e que representam efetivas
solues de transformao social e tm a perspectiva
de valorizar o saber produzido pelo trabalhador
no cotidiano do trabalho e da vida.
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor: Filme - 2001 - Uma Odissia no Espao
de Stanley Kubrick.
Crnica  Confuso  A crnica nos fala de um consumidor
que acordou confuso, porque os equipamentos tecnolgicos
utilizados em sua casa funcionavam de maneira desordenada,
de Lus Fernando Verssimo. In: Para gostar de ler.
(tica).
Poema  O homem, as viagens, de Carlos Drummond de
Andrade. In: As impurezas do branco.
Sites  www.rst.org.br
www.algumapoesia.com.br/drummond/drummond05. htm
Livro  Tecnologia social uma estratgia para o desenvolvimento
(DP&a)
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  35
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36  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Histria Nvel I e II
1. Ler com os alunos a letra da cano, se for
possvel, ouvi-la ou cant-la.
2. Solicitar que os alunos destaquem na letra:
a) o questionamento central do compositor:
o que ele quer saber?
b) destacar os tipos de invenes que o autor
levanta;
c) o autor se refere a alguns homens, parte da
grande populao, quais?
d) como o autor se refere ao futuro?
3. Debater: Para que servem as novas invenes
apontadas pelo autor? Todos os homens tm
acesso aos novos inventos? Sim ou no? Por qu?
4. Discutir estes versos da cano com os alunos,
solicitando sua opinio: Tantas coisas conhecer,
 melhor que todos saibam. O que pode
acontecer. / E suas implicaes / Na emancipao
do homem.
Descrio da atividade
5. Motiv-los a escrever um poema ou quadrinha,
respondendo s perguntas do compositor
Gilberto Gil: O que vo fazer? Quando vamos
ter? O aluno poder escolher uma delas ou
responder s duas.
Materiais indicados:
P CD de Gilberto e aparelho
de som para reproduo.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Queremos saber, quando vamos ter?
Resultados esperados: Reflexo sobre as possibilidades
de acesso da grande maioria da populao
aos avanos da tecnologia.
Expresso dessa reflexo atravs de uma pequena
composio artstica.
7
Te x t o
Objetivo
 Discutir o acesso da populao aos avanos da
tecnologia.
Introduo
 recorrente nos textos acadmicos, na mdia, na
publicidade e nos discursos polticos o enaltecimento
e, at mesmo, o encantamento com as novas
invenes.  evidente que o desenvolvimento
das tecnologias traz inmeros benefcios nos vrios
setores: comunicao, transportes, produo de
alimentos, medicina e tantos outros. Entretanto,
questionamos: qual o impacto dessas inovaes
para a vida das pessoas mais pobres, as grandes
populaes? A cano de Gilberto Gil questiona:
quando vamos ter? O que vo fazer? Quais as
implicaes para a emancipao dos homens pobres
da cidade, das estepes e dos sertes? Ser apenas
uma iluso? Algo do presente ou de um futuro
que no conhecemos? Vamos debater com nossos
alunos? Que tal relacionar com a questo do
desenvolvimento dos meios de transporte?
Lembramos que no se trata de uma questo maniquesta:
bem ou mal, bom ou ruim; mas de compreender
as contradies do processo histrico.
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rea: Histria Nvel II
1. Converse com os alunos sobre a democratizao
do saber tecnolgico e as razes para que
o conhecimento cientfico seja ou no socializado.
2. Reproduza a msica e acompanh-la com o
texto impresso. Debater o significado da letra.
3. Pesquisar o autor e identificar o estilo de
msica. Pesquisar a poca em que a msica foi
feita e procurar relaes entre a letra, a melodia
e o contexto histrico.
4. Identificar os exemplos de invenes tecnolgicas
utilizadas na letra da msica e pesquisar
o que so, se so usadas atualmente, onde e
se so de acesso da maioria da populao do
mundo.
5 Debater com os alunos se eles se interessam,
ou no, em saber a respeito das invenes
cientficas e se isso seria importante para eles
e por qu.
Descrio da atividade
6. Propor que escrevam uma carta para publicao
em um jornal propondo sugestes a respeito
do tema.
Atividade P O que pode acontecer
Resultados esperados: Espera-se que reflitam
a respeito dos compromissos ticos dos cientistas e
dos polticos com as invenes tecnolgicas.
7
Te x t o
Objetivo
 O objetivo  refletir a respeito dos compromissos
ticos dos cientistas e dos polticos com as
invenes tecnolgicas.
Introduo
Uma letra de msica pode alertar a sociedade
para a responsabilidade de polticos e cientistas
diante das invenes tecnolgicas? Pois  isso o
que faz a msica de Gilberto Gil. O poema lembra
que sem a democratizao do saber tecnolgico,
a sociedade fica excluda das decises a respeito
do uso que dele  feito. Historicamente, h
inmeros exemplos das inconseqncias do mau
uso da tecnologia: os agrotxicos na agricultura,
a bomba atmica, as usinas nucleares, as armas
de guerra... Ao mesmo tempo, a privatizao do
domnio das tecnologias gera desigualdades,
enquanto o senso comum difunde a idia de que
elas beneficiam toda a humanidade. A liberao
de patentes de remdios tem demonstrado a
importncia de escolhas ticas acima dos interesses
econmicos e polticos.
Tempo sugerido: 4 horas
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  37
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38  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. O exerccio ser individual. Se for possvel,
leve os alunos para um espao amplo de modo
que trabalhem afastados uns dos outros;
2. Distribua um pedao de argila para cada um e
solicite que manipulem at sentirem que est
malevel para ser trabalhada;
3. Os alunos daro forma  argila, criando objetos
que consideram importantes invenes
para a vida do homem. Podem, se quiserem,
confeccionar vrias peas mostrando as diferenas
na sua evoluo (como o telefone, por
exemplo).
4. Os alunos podero inventar tambm outros
objetos, criando uma histria sobre a
evoluo deles. Pea que escrevam essas
histrias em seus cadernos.
5. As peas demoram alguns dias para secar. E
podero ser pintadas.
6. Junto com os alunos, monte uma exposio
das peas no centro da sala. Para discusso,
Descrio da atividade
leve em considerao o carter transformador
do ato de criar e aquilo que os alunos registraram
enquanto criaram.
Materiais indicados:
P jornal, argila, gua, palitos,
tintas e pincis.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P A criao
Resultados esperados:
a) Sentir o prazer do criar, de dar forma a algo.
b) Estabelecer relaes entre esta atividade realizada
no presente o desenvolvimento tecnolgico.
8
Te x t o
Objetivo
 Experimentar a criao de formas, atravs da
modelagem da argila, numa metfora da
Criao, retratando a evoluo da tecnologia.
Introduo
O texto trata da evoluo da tecnologia, utilizando
como exemplo a histria do telefone.
Ser que algum aluno da sala se lembra de como
eram os telefones antigos? Algum consegue
imaginar a vida atual sem o telefone? Quantos
alunos da sala possuem celular?
A atividade a seguir pretende instigar a imaginao
e a criatividade dos alunos, elementos fundamentais
na evoluo tecnolgica, por meio de
um material utilizado desde o incio da histria da
civilizao humana: o barro. Desde os tempos
primitivos, o homem se utiliza dele para vrias
finalidades, desde simples jarros e panelas cozidas
na fogueira at objetos de adorno fino, como as
porcelanas, e as atuais pesquisas na rea da
cermica fina, com os semi-condutores, a relao
do homem com o barro est na gnese da
humanidade e sua cultura.
Dicas do professor: filme  A guerra do fogo, 1976, de
Jean-Jacques Annaud, que existe em DVD.
8CA10T08P3.qxd 18.01.07 18:49 Page 38
rea: Histria Nvel I e II
1. Ler coletivamente o texto, parando para debater
o assunto tratado. Nesse debate, v listando
com os alunos outros objetos de uso domstico
que foram substitudos ao longo do
tempo.
2. Verifique o que sabem sobre os museus: para
que servem, o que se encontra neles, quem
freqenta, quais museus conhecem, etc.
3. Propor, ento, que organizem na escola um
museu de objetos relacionados  vida
domstica.
4. Fazer um levantamento inicial dos tipos de
objetos que podem ser coletados para o museu;
onde podem ser encontrados; como organizar
um museu na escola; como os objetos
devem ser tratados e organizados, como podem
ser expostos, etc.
5. Organizar comisses responsveis por tarefas
especficas: coleta, organizao do espao,
Descrio da atividade
pesquisa histrica, catalogao, divulgao,
etc.
6. Para esse trabalho, propor aos alunos a visita
a diferentes museus e pesquisas sobre esses
espaos.
Atividade P Um museu de objetos domsticos
Resultados esperados: Refletir sobre o que 
um museu, como espao de preservao da memria,
e organizar um museu de objetos domsticos
na escola.
8
Te x t o
Objetivo
 O objetivo  debater o que  um museu e organizar
com os alunos um museu de objetos domsticos
na escola.
Introduo
Existem diferentes tipos de museu: de arte, histria
natural, histria, tecnologia, arqueologia, tnografia,
arte sacra, folclore, bonecos de cera, aviao,
transportes, relgio, brinquedo, cidade,
bairro etc... Geralmente, as pessoas pensam que
os museus preservam a cultura erudita ou so
destinados apenas s elites ricas e intelectuais.
Todavia, os museus possuem diferentes funes,
como preservar a memria, seja de certa comunidade,
de um determinado grupo social, de toda
uma sociedade. Podem tambm ter a inteno de
sensibilizar para acontecimentos ou vivncias
marcantes como as guerras, as torturas, as prises
ou hospitais psiquitricos. Entre os inmeros tipos
de museus,  possvel organizar um sobre a memria
da vida domstica, com chaleiras antigas e
modernas, panelas, rdios, telefones, geladeiras,
foges, etc, brinquedos, de cuidados pessoais
(escova, pente, frascos de perfume...), e outros.
Tempo sugerido: 10 horas
Dicas do professor: livros  Produzindo o passado: estratgias
de construo do patrimnio cultura, de Antnio Augusto
Arantes (org.)(Brasiliense).
O museu da loucura traz a redeno do sofrimento e da
excluso, de Ana Cristina Audebert, .
www.revistamuseu.com.br/artigos/
Comisso de Patrimnio Cultural USP: Guia de Museus
Brasileiros.
O que  museu, de Marlene Suano (Edusp).
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  39
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40  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
1. Divida os alunos em grupos com a tarefa
de descrever os seguintes mtodos contraceptivos,
por meio de pesquisa:
a) mtodo da tabelinha (ritmo ovulatrio);
b) preservativos e diafragma;
c) plula anticoncepcional;
d) coito interrompido;
e) dispositivo intra-uterino (DIU);
f) vasectomia;
g) laqueadura tubria.
2. Discuta que os mtodos - exceto o DIU - tm
por objetivo impedir a fecundao, atuando
Descrio da atividade
com ausncia de vulo (itens a, c e g) ou de
espermatozide (itens b, d e f). Com o DIU o
corpo da mulher rejeita eventuais embries.
No existe mtodo completamente eficaz.
3. Destaque que o preservativo  tambm eficiente
na preveno de doenas sexualmente transmissveis,
como a Aids e o HPV.
Atividade P Ritmos biolgicos: regra e menstruao
Resultados esperados: Diferenciar os mtodos
contraceptivos e reconhecer a importncia da
sade da mulher e do homem.
9
Te x t o
Objetivos
 Discutir os mtodos de preveno de gravidez
(contraceptivos).
 Reconhecer diferentes mtodos contraceptivos.
Introduo
A fase reprodutiva da mulher vai da puberdade
at, geralmente, 50 anos de idade ou mais. Por
isso, a cada 28 dias, aproximadamente, o organismo
feminino prepara-se para a reproduo, ocorrendo:
a) liberao de um vulo (ou, em casos
raros, mais de um) para a tuba uterina; b) desenvolvimento
do endomtrio (revestimento interno
do tero) para abrigar um embrio, em caso de
fecundao. Se no ocorrer, h uma descamao
do endomtrio e tais clulas so eliminadas pela
vagina, com um pouco de sangue. Essa  a menstruao,
que pode durar de 3 a 7 dias, dependendo
da mulher. O perodo entre o incio de uma
menstruao e da seguinte (cerca de 28 dias) 
chamado de ciclo menstrual, controlado por hormnios
produzidos pela glndula hipfise e pelos
ovrios. Havendo fecundao, no ocorre menstruao
(no texto, regra atrasada). Entretanto, o
atraso da menstruao, pode estar relacionado a
causas mais complexas. A mulher deve, no caso de
atraso na menstruao, procurar servios de
sade para confirmar ou descartar uma gravidez,
que precisa ser acompanhada por um mdico para
prevenir e evitar problemas.
Dicas do professor: Procure trazer e mostrar os materiais.
Tempo sugerido: 1 semana de pesquisa e 2 horas
Contexto no mundo do trabalho: A gravidez e o planejamento
familiar so importantes para a vida das pessoas,
pois interferem diretamente em sua organizao familiar
e, conseqentemente, nas suas relaes de trabalho. A
discriminao da mulher na idade reprodutiva persiste no
mundo do trabalho, embora existam leis para coibi-la e
oferecer amparo  criana e  me.
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rea: Histria Nvel I e II
1. Debater com os alunos a presena do relgio
no seu cotidiano: como medem o tempo, em
que situaes se submetem ao tempo do relgio,
se seu trabalho  controlado por relgio
de ponto, se h momentos que no se submetem
ao relgio e quando, etc.
2. Ler coletivamente o poema. Debater a inteno
da autora: o que ela quer dizer? Qual a
relao entre o que diz o poema e a vida
deles?
3. Propor a escrita de poemas tratando da
relao entre trabalho, o mecanismo do relgio,
as horas, a disciplina do tempo e suas
implicaes na vida cotidiana.
Descrio da atividade
Atividade P O relgio de ponto
Resultados esperados: Reflitir sobre a disciplina
do tempo do relgio na vida moderna.
9
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre a disciplina do tempo do relgio
na vida moderna.
Introduo
Ao longo dos sculos XIX e XX, a populao de
grande parte das sociedades urbanas e industriais
foi formada para organizar seu tempo a
partir das horas medidas pelo mecanismo do
relgio. Essa formao tornou-se to arraigada
no cotidiano das pessoas que elas deixaram de
observar os elementos da natureza, de se guiar
pelo ritmo biolgico do corpo, das atividades
cotidianas da famlia, do ritmo dos afazeres da
casa. Sociedades de pocas passadas tinham outras
medies de tempo: o movimento do Sol, as
mudanas da Lua, as estaes do ano, o crescimento
das plantaes, o tempo das oraes, a
gestao de um beb, as tarefas domsticas, etc.
A imposio cultural do tempo do relgio  posterior
 sua inveno. Tornou-se um mecanismo
controlador do tempo e do pensamento com a
implantao nas fbricas de relgios fixando os
horrios de entrada, sada, descanso... A hora
passou a ser a referncia para o controle da disciplina
da produo e da negociao do pagamento
do trabalhador  ganha-se por horas de trabalho.
Na fbrica, e depois em grande parte das
relaes de trabalho capitalistas, o trabalhador
vende seu tempo em troca de salrio.  nesse contexto
que o poema refere-se ao relgio de ponto.
 ele a referncia para o sono, o caf, o jantar, o
banho, o choro, a ida e o retorno ao trabalho...
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: livro  Costumes em comum, de
Edward P. Thompsom (Companhia das Letras).
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  41
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1. Antes da leitura do texto do caderno, leia estes
dois poemas para os alunos:
Relgio (Oswald de Andrade)
Relgio (Cassiano Ricardo)
Diante de coisa to doda
conservemo-nos serenos
Cada minuto de vida
nunca  mais,  sempre menos.
Ser  apenas uma face
do no ser, e no do ser.
Desde o instante em que se nasce
j se comea a morrer
2. Questione: o que os poemas tm em comum?
A passagem do tempo e o mesmo ttulo.
Descrio da atividade
3. Dividir a sala em dois grupos para a leitura do
texto. O primeiro grupo l os versos diferentes
e o segundo l: E ela pensa no / relgio de
ponto.
4. Comente os trs poemas e o ritmo de cada um
deles. Observe que o ltimo, como um lamento,
poderia se repetir indefinidamente. Ressalte
a presena de palavras com muitas consoantes
m e n que produzem o som de um gemido.
5. Pea que relacionem palavras que tenham as
consoantes v e/ou t. Depois, com essas
palavras, criem um poema cujo ritmo e sonoridade
imitem o movimento do relgio.
6. Pea a outro grupo que crie um refro sobre o
tempo, compondo um poema que retrate a
neurose do dia-a-dia num emprego mal-remunerado
e repetitivo.
7. Junto aos alunos, organize um mural com os
poemas.
Materiais indicados:
P papel para mural.
Tempo sugerido: 3 horas
Resultados esperados: Desinibir-se para
escrever, reconhecer a importncia do ritmo e da
sonoridade num poema.
Objetivos
 Exercitar a oralidade e a criatividade na composio
livre de um poema.
 Acentuar as caractersticas rtmicas da linguagem
potica.
Introduo
Quando os versos retomam sons ou movimentos
do mundo, repetindo-os, essa sonoridade passa a
fazer parte da mensagem do poema.
As coisas so
As coisas vm
As coisas vo
As coisas
Vo e vm
No em vo
As horas
Vo e vm
No em vo
42  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Portugus Nvel I e II
Atividade P Texto potico: leitura oral e uso dos vocbulos
9
Te x t o
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Nvel I 10
Te x t o
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  43
1. Pea aos alunos que coloquem as carteiras ao
redor da sala de aula para que fique um
espao vazio;
2. Pea aos alunos que se posicionem neste
espao em p e todos juntos, o mais prximo
possvel um do outro (no deixe espaos
sobrando entre eles);
3. Pea para esse grupo compacto que levantem
os braos;
a) Braos  frente;
b) Braos abertos;
c) Virem para a direita;
d) Virem para a esquerda;
e) Virem para trs;
Descrio da atividade
f) Com os braos abertos, virem para trs.
4. Aps terem executado algumas vezes esses
movimentos, solicite que um aluno invente
uma outra seqncia de movimentos e a
comunique aos colegas, assumindo a coordenao
dos movimentos do grupo.
Objetivos
 Refletir sobre a comunicao entre os homens.
 Identificar a importncia da comunicao no
trabalho em grupo.
Introduo
A comunicao entre os homens  a base do
desenvolvimento da sociedade. No existe sociedade
se no houver o dilogo entre os homens,
que por meio da linguagem se entendem, se
completam, se orientam e vivem em comunho.
Mas bastaria a linguagem? No,  necessrio
haver uma ao para o desenvolvimento natural
daquilo que ficou acertado na oralidade. Essa
ao ou atividade nem sempre  fcil de se fazer,
depende de vrios fatores e acontece com todos
inclusive com as crianas. O texto em referncia
nos fala dos movimentos sindicais, da unio de
pessoas em prol de reivindicaes, de greves, da
conquista de direitos, da produo de idias, da
organizao, etc. So todas atividades realizadas
em grupo, que dependem do dilogo, do planejamento,
da unio, do entendimento, da ao
por meio dos movimentos corpreos, da coordenao
motora, da unio de vrias pessoas numa
passeata como uma massa nica, etc.  como no
trabalho que todos executam as atividades de
maneira organizada, pensada, coordenada, com
sincronia.
Contexto no mundo do trabalho: Reflexo sobre a
cooperao, a unio entre homens e mulheres, o dilogo, o
planejamento, o entendimento, a ao e a coordenao.
Todos aspectos que so pressupostos do trabalho do
homem e que so exigncias na contratao nas empresas.
Tempo sugerido: 1 hora
rea: Educao Fsica
Atividade P Dilogo e sincronia I
Resultados esperados:
a) Aumento da capacidade de comunicao e
senso de organizao e planejamento.
b) Ampliao de percepo espacial e da coordenao
motora.
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44  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
Nvel I e II
6. Dois passos para a lateral esquerda.
7. Repetir a atividade at que haja sincronia.
Pode-se usar msica, experimentando vrios
ritmos, tornando a atividade mais prazerosa.
10
Te x t o
rea: Educao Fsica
1. Pea aos alunos que coloquem as carteiras ao
redor da sala de aula para que fique um
espao vazio.
2. Pea aos alunos que se posicionem neste espao
em p e todos juntos, o mais prximo
possvel um do outro (no deixe espaos
sobrando entre eles).
3. Pea para esse grupo compacto que d dois
passos a frente sem se separar (deixe que resolvam
entre eles) ser difcil mas o objetivo 
que haja um planejamento, que se organizem
para realizar a tarefa.
4. Pea agora que dem dois passos para trs
(sempre todos juntos como se o grupo fosse
um s, e sem olhar para trs).
5. Dois passos para a lateral direita.
Descrio da atividade
Atividade P Dilogo e sincronia II
Objetivos
 Refletir sobre a comunicao entre os homens.
 Identificar a importncia da comunicao no
trabalho em grupo.
Introduo
O corpo humano fala, se comunica. Quantas
vezes no entendemos o que uma pessoa quer
dizer apenas olhando para um gesto, um olhar,
um sinal com as mos? No trabalho, quantas
mmicas, gestos e movimentos no so usados
para se comunicar? Um manobrista e um auxiliar
que lhe indica o caminho; nos aeroportos,
quando o avio est estacionando; no teatro,
quando os artistas extrapolam os movimentos e
nos fazem rir ou chorar. Quando os homens se
unem e formam grupos o dilogo nem sempre 
eficaz, no incio geralmente h erros de estratgias,
mas no final acabam chegando a um acordo.
O dilogo e a ao sincronizada so os caminhos
para o entendimento.
Contexto no mundo do trabalho: Reflexo sobre a cooperao,
a unio entre homens e mulheres, o dilogo, o
planejamento, o entendimento, a ao e a coordenao.
Todos aspectos que so pressupostos do trabalho do
homem e que so exigncias na contratao nas empresas.
Tempo sugerido: 1 hora
Resultados esperados:
a) Ampliao da capacidade de comunicao.
b) Aumento da percepo espao-temporal e da
coordenao motora.
c) Aumento da interao entre os alunos.
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Nvel I 10
Te x t o
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  45
rea: Educao Fsica
1. Pea aos alunos que coloquem as carteiras ao
redor da sala de aula para que fique um espao
vazio.
2. Pea aos alunos que se posicionem neste espao
em p e todos juntos, o mais prximo
possvel um do outro (no deixe espaos
sobrando entre eles).
3. Pea para esse grupo compacto que agache.
4. Aps agacharem, pea que dem dois passos a
frente;
5. Ainda agachado, pea que dem dois passos
para trs;
6. Na mesma posio, pea que dem dois passos
para o lado direito;
7. Na mesma posio, pea que dem dois passos
para o lado esquerdo.
Descrio da atividade
Atividade P Dilogo e sincronia III
Objetivos
 Refletir sobre a comunicao entre os homens.
 Identificar a importncia da comunicao no
trabalho em grupo.
Introduo
O texto em referncia nos fala dos movimentos
sindicais, da unio de pessoas em prol de reivindicaes,
de greves, da conquista de direitos, da
produo de idias, da organizao, etc. Para
esse objetivo o homem utiliza a linguagem que
pode ser de vrias maneiras. Quais conhecemos?
Quantas profisses conhecemos que usam diferentes
linguagens? Quando estamos em grupo
quais os principais desafios para uma comunicao
clara e objetiva e quais so os caminhos
para que todos ajam de forma a conseguir o xito
almejado? O respeito? A solidariedade?
Contexto no mundo do trabalho: Reflexo sobre a cooperao,
a unio entre homens e mulheres, o dilogo, o
planejamento, o entendimento, a ao e a coordenao.
Todos aspectos que so pressupostos do trabalho do
homem e que so exigncias na contratao nas empresas.
Tempo sugerido: 1 hora
Dicas do professor: No podem arrastar os ps, os passos
devem ser largos como se estivessem andando.
8. Repetir a atividade at que os movimentos
estejam sincronizados.
9. Ao final, conversem sobre as principais dificuldades
que tiveram e quais decises tiveram
de tomar para atingir o objetivo da atividade.
Resultados esperados:
a) Noo da importncia do dilogo e do planejamento.
b) Aumento da coordenao motora e percepo
espacial.
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46  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
Nvel II 10
Te x t o
rea: Geografia
1. Ler e interpretar o texto com os alunos.
2. Auxiliar os alunos a retirarem do texto e
transcrever, de forma sinttica as principais
transformaes ocorridas:
a) nas tecnologias de fabricao;
b) nas condies de vida dos trabalhadores 
modo de trabalhar, salrios, jornadas de
trabalho, moradia, etc...
3. Discutir com os alunos e registrar as caractersticas
dos movimentos de resistncia da
classe trabalhadora: movimento ludista,
movimento cartista, as trade unions.
4. Elaborar um pequeno texto sobre as principais
transformaes ocorridas com a Revoluo
Industrial.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Cd e aparelho de som
para reproduo da
cano sugerida.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Revoluo Industrial: condies de vida e resistncia dos trabalhadores
Resultados esperados:
a) Perceber no mundo do trabalho atual os efeitos
das principais transformaes decorrentes da
Revoluo Industrial.
b) Perceber a relao entre melhores condies de
vida e trabalho e os movimentos de resistncia.
Objetivo
 Analisar as principais transformaes ocorridas
com a Revoluo Industrial, as condies de
vida e a resistncia dos trabalhadores.
Introduo
Como voc sabe, a Revoluo Industrial desencadeada
na Inglaterra no sculo XVIII provocou inmeras
transformaes no modo de produzir e
viver da sociedade. Com as inovaes tecnolgicas,
houve um aumento da produo de mercadorias,
o comrcio se expandiu, favorecendo a
acumulao de capitais dos pases produtores de
manufaturados. As transformaes no se restringiram
ao interior das fbricas, mas provocaram
profundas alteraes no modo de viver e trabalhar,
nos afazeres domsticos, na forma de perceber
e controlar o tempo, no cotidiano das pessoas,
nas mentalidades. Esse processo de dominao,
de explorao e expropriao da classe trabalhadora
provocou inmeras resistncias, lutas,
movimentos, organizaes sindicais da classe trabalhadora.
A partir da Revoluo Industrial, a
organizao do trabalho passou a se ocupar com
a disciplinarizao e o controle, visando  construo
de um trabalhador dcil e til aos interesses
do capital. Para aumentar a produtividade era
e ainda  necessrio eliminar as resistncias dos
trabalhadores. Essa histria est em construo e
devemos analis-la.
Dicas do professor: canes  Fbrica e Tempo Perdido do
Grupo Legio Urbana;
livro  Didtica e prtica de ensino de histria, de Selva G.
Fonseca. (Papirus).
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Nvel I e II 10
Te x t o
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  47
rea: Matemtica
1. Usando um pedao papel pardo de trs metros
de comprimento, oriente o desenho de
uma linha reta, dividida em partes iguais de
10 cm cada uma. Cada parte representar
uma dcada, iniciando em 1770 e finalizando
em 2010.
2. Para o desenho da reta, os alunos devem usar
rgua (ou fita mtrica) mantendo, com cuidado,
tamanhos iguais para os intervalos entre
as dcadas.
3. A seguir, organize os alunos em grupos e
destaque para cada grupo um trecho do texto.
Pea que cada grupo leia seu texto e sublinhe o
ano (ou perodo) e o respectivo evento.
4. Os grupos devem registrar na reta o ano e o
evento sublinhado.
5. Finalizados os registros de todos os eventos
citados no texto, pea que calculem, usando a
reta como apoio, quanto tempo faz que a
mquina a vapor foi criada por James Watt.
(Proponha outros clculos desse tipo.)
6. Pea que cada aluno anote na reta o seu nome
e ano de nascimento.
Descrio da atividade
7. Solicite aos alunos mais velhos que dem um
depoimento sobre equipamentos ou outra
tecnologia que no conheceram na infncia, pedindo
que escrevam na reta o provvel ano do
aparecimento de tal equipamento.
8. Por fim, comentem: Assim, a Revoluo
Industrial tornou o mundo mais veloz.
Materiais indicados:
P papel pardo e pincel
atmico.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Marcando tempo
Resultados esperados: Construir uma reta
numerada com intervalos iguais e anotaes de
datas e eventos significativos.
Objetivos
 Desenhar uma reta numerada com intervalos
iguais entre si.
 Inserir nmeros em uma seqncia determinada
(de dez em dez).
Introduo
Diz-se que o tempo tem passado mais ligeiro que
nunca. Isso nos d uma idia de que o tempo 
muito mais um sentido que um conceito. E ele tem
relao com o modo como a vida  produzida,
conduzida. Essa sensao de que o tempo passa
mais ligeiro deve-se  acelerao do ritmo de vida
decorrente da Revoluo Industrial. Como os
jovens e adultos percebem essa assertiva? Essa
sensao de velocidade  igual para todos? Igual
em todos os lugares?
Dicas do professor: Pea aos seus alunos para entrevistarem
pessoas mais velhas para saber: como se
armazenavam alimentos na dcada de 40 ou 50 do sculo
XX, como ficavam sabendo dos fatos do pas? Como se
comunicavam com seus familiares distantes? Como se
deslocavam entre as cidades e quanto tempo levavam? De
posse dessas informaes complemente a reta numerada
com os fatos e datas aproximadas.
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48  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
Nvel II 10
Te x t o
rea: Portugus
1. Ler a primeira parte do texto com os alunos:
Revoluo Industrial e mudana.
2. Perguntar qual o assunto e objetivo do fragmento.
Certamente, os alunos encontraro dificuldade,
pois o autor apenas encadeia idias.
Ademais, h contradies (James Watt criou ou
no criou a mquina a vapor?) e erros nas
datas de criao da mquina a vapor (1765?
1768? Ver boxe). Observar que a repetio de
palavras tambm empobrece a mensagem.
3. Ler a segunda parte: A mquina a vapor.
a) Questione o contedo do texto. - Pela leitura,
 possvel depreender que a mquina a
vapor foi inventada pelos gregos e aprimorada
por James Watt.
b) Pedir, ento, que redijam um pargrafo que
explique a ao de James Watt em relao
 mquina a vapor. (Sugesto: As primeiras
mquinas a vapor foram criadas pelos gregos.
Em 1765 ou 68, James Watt, um operrio
ingls, a aprimorou e a tornou realmente
eficaz.)
4. Ler o restante do texto e pedir que, em um s
pargrafo, condensem as idias fundamentais
contidas no texto. (Sugesto: O aprimoramen-
Descrio da atividade
to da mquina a vapor foi fundamental para a
Revoluo Industrial: o mundo ficou mais
veloz e produtivo. As jornadas de trabalho,
porm, eram longas e difceis. Os operrios,
ento, se organizaram em movimentos de protesto
para obteno de melhores condies de
trabalho.
5. Ressaltar a importncia da delimitao do tema
para a boa organizao do pargrafo e do
texto. Propor vrios temas e solicitar que o
delimitem por meio de uma frase curta, para
que o pensamento se organize em torno desse
foco. Exemplo: Tema  O desemprego.
a) Delimitao do tema: a angstia do desempregado
ante as buscas de trabalho.
b) Objetivo: Ressaltar a angstia decorrente
do desemprego.
c) Idias e ordem: relacionar as idias, selecion-
las e reorden-las em funo do
objetivo.
Atividade P Levantamento e seleo de idias, delimitao do pargrafo e fixao dos
objetivos na escrita
Resultados esperados: Aprimorar a leitura;
redigir corretamente a delimitao do campo do
texto e a fixao dos objetivos pretendidos.
Objetivo
 Estruturar e reestruturar perodos a partir da
seleo e organizao de idias e fixao dos
objetivos do pargrafo.
Introduo
O ato de redigir deve ser precedido de um exerccio
de organizao das idias para que o texto
ganhe nfase e clareza.
Tempo sugerido: 2 horas
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Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  49
rea: Artes Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos e pedir que identifiquem
as invenes citadas e sua poca;
2. Em seguida, fazer uma lista de invenes com
as quais convive em seu cotidiano.
3. Questionar como seria a vida hoje sem tais
invenes, se eles poderiam viver sem elas.
4. Investigar suas cores, suas formas, sua utilidade;
qual a relao com a natureza (teria seu inventor
se inspirado na natureza?) So bonitas ou
feias? Falta alguma coisa? O que mudariam?
5. Discutir com os colegas as listas de cada um.
Compar-las. Justificar sua escolha para cada
item da lista.
6. Explorar o trabalho artstico embutido, ou
explcito em cada um dos objetos citados.
7. Debater tambm a relao beleza-utilidade presente,
por exemplo, na arquitetura da cidade.
Que formas os edifcios possuem? Que cores
Descrio da atividade
tm? So adequados ao clima da regio? So
iluminados? Quais modificaes seriam necessrias?
Atividade P A presena da arte no cotidiano
Resultados esperados:
a) Refletir sobre as formas e cores encontradas em
casa e nas ruas da cidade, compreendendo a
preocupao esttica de quem as criou.
b) Reconhecer as mudanas nas formas dos objetos
criados a partir da tecnologia e que estas formas
resultam da preocupao com sua utilidade.
c) Identificar a presena da arte no cotidiano.
11
Te x t o
Objetivos
 Debater sobre a existncia ou no do conflito
entre beleza e utilidade.
 Procurar identificar a presena da arte no cotidiano
de cada um.
Introduo
Diariamente,deparamos com objetos de todos os
tipos: aparelhos, carros, edifcios de diferentes formas
e tamanhos.
Acostumamo-nos com seus desenhos modernos
e arrojados, criados numa prancheta, fruto da
inventiva de tantos profissionais. A cada ano,
surgem novos modelos combinando, segundo
anncios, beleza e utilidade. A tecnologia, aliada
 imaginao criativa, busca melhorar a qualidade
do produto, combinando arte, cores, desenho,
tamanho e utilidade.
Acostumamo-nos aos desenhos estabelecidos pelo
fabricante que, segundo ele, so fruto de intensa
pesquisa. Mas no nos damos conta da arte e conceito
esttico embutidos em cada um deles. Desde
a arquitetura de uma cidade at os desenhos dos
aparelhos domsticos, passando pelos automveis
e edifcios, todos foram planejados, criados dentro
de um senso esttico e de utilidade. Acostumamonos
com formas, cores e estilos sem nos darmos
conta da presena real da arte em nosso cotidiano.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: Sites 
www.geocities.com/TheTropics/3416/bsb_port.htm;
Arquitetura e tecnologias de informao: da Revoluo
Industrial  revoluo digital: www.vitruvius.com.br/arquitextos/
arq000/esp301.asp
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50  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Cincias Nvel II
Divida a turma em dois grupos.
1. O grupo 1 deve fazer um levantamento dos
diversos alimentos que consomem e que contm
acares naturais.
2. O grupo 2 deve fazer um levantamento dos
diversos edulcorantes artificiais presentes nos
alimentos industrializados, utilizando informaes
contidas nos rtulos dos produtos.
3. Construa uma tabela, identificando as diferenas
de acares e adoantes artificiais presentes
no dia-a-dia.
4. Promova uma comparao entre a energia
contida em uma mesma bebida na sua forma
com acar natural e na forma com edulcorantes
artificiais. Avalie, em termos de calorias,
o poder energtico de cada bebida.
5. Discuta com os alunos o porqu de o poder
Descrio da atividade
calrico ser maior em bebidas contendo acares
naturais.
Materiais indicados:
P rtulos de embalagens de
produtos alimentcios.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Ufa, que vida doce!
Resultados esperados:
a) Compreender o conceito de poder edulcorante.
b) Avaliar o poder calrico diferenciado em
bebidas adoadas.
11
Te x t o
Objetivos
 Introduzir o conceito de poder edulcorante.
 Avaliar comparativamente o poder calrico
de bebidas contendo adoantes naturais e
artificiais.
Introduo
O texto trata da histria das invenes no Brasil
citando a moenda de trs cilindros verticais. No
Brasil, a produo de acar d-se a partir da
cana-de-acar. O acar existente na cana  a
sacarose, o nosso acar de mesa. J as frutas contm
outro tipo de acar, a frutose. Porm, o fato
de ambos serem acares no significa que possuem
o mesmo poder de adoar. Comparativamente,
a frutose tem poder de adoar 70% maior
que a mesma quantidade de sacarose. Adoantes
artificiais possuem poder edulcorante (de doura)
bastante superior aos dos acares naturais. A sacarina
e o aspartame, por exemplo, adoam cerca
de 150 e 400 vezes mais que a sacarose, respectivamente,
e por isso quantidades mnimas dessas
substncias so suficientes para adoar. A avaliao
do poder de doura  feita por testes de experimentao
do sabor do adoante, realizados por
pessoas especializadas nesse trabalho. Eles comparam
o poder de adoar do adoante com o da
sacarose, que recebe valor 1, e do valores mais
elevados para os adoantes em teste. Constroem,
assim, uma tabela contendo dados relativos ao
poder edulcorante.
Dicas do professor: Cientistas tm trabalhado para mimetizar
essa habilidade de degustao. Para isso, h a produo
de equipamentos contendo detectores capazes de
diferenciar o poder edulcorante de adoantes diversos.
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Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  51
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Os alunos fazem a leitura silenciosa do texto.
2. Em seguida, conversam com os colegas sobre a
importncia das invenes na vida das pessoas
dando exemplos.
3. Anote no quadro os exemplos e as concluses
dos estudantes, fazendo comentrios sobre a
importncia do trabalho e enfatizando que
todos os seres humanos so capazes de criar, de
inventar alguma coisa.
4. Pea que, em grupos, faam um levantamento
de suas prprias invenes, inclusive daquelas
s quais que chamamos de jeitinho brasileiro.
5. Os alunos expem suas invenes em cartazes
espalhados pela escola, indicando o tipo de
necessidade que motivou a sua criao.
6. Coletivamente, criam um grande mural para ser
fixado na escola, solicitando a participao de
professores, alunos e funcionrios para responder:
Descrio da atividade
a) quais as causas da fome?
b) o que podemos inventar para acabar com a
fome no planeta?
7. Passadas trs semanas, o/a professor/a avalia
com a turma as respostas.
Materiais indicados:
P papel pardo, fita crepe,
adereos para enfeite,
tesoura, cola.
Tempo sugerido: 6 horas
Atividade P (Re)inventar a felicidade... (re)criar a vida
Resultados esperados: Perceber que somos
capazes de criar e recriar o mundo.
11
Te x t o
Objetivo
 Compreender que as invenes so fruto do
trabalho, na busca de solues para os desafios
vividos pelos seres humanos.
Introduo
De fato, idias geniais no faltam na cabea das
pessoas. No entanto, por contribuir para mudar
a histria da humanidade, as invenes no
podem ser compreendidas como a realizao do
sonho maluco de algum ou de um conjunto de
pessoas annimas. Afinal, quem queria desbravar
o oceano Atlntico? Todos os portugueses?
Ou apenas um determinado grupo social, movido
por questes econmicas? Ao modificar a
natureza atravs do trabalho, os seres humanos
modificam a si prprios  o que significa mudar
nossa maneira de sentir e de nos relacionar com
as pessoas. Com a inveno da televiso, do celular,
do computador, com a inveno do shopping
center (e de tantas coisas que l encontramos), j
no somos mais os mesmos! E se, coletivamente,
inventssemos uma maneira de assegurar a
todos os seres humanos o direito de fazer trs
refeies por dia? E, alm disso, assegurar o
direito ao trabalho, educao, sade, etc. Viva a
criatividade! Viva a vontade poltica!
Dicas do professor: 1) filmes de fico cientfica: Guerra
nas estrelas, do cineasta e roteirista George Lucas. 2) Mapa
da fome no mundo,www.feedingminds.org/info/word-pt.htm
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52  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Histria Nvel II
1. Levantar com os alunos algumas invenes
que conhecem e/ou utilizam em seu dia-a-dia
e consideram interessantes.
2. Motiv-los a pesquisar sobre as origens, a histria
dessas invenes que eles conhecem.
3. Ler o texto com o grupo e explorar as
imagens.
4. Solicitar que faam uma histria em quadrinhos
ou uma linha do tempo, ilustrada com
figuras ou desenhos, registrando as invenes
tratadas no texto. Promover a exposio na
sala desse trabalho.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P papel, pincis, lpis de
cor, rgua, cartolinas.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Brasil: 500 anos de muita criatividade
Resultados esperados: Refletir sobre o
processo criativo humano e conhecer invenes e
expresses criativas presentes na Histria do
Brasil, registrando o resultado desse momento
numa produo de histria em quadrinhos e/ou
uma linha de tempo ilustrada.
11
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer e refletir sobre invenes e expresses
criativas na Histria do Brasil.
Introduo
Esse texto  um convite a uma interessante viagem
pela histria do Brasil. No a Histria poltica,
econmica e institucional, como  recorrente
nos materiais didticos, mas uma Histria diferente:
a da criatividade. Leia e reflita com seus
alunos, instigue-os a fazer perguntas, a refletir
sobre as invenes registradas no texto e outras
de conhecimento dos alunos. Certamente, ser
uma viagem interessante, todos vo aprender
muito!
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Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  53
rea: Artes Nvel I e II
1. Cada aluno deve observar as imagens no texto.
2. Procurar, como num jogo dos erros, cinco problemas
contidos em cada uma delas.
3. Fazer uma lista das diferenas entre as imagens
e procurar lembrar todos os meios de
transporte existentes em sua cidade. H
algum meio de transporte que se tornou obsoleto?
Quais as transformaes ocorridas ao
longo dos anos?
4. Discutir, em grupo, os problemas vistos nas
imagens, procurando solues para cada um.
Descrio da atividade
Atividade P Ir e Vir
Resultados esperados:
a) Reconhecer as transformaes ocorridas em
sua prpria cidade.
b) Observar que o crescimento das cidades trouxe
muitas vantagens, mas tambm grandes problemas
de infra-estrutura e que o desenvolvimento
tecnolgico precisa estar a servio de
todas as comunidades
c) Aguar o senso de observao, reconhecer
problemas e procurar solues, tendo como
base a experincia individual, o debate e a
informao.
12
Te x t o
Objetivos
 Debater sobre a transformao de sua cidade.
O que mudou? O que melhorou? O que ficou
pior?
 Discutir possveis solues para transporte das
pessoas. Quais as sadas?
 Discutir de qual maneira a tecnologia pode colaborar
para uma melhor qualidade de vida em
termos de transporte e tempo gasto na locomoo
diria para o trabalho.
Introduo
Est na Declarao dos Direitos Humanos da
ONU que todos temos o direito de ir e vir. Mas
qual o tempo gasto para essa locomoo? A tecnologia
encurtou caminhos, deu velocidade aos
meios de transporte. Mesmo assim, diariamente
as pessoas gastam muito do seu tempo dirio
para ir e voltar do trabalho. O desenvolvimento
industrial e tecnolgico transformou as cidades,
no entanto, esta transformao se deu de forma
desordenada e muitas vezes sem planejamento.
A novela das oito tem incio s 21h30. O dia do
homem e da mulher tornou-se mais longo.
Solues para um transporte coletivo rpido e
seguro so discutidas com grande freqncia,
mas a fabricao de automveis individuais e
particulares continua a todo vapor. Estas e outras
contradies fazem parte do desenvolvimento
das cidades. As fotos apresentadas no texto so a
demonstrao das grandes mudanas que ocorreram
nas cidades.
Tempo sugerido: 1h30m
Dicas do professor: sites 
http://www.comciencia.br/reportagens/cidades/cid11.htm
Msicas: O ltimo Pau-de-arara, de Fagner, de Luiz Gonzaga
e Guido de Moraes; Samba do metr ou triste margarida,
de Adoniran Barbosa.
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54  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Descrever detalhadamente na forma de tpicos
as trs fotografias, dando especial ateno aos
meios de transportes;
2. Montar um quadro para sintetizar os relatos
descritivos dos alunos.
3. Identificar as diferenas na organizao do espao
a partir do quadro, destacando as mais
contrastantes, entre elas:
Foto 1, alto da p. 31
a) o formato arquitetnico dos edifcios e sua
altura baixa;
b) a presena do bonde como meio de transporte;
c) a mistura de pessoas andando ao lado do
bonde;
d) ruas estreitas.
Foto 2:
a) a presena de nibus e trilhos de trem,
aumento na capacidade de passageiros
transportados;
b) excesso de veculos particulares na rua (engarrafamento);
Descrio da atividade
c) vias largas.
6. Discutir que a comparao entre as fotos indica
um aumento da velocidade de deslocamento
dos veculos, alm do aumento da capacidade
de transporte de passageiros.
7. Discutir ainda que, apesar da tecnologia, a
preferncia pelo transporte particular e a
aglomerao urbana reduzem a velocidade
dos deslocamentos.
Atividade P O tempo da velocidade
Resultados esperados: Habilidade em realizar
leitura de fotografias, em descrever paisagens,
detalhes nas imagens e comparar diferentes
tempos histricos e as transformaes nas paisagens.
12
Te x t o
Objetivos
 Fazer uma leitura atenta de uma fotografia,
extraindo dela informaes aparentemente
indisponveis.
 Estabelecer as diferenas na paisagem considerando
tempos histricos tambm diferentes.
Introduo
A paisagem de uma cidade sofre alteraes ao
longo do tempo? As fotos expressam mudanas
nas caractersticas da cidade, especialmente no
caso dos transportes? Quais outras podemos
detectar?
Contexto no mundo do trabalho: Os transportes sempre
se colocaram como uma necessidade  sociedade,
mas,  medida que o tempo passa, eles se tornam cada
vez mais importantes para pessoas, dada a necessidade
de deslocamento cada vez maior para o trabalho, o lazer,
etc.
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor: filme  Tempos Modernos.
Msicas  Trem das Onze, de Adoniran Barbosa, e Sinal
Fechado, de Paulinho da Viola.
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Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  55
rea: Histria Nvel I e II
1. Motivar a turma a comparar e identificar as
mudanas e permanncias nas situaes representadas
nas imagens, no passado e no presente, em
relao a: paisagem, iluminao, calamento,
ruas, viadutos, automveis, transporte pblico,
qualidade de vida das pessoas que transitam nos
ambientes retratados, alm de outros aspectos
observados.
2. Dividir a turma em grupos. Cada um escolher
um dos meios apresentados nas imagens, e
explorar seu funcionamento, o combustvel
utilizado, o condutor, as condies de viagem
dos passageiros, sentados, em p, a lotao
permitida, as condies de segurana, o tempo
de viagem at determinado percurso (escolher
com a turma um trajeto); as vantagens e desvantagens
do meio de transporte analisado.
Apresentar as concluses para o restante da
turma e registr-las em um mural.
Descrio da atividade
3. Discutir com a turma os benefcios e os problemas
decorrentes do uso dos meios de transporte
retratados na ltima imagem, especialmente
os problemas ambientais. Questionar: o combustvel
utilizado produz poluio do ar e da
gua? As mquinas produzem poluio sonora?
4. Levantar e debater com a turma os principais
problemas de transporte da comunidade produzindo
um documento sobre isso. Motive a
turma a encaminhar a carta para uma autoridade.
Atividade P Meios de transporte no passado e no presente: mudanas e permanncias
12
Te x t o
Objetivos
 Comparar os meios de transporte utilizados no
passado e no presente.
 Discutir os benefcios e os problemas causados
pelo desenvolvimento dos meios de transporte
na vida das pessoas.
Introduo
Com a atual globalizao econmica, os meios de
transporte e de comunicao exercem um papel
importante. So eles os responsveis pela circulao
de pessoas, informaes, conhecimentos e
mercadorias. Os meios de transporte diminuram
as distncias e o tempo gasto entre um lugar e
outro. Os deslocamentos se tornaram mais rpidos
e menos dispendiosos. Enfim, o desenvolvimento
da tecnologia dos meios de transporte trouxe
vrios benefcios para a sociedade e o mundo do
trabalho. Entretanto, esse desenvolvimento tambm
provoca problemas, tais como a poluio.
Alm disso, no Brasil vivenciamos vrios problemas
relacionados ao trnsito, como o nmero de
acidentes, a qualidade dos transportes coletivos, o
acesso da classe trabalhadora aos transportes de
boa qualidade e os engarrafamentos nas grandes
cidades. Estimule uma reflexo, uma leitura crtica
sobre os meios de transporte, comparando-os,
questionando o acesso, a qualidade, os problemas
e os benefcios para a sociedade.
Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados:
a) Compreender a evoluo dos meios de transporte
e as transformaes que causam ao ambiente.
b) Refletir sobre os benefcios e os problemas relacionados
aos meios de transporte em sua comunidade
e possveis solues.
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56  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I
Aps discutir com os alunos e estimular um olhar
mais atento s fotos apresentadas no texto, pea
que realizem as atividades:
a) Calculem quantos passos uma pessoa precisa
dar para percorrer uma distncia de 2 km,
considerando que o comprimento mdio do
passo de uma pessoa  30 cm;
b) Encontrem a quantia que uma pessoa pode
economizar indo de nibus ao trabalho,
levando em conta que com carro prprio
ela gasta 1 litro de gasolina a cada 7 km,
considerando que ela faz 4 vezes em um
dia o mesmo trajeto e que a distncia entre
o trabalho e sua casa  de 10,5 km.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P calculadora.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P O benefcio do transporte coletivo
Resultados esperados:
a) Ler um texto fotogrfico.
b) Aplicar clculos matemticos elementares, tais
como: regra de trs simples, multiplicao e
transformaes de unidades de medida.
12
Te x t o
Objetivos
 Interpretar texto com linguagem fotogrfica.
 Utilizar clculos matemticos como ferramentas
para economia pessoal.
Introduo
Junto ao aumento da populao e das cidades ocorre
o crescimento da tecnologia. Foi a partir do sculo
XVIII, com a Revoluo Industrial, que novas possibilidades
de produo de transporte foram geradas.
O texto Caminho errado apresenta predominncia
de imagens, isto , utiliza linguagem
fotogrfica. Dos animais s carruagens houve um
salto para outros veculos, tais como: bicicleta,
moto, trem, nibus e carros. Automveis cada vez
mais sofisticados so industrializados e vendidos,
so veculos de tecnologia avanada; utilizando
lcool, leo, gasolina ou gs. Converse com os alunos:
Qual o meio de transporte que usam para ir ao
trabalho? A gasolina, o lcool, o leo diesel e o gs
podem prejudicar o meio ambiente? Como  a educao
no trnsito de sua cidade?
Contexto no mundo do trabalho: O transporte no
mundo do trabalhador trouxe benefcios  medida que se
popularizou, para se tornar um transporte de massa e,
com isso, viabilizar o deslocamento de um grande nmero
de pessoas. Desse modo, o custo do transporte coletivo se
tornou mais barato, onerando menos o bolso do trabalhador.
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Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  57
rea: Portugus Nvel I e II
1. Atividades de Pr-leitura:
a) Entregar a um aluno uma foto que mostre
um objeto.
b) Pedir ao aluno que, sem mostrar a foto para
os colegas, descreva o objeto at descobrirem
o que ele .
c) A seguir, enfatizar que, para descrever,
usam-se advrbios para a localizao espacial,
adjetivos e verbos.
2. Atividades de Leitura:
a) Solicitar que observem as fotos e as comentem;
b) explorar a localizao espacial das paisagens
e outras referncias sobre o todo;
c) indicar que observem o plano de fundo e
expliquem o que vem ao longe;
d) pedir que expliquem detalhadamente o que
vem, observando uma ordem determinada
(da esquerda para a direita; de cima para
baixo, etc.);
e) solicitar que comparem a paisagem mostrada
com a da cidade em que vivem, reparando
principalmente no desenvolvimento tecnolgico
e sua influncia na vida das pes-
Descrio da atividade
soas.
3. Levar os alunos a entender que descrever no 
enumerar o maior nmero possvel de detalhes,
mas assinalar os traos singulares, ressaltar do
conjunto uma impresso dominante e singular.
Dizer-lhes que, diferentemente da narrao,
que faz uma histria progredir, a descrio faz
interrupes na histria para apresentar melhor
uma personagem, um lugar, um objeto, enfim, o
que o autor julgar necessrio para dar maior
consistncia ao texto.
4. ATIVIDADES DE PRODUO DE TEXTO:
a) Pedir que os alunos escolham uma janela de
uma moradia ou de um carro e imaginem
quem mora l ou quem  dono do carro.
Estimular a imaginao dos alunos por meio
de perguntas sobre: idade, profisso,
manias, enfim, caractersticas fsicas e psicolgicas
da personagem. Criar um conflito
interno da personagem. Por fim, pedir que
escrevam uma histria.
Atividade P Produo de textos: a descrio e a narrao
Resultados esperados: Observar imagens e
escrever competentemente.
12
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de observao e criao
de textos de natureza descritiva e narrativa.
Introduo
Conversar sobre o conceito de descrever: oferecer
ao leitor a visualizao do cenrio onde uma ao
se desenvolve as caractersticas das personagens
que dela participam.
Tempo sugerido: 2 horas
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58  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Em grupos, pea a seus alunos que faam a
leitura do texto.
2. Chame a ateno para o fato de que o texto
aponta uma diferena entre o desemprego
que ocorria nas Revolues Industriais do passado
e o desemprego atual.
3. Pea-lhes para identificar no texto as caractersticas
do desemprego tecnolgico da Era da
Informao, registrando-as.
4. De posse desse material, oriente seus alunos
para pesquisar na biblioteca da escola o
desemprego nas Revolues Industriais do
passado e o desemprego atual.
5. O resultado da pesquisa demarcando as diferenas
entre os dois momentos dever ser
exposto num mural.
Descrio da atividade
Atividade P A nova face do desemprego tecnolgico
Resultados esperados: Mural apresentando o
resultado da pesquisa realizada.
13
Te x t o
Objetivo
 Identificar o novo o desemprego de vis tecnolgico
da Era da Informao em comparao
com o desemprego da Era das Revolues
Industriais do passado.
Introduo
Em 2004, o IBGE divulgou dados da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domiclios realizada
em 2003, indicando que o desemprego tecnolgico
da Era da Informao j est presente
no Brasil. No entanto, a face do desemprego tecnolgico
atual  muito diferente daquela do
desemprego ocorrido nas Revolues Industriais
do passado, quando os trabalhadores braais
foram substitudos abruptamente por mquinas.
As tecnologias atuais provocam um forte desequilbrio
nas relaes entre capital e trabalho
ocasionando uma enorme perda para os trabalhadores.
O desemprego tecnolgico se manifesta
numa escassez de empregos, no crescimento
exponencial da informalidade, na flexibilizao
das relaes de trabalho, no enfraquecimento
das organizaes sindicais, na crescente
entrada das mulheres no mercado de trabalho
em condies desvantajosas, no crescimento da
insegurana do trabalhador em relao  sua
permanncia no emprego, no aumento da pobreza
e da violncia. Qual  essa nova face do
desemprego tecnolgico?
Tempo sugerido: 6 horas
Dicas do professor: Emprego e desenvolvimento tecnolgico.
Conjunto de trs volumes organizado pelo
DIEESE/CESIT, em 1998 e 1999, abordando o tema sob os
mais diversos aspectos, regionais, nacionais e internacionais.
Livro  Trabalho e tecnologia. Dicionrio crtico (Vozes), de
Antnio D. Cattani (org.). 1997. Tecnologias, trabalho e educao.
Um debate multidisciplinar, de Celso Ferretti et al
(Vozes). http://www.race.nuca.ie.ufrj.br/abet/revista/artigos%
203/lilianmiller3.htm
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Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  59
rea: Geografia Nvel II
1. Discutir com a turma o significado de desemprego
tecnolgico, ou seja, aqueles postos de
trabalho que so eliminados pelas novas tecnologias.
2. Buscar na prpria classe exemplos dessa situao
atravs de suas experincias, de conhecidos
ou de casos acompanhados pela televiso,
jornal, rdio, Internet, etc.
3. Trabalhar com o aluno a idia de que o desemprego
pressiona os trabalhadores empregados
a reduzir suas reivindicaes, pois h muitos
que podem ocupar seu lugar, tornando-o mais
dcil. Buscar exemplos na prpria classe.
4.  medida que as reivindicaes por melhores
salrios e condies de trabalho so reduzidas,
em funo do desemprego, h uma perda
de poder aquisitivo. Tambm utilizar exemplos
de casos de conhecimento da prpria
classe.
5. Discutir com os alunos o fato de que conforme
a cidade vai se desenvolvendo, vo sendo criados
espaos de pobreza e de riqueza, caracterizados
por habitaes pequenas, insalubres,
Descrio da atividade
mal-acabadas de um lado, e de outro, bairros
onde as casas so mais bonitas, grandes e
cmodas.
6. Refletir sobre as causas desse fenmeno.
Atividade P Ganhando menos
Resultados esperados:
a) Levar o aluno a compreender os mecanismos
bsicos de gerao e distribuio da riqueza gerada
socialmente;
b) Refletir sobre seu cotidiano de trabalho e de sua
famlia.
13
Te x t o
Objetivo
 Compreender que na sociedade ocorre uma distribuio
desigual da renda, sendo que os proprietrios
do grande capital aumentam seus ganhos,
ao passo que os que vivem de salrio ou
trabalham por conta prpria tm seus ganhos
reduzidos ao longo do tempo, num movimento
prprio do sistema capitalista. A produo e distribuio
da renda na sociedade geram espaos
de grande dinamismo econmico e outros de
estagnao.
Introduo
Por que existem lugares onde h maior circulao
de pessoas e capitais? Verifique se isso ocorre em
sua cidade ou municpio. H locais onde o desenvolvimento
econmico  maior, e onde as
condies econmicas so mais degradadas.
Caracterizar esses locais. Inferir com os alunos as
possveis causas desse fenmeno.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Uma pesquisa de campo sobre a situao
dos bairros, caractersticas das casas e presena de
infra-estrutura pode representar um ganho educativo no
desdobramento desta atividade.
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rea: Matemtica Nvel I e II
Fornea aos alunos os seguintes dados: um
flanelinha recebe R$ 0,50 por carro cuidado e
em uma noite ele atende 40 carros, sendo que 8
proprietrios pagam 250% a mais do que o preo
estabelecido. Pea-lhes que respondam s
seguintes questes:
1. Calculem qual  o valor total recebido pelo
flanelinha das pessoas que pagaram o valor de
R$ 0,50.
2. Verifiquem quanto a mais recebeu esse
tomador de conta de carros, daquelas pessoas
que pagaram 250% do valor estabelecido.
3. Encontre o valor total recebido em uma noite
de trabalho e discuta as vantagens ou desvantagens
da prestao desse servio.
4. Faa uma tabela que mostre os clculos
resolvidos de modo formal.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P calculadora, uma folha de
cartolina e pincel atmico
colorido.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P O desemprego e a busca de prestao de servios
Resultados esperados:
a) Ter conhecimento e prazer de registrar clculos
matemticos elementares, tais como: adio,
porcentagem, dobro, metade e multiplicao,
realizando-os mentalmente.
b) Formalizar a linguagem matemtica usual.
c) Discutir sobre vantagens da prestao de
servio.
13
Te x t o
Objetivos
 Resolver clculos matemticos elementares.
 Fazer com que o aluno comunique por escrito
a resoluo dos clculos.
 Conduzir o aluno a utilizar a linguagem matemtica
formal, para escrever esses algoritmos.
Introduo
As novas tecnologias, de acordo com o texto,
reduzem a mo-de-obra humana e favorecem a
elevao do capital das pessoas que investem e
aplicam nessa rea. O trabalhador vive a reduo
de sua renda, tem receio de reivindicar seus
direitos e, ao mesmo tempo, perde o poder aquisitivo.
Voc considera que a introduo de tecnologias
no trabalho gera desemprego? Voc conhece
alguma pessoa que foi demitida para ser
substituda por uma mquina?  verdadeira a
afirmao de que o trabalho feminino  pouco
afetado pelas novas tecnologias?
Contexto no mundo do trabalho: Se por um lado a tecnologia
avana, ainda encontramos situaes preocupantes
em relao ao mundo do trabalho. A pobreza persiste
em contradio com a riqueza da tecnologia empregada
em muitos setores da sociedade. No sabendo e no
podendo lidar com os novos desafios, muitas pessoas procuram
outras formas de trabalho, especialmente prestaes
de servios de qualquer natureza.
Dicas do professor: Discutir com os alunos sobre o que
conhecem sobre tecnologia e servios prestados por trabalhadores
autnomos.
60  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
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Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  61
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Realize com os alunos uma leitura comentada
do texto.
2. Em seguida, pergunte se algum dos alunos j
vivenciou a situao exposta no texto.
3. Pea que dem um depoimento e digam o que
ocorreu com eles. Se no houver nenhum
aluno com a experincia de demisso e reduo
do salrio, pea que comentem exemplos
de conhecidos seus.
4. Oriente um trabalho em grupos para calcular as
diferenas salariais entre as situaes anteriores
e a atual de todos os exemplos levantados na
sala. Explique que, para encontrar a diferena,
faz-se uma subtrao (uma conta de menos) e o
resultado  a diferena   aquele valor que
torna duas quantidades iguais. Por exemplo: a
diferena ente 280 e 300  20 porque 20  o que
falta para 280 ficar igual a 300.
5. Solicite que cada aluno se coloque na situao
Descrio da atividade
de ter 20% do salrio reduzido e liste o que deixariam
de fazer e seus respectivos custos. Confira
com eles se o que deixariam de fazer cabe dentro
do valor que foi hipoteticamente reduzido do
salrio.
6. Por fim, pea que expressem as dificuldades
que tiveram para realizar o exerccio.
Atividade P Calculando diferenas
Resultados esperados: Clculo da diferena
entre dois salrios. Percepo da reduo salarial
provocada pelas novas tecnologias.
13
Te x t o
Objetivos
 Conceituar diferena numrica.
 Reconhecer que uma diferena se calcula
atravs de uma subtrao.
Introduo
Os nmeros do IBGE corroboram a tese de que as
novas tecnologias favorecem o capital em detrimento
do trabalho, provocando a reduo do
poder aquisitivo dos trabalhadores, uma vez que,
ao serem demitidos acabam aceitando funes
com salrios mais baixos. Quantos alunos e alunas
da sua turma sofreram esse processo?
Quanto seus salrios foram reduzidos? Quanto
de poder aquisitivo eles perderam? Se a turma 
constituda na sua maioria de jovens que ainda
esto  procura de emprego, quais suas dificuldades
em conseguir um posto diante das exigncias
do mercado de trabalho atual e das novas
tecnologias?
Tempo sugerido: 2 horas
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62  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Lngua Estrangeira - Ingls Nvel II
1. Aps ter lido o texto, converse com os alunos
sobre a idia de INOVAO. Pergunte a eles
qual a importncia de um inventor na
sociedade. Mencione alguns inventores famosos
(Leonardo DaVinci, Thomas Edison, Grahan
Bell). Ento d a eles alguns fatos sobre a vida
de Henry Ford:
 era norte-americano;
 era engenheiro;
 gostava muito de mquinas e motores;
 trabalhou na empresa de Thomas Edison;
 ajudou a inventar o carro;
 inventou a linha de montagem.
2. Em seguida d a eles uma folha com o texto a
seguir e pea a eles que em grupos de 3 pessoas
traduzam o texto (diga a eles que o texto contm
todas as informaes j dadas). Depois que
eles traduzirem o texto, pergunte aos grupos o
que mais eles descobriram sobre Henry Ford.
Henry Ford was born on July 30th, 1863. He was
the first son of William and Mary Ford. He had six
brothers and sisters. He grew up on a farm in
Michigan. Very young, he showed an interest in
mechanical things and a dislike for farm work.
In 1879, when Ford was 16 years old, he moved to
the city of Detroit to work as an apprentice machinist.
He married Clara Bryant in 1888.
In 1891, Ford became an engineer at the Edison
Illuminating Company in Detroit. This event signified
a conscious decision on Fords part to dedicate his life
Descrio da atividade
to industrial innovations.
After two unsuccessful attempts to establish a company
to manufacture automobiles, the Ford Motor
Company was incorporated in 1903 with Henry
Ford as vice-president and chief engineer. The
infant company produced only a few cars a day at
the Ford factory in Detroit. Groups of two or three
men worked on each car from components made
by other companies.
Henry Ford achieved his goal of producing an automobile
that was not very expensive, reliable, and efficient
with the introduction of the Model T in 1908.
This vehicle initiated a new era in personal transportation.
It was easy to operate and maintain,
immediately becoming an enormous success.
By 1918, 50% of all cars in America were Model Ts,
and the company opened a large factory at Highland
Park, Michigan, in 1910. Here, Henry Ford created
the Assembly Line, that revolutionized automobile
production, significantly reducing time per vehicle
and reducing costs. Workers continued in place,
adding one component to each automobile as it
moved past them on the line. Fords production of
Model Ts made his company the largest automobile
manufacturer in the world.
Atividade P Innovations
Resultado esperado: Compreender o texto e
perceber a importncia da inovao no mundo do
trabalho.
14
Te x t o
Objetivos
 Familiarizar-se mais com estruturas da lngua
inglesa bem como discutir o papel dos inventores
na sociedade.
Introduo
O texto fala da fbrica da Ford, e de como idias
inteligentes puderam baratear custos e aumentar
produo.  interessante apresentar aos alunos
alguns dados sobre o fundador da Ford, o engenheiro
Henry Ford, responsvel pela criao da
linha de montagem.
Materiais indicados:
P dicionrios ingls/portugus Tempo sugerido: 1 hora
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Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  63
rea: Educao e trabalho Nvel I
1. Faa uma seleo de artigos de jornais e revistas
sobre a situao dos trabalhadores rurais
no Brasil e pea aos alunos para lerem e sublinharem
o que chamou mais sua ateno deles.
2. Pea que cada um fale o que sublinhou e liste
os temas no quadro.
3. Leia o texto para a turma e reflita sobre a
seguinte questo: Por que os trabalhadores rurais
no tm acesso  tecnologia?
4. Em seguida, explique os princpios da democracia
e da propriedade privada no capitalismo.
5. Solicite uma redao com o tema: A luta dos
trabalhadores rurais no Brasil.
Descrio da atividade
Atividade P Por que os trabalhadores rurais no tm acesso  tecnologia?
Resultado esperado: Refletir sobre a democracia
e a propriedade privada, considerando os
dilemas dos trabalhadores rurais.
15
Te x t o
Objetivos
 Analisar a situao dos trabalhadores rurais no
Brasil, considerando a no democratizao do
acesso  tecnologia.
Introduo
Por que os trabalhadores rurais no tm acesso 
tecnologia? As razes histricas da luta pela terra
no Brasil so profundas. Os movimentos pela
Reforma Agrria denunciam o latifndio e a perversa
condio de vida e trabalho no campo para
os desprovidos de propriedades. A Reforma
Agrria no significa apenas a distribuio de terras
aos trabalhadores do campo. No basta o
acesso  terra,  necessrio democratizar o acesso
ao crdito,  educao,  tecnologia e comercializao
dos produtos. O capital, presente na
cidade e no campo, amplia, a cada ano, as taxas
de lucro atravs das atividades ligadas ao
agronegcio. A trade propriedade privada-tecnologia-
explorao do trabalhador sustenta a contradio
de, ao mesmo tempo, sermos um dos
maiores produtores de gros do mundo e amargar
altas taxas de desnutrio infantil. Frei Beto
diz que no Brasil no temos problema de comida,
mas de distribuio de comida. O princpio da
propriedade privada  usado para justificar a falta
de acesso dos trabalhadores rurais  terra e a
tudo mais que necessitam para fazer brotar os
frutos do trabalho humano.
Dicas do professor: 1. Para saber mais sobre a propriedade
privada no capitalismo, consulte o livro Histria do
pensamento econmico de Hunt e Sherman ( Vozes). 2. Sobre
a histria da reforma agrria no Brasil consulte o site
www.mst.org.br. 3. Filmes  O Sonho de Rose e Terra para
Rose, da diretora Tet Moraes.
Tempo sugerido: 6 horas
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64  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Aproveitar o momento para discutir com a
classe os conceitos de produo ( a quantidade
bruta produzida, independente da rea
plantada) e produtividade (que  a quantidade
produzida em relao  rea plantada).
2. Argumentar com a classe que no  a tecnologia
o mal causador do desemprego, mas sim o
seu uso no sistema capitalista. Neste caso ela
serve como redutora de custos, portanto, de
mo-de-obra, j que esta  um dos custos da
produo.
Descrio da atividade
Atividade P A mo e a ferramenta
Resultados esperados:
a) Ampliar os conhecimentos sobre a produo no
campo e compreender a evoluo histrica da
tecnologia e seus efeitos na produo, no emprego
e no cotidiano dos trabalhadores;
b) Desenvolver a compreenso de conceitos como
produo e produtividade;
c) Refletir sobre a relao entre desenvolvimento
tecnolgico no campo e a fome.
15
Te x t o
Objetivos:
 Levar o aluno a refletir sobre a utilizao de
mquinas e ferramentas no seu cotidiano, a partir
da produo no campo como sugerem as
imagens.
 Levar ao reconhecimento da evoluo histrica
das ferramentas atravs da incorporao de novas
tecnologias e reconhecer que muitas delas
passam por sofisticao e outras por eliminao,
e, ainda, como esse desenvolvimento tecnolgico
afeta a vida dos trabalhadores do campo.
Introduo
A produo camponesa, ao longo do tempo, foi
incorporando novas tecnologias que possibilitaram
ampliar significativamente a oferta de alimentos,
resolvendo, em tese, o problema da fome pela
incapacidade de produzir. No entanto, como nos
mostra o texto lido,  apenas uma pequena parcela
dos produtores agrcolas que tem acesso aos recursos
tecnolgicos. Por outro lado, a reduo do
nmero de trabalhadores e mesmo habitantes no
campo  um fato histrico confirmado pelas
estatsticas em vrios pases do mundo, inclusive
no Brasil. Ao mesmo tempo que o nmero de camponeses
se reduz, o nmero de consumidores de
alimentos aumenta em funo da urbanizao da
populao. Como o campo consegue dar conta do
abastecimento de alimentos e matrias-primas
consumidas? Como, apesar do avano tecnolgico
na produo agrcola, a fome ainda persiste nos
dias de hoje? Quais suas causas?
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor: livro  As vinhas da Ira, de John
Steinbeck.
Msica  Marvin, do grupo Tits.
Poema  Morte e Vida Severina, de Joo Cabral de Melo
Neto.
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Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  65
rea: Matemtica Nvel I
1. Faa uma leitura do texto com os alunos.
2. Pea para explicarem e mostrarem o clculo
(a conta) que o autor fez para chegar  seguinte
frase: Os outros 500 mil agricultores
so os que tm mais terra, maior acesso  tecnologia
e produzem mais. Quer dizer, como
ele chegou aos 500 mil?
3. Pergunte, ento: Que frao (ou parte do
todo) esses 500 mil agricultores representam?
4. Pea que conversem sobre a situao do
homem do campo, de como a tecnologia poderia
ajud-los e o que o poder pblico deveria
fazer para isto.
Descrio da atividade
Atividade P Compreendendo a diferena
Resultados esperados:
a) Compreenso do texto por meio de uma subtrao.
b) Indicaes de ao do poder pblico para
reduzir as desigualdades no campo.
15
Te x t o
Objetivos
 Extrair e calcular uma subtrao de um texto
relativo a uma situao real.
Introduo
O texto pergunta e responde  pergunta: mas
quem tem acesso  tecnologia? A resposta mostra,
mais uma vez, que a distribuio da riqueza
produzida pela humanidade, nesse caso, na
forma de tecnologia,  distribuda de forma desigual.
Como seus alunos podem compreender
essa situao? Como eles a percebem em sua
vida? Que aes apontariam para reduzir esta
desigualdade?
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: Para a atividade 2, oriente que
primeiro transformem todos os valores para a forma longa:
4,6 milhes = 4 600 000 (4 milhes e 600 mil)
4,1 milhes = 4 100 000 (4 milhes e 100 mil)
Eles podero fazer o clculo mental sem, no entanto, conseguir
faz-lo de forma escrita. Ajude-os, ento, com o apoio
do quadro valor de lugar, ou seja, mostre as classes e ordens
presentes na escrita dos nmeros, solicitando que escrevam
cada algarismo na sua classe e ordem correspondente.
Na atividade 3, mostre a eles que simplificando a frao
500. 000/4. 600. 000 obtm-se a relao: 5/ 46. Ou seja, de
cada 46 agricultores, apenas 5 tm acesso  tecnologia no
campo.
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66  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Portugus Nvel I
1. Atividades de Pr-leitura: Por meio de perguntas,
levar a classe a concluir que o texto em anlise
possui dois tipos possveis de linguagem: a
verbal (texto escrito) e a no-verbal (figuras).
Cada uma delas possui especificidades.
2. Atividades de Leitura: Ler o texto com os alunos.
Solicitar que comparem o texto verbal
com o no-verbal e procurem similaridades.
Discutir a natureza das linguagens em relao
 capacidade de informao que conseguem
traduzir.
a) Solicitar que os alunos grifem algumas palavras
do texto que podem oferecer dificuldades
ortogrficas (acesso, extremamente,
tecnologias, explica, avanos, acessos etc.)
b) Explorar o significado desses vocbulos no
texto.
3. Atividades ldicas: (previamente preparadas)
Bingo da ortografia:
a) Entregar a cada aluno uma cartela (cada
uma com dez palavras) retiradas do texto;
b) colocar as palavras contidas nas cartelas
em um saquinho e retirar uma a uma,
como no jogo do bingo tradicional;
c) O aluno que tem, em sua cartela, a palavra
Descrio da atividade
sorteada, assinala-a com um X;
d) O jogo prossegue at que um aluno complete
a cartela.
e) Solicitar que o aluno v ao quadro, dite
novamente as palavras sorteadas para que
as escreva corretamente, sem auxlio de sua
cartela. Se acertar todas, ser o ganhador.
Se errar, faa a correo e o jogo prossegue.
Materiais indicados:
P papel-carto para cartelas.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Bingo da ortografia
Resultados esperados: Superao de dificuldades
na grafia; integrao do grupo pelo ldico;
ampliao da capacidade de observao e anlise
dos vocbulos em portugus.
15
Te x t o
Objetivos
 Ampliar a capacidade de grafar corretamente
os vocbulos em lngua portuguesa.
 Dar maior acuidade  habilidade de observao
do verbal e do no-verbal.
Introduo
O educando, por meio do jogo, exercita a capacidade
de identificar e relacionar palavras; pratica
a discriminao auditiva e relaciona o que ouve
ao que escreve; pratica a coordenao motora,
enriquece o vocabulrio e, assim, amplia sua
capacidade de relacionar-se no mundo.
Dicas do professor: livros  Tcnicas e jogos pedaggicos,
de Paulo Nunes de Almeida (Loyola); 200 dias de leitura e
escrita na escola, de Rossana Ramos (Cortez).
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rea: Cincias Nvel I
1. Solicite a cada aluno informar um exemplo de
alimento que se deteriorou em sua casa. O
exemplo deve indicar qual alimento se deteriorou
e descrever de forma sucinta as condies
que propiciaram a degradao do alimento.
2. Construa na lousa uma tabela, procurando
enquadrar os exemplos citados nas diversas
classes de alimentos: carnes, laticnios, legumes,
doces, etc.
3. Faa um levantamento de possveis aes preventivas
que podem ser adotadas para impedir
a ao dos microorganismos decompositores
e degradadores dos alimentos estudados.
Descrio da atividade
Atividade P A comida estragou!
Resultados esperados:
a) Identificao do conceito de microorganismos
decompositores de alimentos;
b) Identificao de formas de minimizao da
ao desses organismos nos diversos tipos de
alimentos.
16
Te x t o
Objetivos
 Identificar o conceito de microorganismos
decompositores de alimentos.
 Identificar formas de minimizar a ao desses
microorganismos.
Introduo
Os ndios brasileiros cozinhavam animais e os
deixavam imersos na sua prpria gordura, impedindo
a ao de microorganismos decompositores.
Mas o que so esses microorganismos?
Fungos e bactrias estragam alimentos, j que se
reproduzem utilizando gua, protenas, gorduras
e carboidratos dos alimentos. Nesse processo de
reproduo, fabricam substncias txicas, toxinas.
A sua ingesto pode causar intoxicao alimentar,
acarretando diarria, vmitos e nuseas.
Um caso  o de conservas estufadas, causado
pela formao de gases no interior da lata, resultado
do metabolismo de fungos e/ou bactrias. O
crescimento desses microorganismos pode ser
reduzido em baixas temperaturas (resfriamento)
ou em temperaturas elevadas (fervura). Existem
tambm produtos que so adicionados aos alimentos
para ajudar a retardar a sua decomposio.
So os chamados aditivos conservantes.
Contexto no mundo do trabalho: Existem diversos
processos caseiros para conservao de alimentos usados
por cozinheiras e donas de casa: cozimento, congelamento,
salga, etc. Quem mora no campo e cria porcos, por
exemplo, conhece e utiliza diversos desses mtodos.
Tempo sugerido: 1 hora
Dicas do professor: Conservas caseiras devem ser colocadas
em frascos esterilizados, para reduzir a presena de
microorganismos no alimento. Alm disso, o frasco deve ser
bem fechado, a fim de evitar o contato do alimento com os
microorganismos presentes no ar. Esta tambm  a razo
da utilizao de embalagem a vcuo, que retira o ar do alimento.
Existem aditivos alimentares industrializados que
auxiliam a preservar os alimentos; busque identific-los nos
rtulos.
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  67
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68  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
1. Discuta com seus alunos a diferena entre
leite pasteurizado e leite esterilizado;
2. Faa uma pesquisa, listando alimentos que
so comprados em embalagens longa vida e
refrigerados.
3. Discuta se todos os alimentos refrigerados so
pasteurizados. Lembre-se que as carnes no
so pasteurizadas mas refrigeradas ou congeladas.
4. Discuta com seus alunos o risco de consumir
leite e seus derivados que no foram pasteurizados.
5. Nas embalagens de leite longa vida aparece a
seguinte orientao quanto conservao Aps
aberto, conservar sob refrigerao e consumir
em at trs dias. Qual o motivo dessa recomendao?
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Embalagens de leite
longa vida e lacticnios
pasteurizados.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Pasteurizao e esterilizao
Resultados esperados:
a) Que os alunos compreendam a diferena entre
o processo UHT e a pasteurizao;
b) Que os alunos percebam a importncia da
refrigerao na conservao de alimentos, diminuindo
o risco de contaminao por microorganismos.
16
Te x t o
Objetivos:
 Reconhecer e diferenciar formas de conservao
de alimentos: (a) pasteurizao, (b) esterilizao
e (c) refrigerao.
Introduo
A conservao de alimentos  condio essencial
para sobrevivncia da espcie humana. Hoje em
dia  comum encontrarmos nas prateleiras de mercados
alimentos enlatados, embalagens de leite e
suco fora de refrigerao (em embalagens chamadas
de longa vida). Os leites longa vida so
esterilizados por um processo de alta temperatura
por um perodo de tempo de 2 a 4 segundos,
matando praticamente todos os microorganismos.
Esse processo  chamado UHT, que  a sigla para a
expresso em ingls ultra-heat-treated. Os leites
pasteurizados so mantidos na temperatura de 62
graus Celsius por 30 minutos e depois resfriado
rapidamente. Com isso elimina-se alguns microorganismos
indesejveis como a bactria causadora
da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis).
Contexto no mundo do trabalho: A conservao de alimentos,
alm de ser uma das formas do homem manipular
a natureza (trabalho) em seu favor, tambm afeta diretamente
a forma de organizao dos seres humanos. O
desenvolvimento de processos de conservao facilitou a
disponibilizao de alimentos em perodos mais longos de
conservao e a segurana alimentar da populao, no
que se refere a contaminao por microorganismos.
Dicas do professor: Os trabalhos de Pasteur foram importantes
na compreenso de que os microorganismos
presentes no ar, na gua e no solo so responsveis pela
contaminao e deteriorao dos alimentos. Para saber
mais sobre o assunto pesquise sobre Biognese.
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Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  69
rea: Cincias Nvel I e II
1. Cada aluno deve relacionar as modificaes
que ocorrem em uma massa de po, aps a
ao do fermento por algumas horas: crescimento,
modificao da consistncia e da
cor, etc.
2. Pergunte aos alunos se j observaram esse
mesmo fenmeno de gerao de gs em outros
alimentos. Deve ser notado que alimentos em
decomposio tambm sofrem fermentao.
3. Solicite aos alunos que identifiquem o processo
de fabricao de bebidas alcolicas, buscando
nos rtulos desses produtos referncias ao
uso de fermentao e/ou destilao.
4. Discuta as diferenas entre processo de
obteno de uma bebida fermentada (vinhos e
cerveja) e de uma bebida destilada (usque,
aguardente, vodca, etc.), usando o valor do
teor alcolico discriminado no rtulo.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P rtulos de bebidas
alcolicas.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Bebidas fermentadas e destiladas
Resultados esperados: Identificar o conceito
de fermentao e destilao e as diferenas do
processo de obteno de uma bebida fermentada e
de uma destilada.
16
Te x t o
Objetivos:
 Identificar o conceito de fermentao e destilao;
 Diferenciar bebidas fermentadas de bebidas
destiladas
Introduo: A descoberta de bebidas alcolicas
aconteceu por acaso, quando uvas foram deixadas
em tonis abertos. Na presena de microorganismos
chamados de leveduras, que ocorrem naturalmente
na casca da uva, ela sofre um processo de
fermentao, com transformao do acar natural
em lcool. Bebidas com altos teores de lcool
no so encontradas naturalmente. Para isso, usase
o processo de destilao, no qual lcool  separado
do restante da bebida em fermentao, por
meio de aquecimento e passagem por uma coluna,
seguida de resfriamento, e o lcool puro  recolhido.
 esse lcool puro, que adicionado s bebidas,
eleva o seu teor alcolico. O crescimento de um
po tambm ocorre por meio de fermentao.
Nesse caso, a levedura, ao transformar o acar da
farinha, produz gs carbnico, que incha a massa
e modifica sua consistncia.
Contexto no mundo do trabalho: A fabricao de
bebidas alcolicas  uma fonte de recursos para o governo
e a sociedade. Existem fbricas gigantescas, como as
de cerveja, que  uma bebida com elevado consumo no
pas. H tambm fbricas de quintal, como as que utilizam
alambiques caseiros para a produo de aguardente.
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70  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Discutir com a classe a idia de que a conservao
de alimentos surgiu com a civilizao.
Desenvolver uma reflexo no sentido de que o
homem, vivendo em sociedade, no pode
depender apenas do alimento obtido no dia.
2. Qual descoberta foi importante para a conservao
dos alimentos?
3. Debater com a classe a descoberta da desidratao
como mtodo de conservao. Identificar
e relatar a presena na casa dos alunos
ou pelos seus conhecimentos, de alimentos
desidratados.
4. Extrair do texto outros avanos na produo e
conservao dos alimentos.
5. Relatar no caderno a seqncia das idias principais
surgidas nos debates.
Descrio da atividade
Atividade P Matar a fome
Resultados esperados: Refletir sobre os
avanos histricos da humanidade no que se refere
aos alimentos. Associar tais avanos como parte de
uma conquista mais ampla da sociedade;
16
Te x t o
Objetivos:
 Levar o aluno a refletir sobre a relao entre
populao e suprimento alimentar.
 Problematizar sobre o papel da cincia e da
tecnologia na descoberta de alimentos, no seu
preparo e conservao.
Introduo
O combate  fome sempre foi um dos problemas
que rodearam os estudos cientficos, que buscavam
suprir a sociedade de alimentos em quantidades
suficientes para toda populao. A geografia, nesse
contexto, tratou de avanar nos estudos sobre produo
e o consumo de alimentos.
Tal foi a contribuio da cincia que o desenvolvimento
tecnolgico aplicado  produo camponesa
ampliou a produtividade da terra de forma
significativa, estendendo a oferta e colocando o
problema da fome noutro patamar: o da capacidade
de comprar.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Leituras sobre os hbitos alimentares
dos homens pr-histricos e sua luta pela sobrevivncia
enriquecem os conhecimentos sobre o assunto. A revista
Superinteressante traz matrias nesta linha, em vrios de
suas edies.
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Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  71
rea: Cincias Nvel II
1. Solicite aos alunos que leiam o texto e
expliquem o que entenderam.
2. Proponha a realizao de um experimento
simples sobre o processo de evaporao da
gua e o princpio de funcionamento de uma
cisterna:
a) providencie dois recipientes com as mesmas
dimenses (por exemplo, garrafas PET
cortadas na mesma altura);
b) construa uma tampa em forma de cone,
com plstico ou cartolina;
c) encha ambos os recipientes com a mesma
quantidade de gua;
d) coloque a tampa em um dos recipientes,
vedando com fita adesiva;
e) coloque os recipientes em um mesmo local
da sala de aula (o parapeito de uma janela,
por exemplo). Prefira um local que receba
luz solar, para acelerar os efeitos da evaporao.
Verifique com os alunos, diariamente,
os nveis da gua.
Descrio da atividade
f) comparar a velocidade com que a gua
evapora, constatando que esse processo
ocorre mais lentamente no recipiente com
tampa. Retirar a tampa e mostrar a gua
condensada na parte interna.
3. Discuta as causas desses fenmenos.
4. Pea aos alunos que elaborem um texto descrevendo
o experimento e relatando suas concluses.
Materiais indicados:
P recipientes plsticos,
cartolina, fita adesiva.
Tempo sugerido: 10 horas
Atividade P Como funciona uma cisterna?
Resultados esperados: Constatar que a tecnologia
da cisterna utiliza os conhecimentos cientficos
sobre o processo de evaporao da gua.
Relatar experimentos e concluses.
17
Te x t o
Objetivo
Mostrar os princpios cientficos que so utilizados
na tecnologia da cisterna e que a tornam
uma soluo eficaz para o armazenamento de
gua.
Introduo
A evaporao  a transformao da gua do estado
lquido para o gasoso (vapor). Essa transformao
ocorre na superfcie do lquido e provoca
a reduo do seu volume, j que o vapor vai
sendo dispersado na atmosfera. Fatores ambientais
como o calor e o vento podem acelerar esse
processo. A cisterna de placas utiliza o conhecimento
acumulado sobre esse fenmeno para
reduzir a velocidade da evaporao e tambm
para aproveitar a gua que evapora. Essa gua se
condensa no interior da tampa e, em razo do
formato cnico, tende a escorrer novamente para
o interior da cisterna. Dessa forma, reduz-se a
perda do lquido e possibilita-se seu uso nos perodos
em que ocorre a falta de chuvas.
Dicas do professor: Se os recipientes forem graduados
(por exemplo, colando uma rgua neles no sentido perpendicular)
podem ser trabalhadas as medidas de volume e
capacidade.
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72  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Economia Solidria Nvel II
1. Solicite aos alunos que leiam o texto, identificando
termos desconhecidos.
2. Oriente que procurem no dicionrio, ou em
outras fontes, o significado desses termos.
3. Proponha uma atividade em grupos, com o
desafio de identificar nas aes descritas no
texto (construo de cisternas), as oportunidades
para a criao de empreendimentos econmicos
solidrios.
4. Solicite aos grupos que faam uma visita a
algum empreendimento solidrio (cooperativa,
associao, empresa autogestionria), levantando
com os participantes alguma tecnologia
que tenham utilizado ou de que necessitem.
Caso alguns dos alunos participem de um
empreendimento solidrio, o levantamento
pode ser feito na sala de aula, a partir dos
depoimentos deles.
Descrio da atividade
Atividade P Economia solidria e tecnologias sociais
Resultados esperados: Relacionar a economia
solidria com o desenvolvimento e a difuso
de tecnologias sociais, identificando essas tecnologias
em empreendimentos existentes na economia
do local em que vivem.
17
Te x t o
Objetivos
Destacar a importncia das tecnologias sociais
para o desenvolvimento da economia solidria
na sua dimenso voltada aos pequenos empreendimentos
solidrios situados nas regies mais
pobres do pas.
Introduo
Uma das caractersticas da economia solidria 
sua articulao com as aes que promovem o
desenvolvimento local, especialmente nas regies
mais pobres do Brasil, como  o caso do semi-rido
nordestino. A criao de empreendimentos econmicos
solidrios nessa regio representa uma
forma importante de organizao dos trabalhadores
e das comunidades para enfrentamento dos
problemas e desafios colocados pelas condies
socioambientais adversas. A construo de cisternas
tem se mostrado um exemplo bem-sucedido de
envolvimento de vrios segmentos da sociedade
(trabalhadores, governos, ONGs, empresas) para a
disseminao de uma alternativa para o acesso 
agua nessas comunidades.  importante que os
educandos conheam essas possibilidades e reflitam
sobre elas.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: O Banco de Tecnologias Sociais
disponibiliza diversos exemplos desse tipo de tecnologia
para serem adaptadas e reproduzidas por empreendimentos
solidrios e outras organizaes. Endereo na Internet:
www.tecnologiasocial.org.br
5. Registre no quadro os resultados do trabalho
dos grupos, solicitando que anotem no caderno.
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Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  73
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos. Observar como o
dilogo d ritmo  narrativa e caracteriza, psicologicamente,
as personagens. Pedir aos alunos
que, a partir das falas do Sr. Pacheco e de
seu chefe, dem informaes sobre o carter de
cada um deles.
2. Observar, com eles, que o texto tem dois
momentos caracteristicamente descritivos: o
primeiro e o ltimo pargrafo. S nesses momentos
se percebe a presena de um narrador.
Todo o restante do texto  construdo em discurso
direto.
3. Explicar: no discurso direto, a personagem fala.
Reproduzem-se as palavras ditas pela personagem.
Pedir que retirem exemplos do texto.
4. Explicar: no discurso indireto, o narrador 
quem transmite as idias expostas pelas personagens.
 o narrador quem fala, e no a personagem.
Exemplo: O chefe cumprimentou o
se-nhor Pacheco e disse que tinha uma tima
notcia para ele.
5. Explicar que o discurso indireto  escrito ao
longo do prprio pargrafo. O discurso direto
Descrio da atividade
exige pontuao especial: dois-pontos depois
do verbo dicendi (o verbo que denota o ato de
falar: dizer, responder, afirmar perguntar,
exclamar, pedir, ordenar, etc), mudana de
linha e fala precedida de travesso. Exemplo: O
patro cumprimentou Pacheco e disse:
 Temos uma tima notcia para o senhor!
(observar, com os alunos, que em todo o texto
em anlise o discurso direto  indicado dessa
forma)
6. Solicitar que os alunos transformem alguns
trechos do texto em discurso indireto. (Seu
Pacheco disse que o nome dele no comeava
com p.)
7. Pedir aos alunos que criem um texto, valendose
sobretudo do discurso direto, para relatar
um caso engraado que vivenciaram em casa,
na rua ou no trabalho.
Atividade P Aspectos lingsticos da narrativa: o discurso direto e o indireto
Resultados esperados: Ampliao da capacidade
de indicar, corretamente, discurso direto e
indireto em textos narrativos.
18
Te x t o
Objetivos
 Observar, compreender e utilizar formas adequadas
de indicao do discurso direto e do
discurso indireto.
Introduo
A linguagem do narrador deve se adequar ao tipo
de texto que compe. Nas narrativas literrias,
deve explorar as diversas possibilidades expressivas
da lngua: conotaes, valor simblico das
palavras, ritmo da frase etc. Na linguagem das
personagens, buscar adequao da fala s condies
sociais, econmicas, regionais, cronolgicas
daqueles que falam no texto. Uma das formas de
construo quase sempre presentes na narrativa 
o dilogo.
Tempo sugerido: 2 horas
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74  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Solicite aos alunos que leiam o texto silenciosamente.
2. Em grupos, pea que discutam as idias do
autor, destacando principalmente o aspecto do
trabalho e da renda. Por exemplo: onde os cordelistas
vendiam seus cordis? Por que esses
espaos tm desaparecido? Que outros espaos
esto surgindo para vender esses produtos?
3. Verifique se existem na sala alunos que produzem
poesia, msica ou outros bens culturais.
4. Solicitar que eles relatem brevemente sua
experincia e as dificuldades para vender
seus produtos.
5. Debater com a turma a dificuldade dos autores
para receber os proventos dos direitos
autorais.
6. Trabalhando novamente em grupos, proponha
que elaborem um pequeno texto sugerindo
formas de um empreendimento solidrio
(associao ou cooperativa) obter renda com
Descrio da atividade
a comercializao desses produtos culturais.
O texto precisaria responder questes como:
quem valoriza esses produtos? Onde e como
vend-los? Quais as oportunidades de obter
renda nesse setor (por exemplo, fazendo apresentaes
e eventos, estabelecendo relaes
com o setor de turismo, etc.).
7. Ao final da atividade os grupos apresentam
suas propostas para a turma toda.
Atividade P Cultura solidria
Resultados esperados: Identificar a economia
solidria como uma alternativa para o desenvolvimento
da cultura popular e para sua insero em
um mercado dominado pela indstria cultural.
19
Te x t o
Objetivos
 Abordar a possibilidade de os trabalhadores do
setor cultural (poetas populares, cordelistas,
msicos) organizarem empreendimentos econmicos
solidrios para comercializar seus
produtos.
Introduo
A chamada indstria cultural tem crescido muito
nos ltimos anos. No entanto, vrios autores
observam que esse crescimento tem produzido
uma forte massificao e uniformizao dos produtos
culturais, levando muitas vezes  destruio
das manifestaes da cultura popular. No
Brasil, a grande concentrao dos meios de
comunicao nas mos de alguns grupos econmicos
cria enormes dificuldades para que os produtos
elaborados pelos trabalhadores das camadas
populares e das regies do interior do pas
cheguem ao mercado consumidor, o que impede
esses trabalhadores de obter renda com essa produo.
O texto possibilita uma reflexo sobre
esses problemas. A atividade proposta sugere
que a economia solidria pode contribuir para a
preservao e ampliao da diversidade cultural,
atravs da organizao dos trabalhadores em
empreendimentos que viabilizem a gerao de
renda com a produo de poesias, msicas e outros
bens da cultura no-material.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Sugerir aos educandos que produzem
bens culturais que procurem o Frum Estadual de Economia
Solidria. Informaes podem ser obtidas nas Delegacias
Regionais do Trabalho.
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rea: Portugus Nvel I
1. Mostre o texto aos alunos, pedindo que procurem
identificar de que tipo de texto se trata
(cordel).
2. Identifique com eles os principais elementos
desse texto (ttulo, versos etc).
3. Leia o texto para eles, solicitando que acompanhem
a leitura.
4. Retorne ao ttulo, destacando a palavra
peleja.
5 Escreva a palavra no quadro em letras de
forma e cursiva.
6. Solicite aos alunos que copiem em seu caderno.
7. Debata com eles o significado dessa palavra,
chamando a ateno para a existncia de diferentes
pelejas na vida dos indivduos e grupos
sociais.
8. Procure levar os alunos a refletirem sobre
Descrio da atividade
quem so as pessoas que usam o cordel de
feira e quem usa a Internet para se comunicar.
9. Destaque as slabas e letras da palavra peleja,
escrevendo-as no quadro.
10. Monte, com os alunos, um quadro de slabas,
solicitando que formem palavras com
essas slabas.
11. Pea a cada aluno que localize no texto pelo
menos 5 palavras comeando com a letra p
e 5 palavras comeando com a letra l.
12. Sugira que copiem essas palavras em seu
caderno usando letra de forma e cursiva.
Atividade P Pelejando com as letras
Resultados esperados: Reconhecer as letras
da palavra peleja em diferentes contextos. Grafar
palavras com essas letras usando diferentes tipos
de escrita.
19
Te x t o
Objetivos
 Explorar uma palavra geradora, decodificando
seu significado e formando novas palavras a
partir de seus elementos (slabas e letras).
Introduo
O processo de alfabetizao pode ser desenvolvido
de vrias formas. Algumas delas envolvem o
trabalho com palavras geradoras. No caso do texto
em questo, a palavra peleja pode ser utilizada
para trabalhar o reconhecimento de letras e slabas
em uma fase inicial do processo de alfabetizao.
Seu contedo  significativo, pois remete
para a questo das diversas lutas que os trabalhadores
e trabalhadoras, individual e coletivamente,
tm de travar para avanar no seu processo emancipatrio.
Do ponto de vista da relao entre letras
e fonemas, a palavra peleja constitui um caso de
uma correspondncia quase biunvoca (cada letra
correspondendo a um s fonema e cada fonema
correspondendo a uma s letra). Diferenas regionais
de pronncia podem alterar essa correspondncia.
 importante atentar para o fato de que,
em geral, o adulto em fase de alfabetizao possui
uma sensibilidade muito mais acurada para as
sutis variaes da oralidade do que o adulto que
domina a escrita. Valorizar esse saber  fundamental
para a construo de uma relao de dilogo
na sala de aula de EJA.
Tempo sugerido: 4 horas
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  75
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76  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Lngua Estrangeira - Ingls Nvel II
1. Escreva no quadro as seguintes palavras:
water, flower, house, pollution, hour, dollar,
money, rice, cat, company, mayonnaise, music.
2. Explique aos alunos que em ingls temos substantivos
que se podem contar e substantivos
que no se podem contar. So chamadas de
COUNTABLE e UNCOUNTABLE. Os substantivos
COUNTABLE podem ser colocadas no plural
(flowers, houses, hours, dollars, cats, companies)
e podem ser acompanhadas de
nmeros indicando quantidades (3 flowers, 2
houses, 6 hours, etc.). J as palavras
UNCOUNTABLE s existem no singular e no
podem ter um nmero ligado a elas. No
expressam quantidades exatas. O mesmo existe
em portugus, dizemos a cup of water  um
copo dgua e no waters/guas.
3. Como saber o que  ou no  contvel?
Explique que lquidos (water), gros pequenos
(rice), gases (pollution), cremes (mayonnaise)
e substantivos considerados abstratos
ou idias so sempre incontveis (money).
Descrio da atividade
(OBS: music  msica no sentido geral do
termo. Utiliza-se a palavra cano  song 
para indicar uma faixa de msica).
4. Pea aos alunos para separar as seguintes
palavras entre contveis e no contveis:
Professor  respostas em parnteses
Chocolate (u), milk (u), air (u), apple (c), egg
(c), cheese (u), car (c), soup (u), gasoline (u),
olive oil (u), accident (c), envelope (c), sand
(u), idea (c), plastic (u), coke (u), butter (u),
bus (c), cell phone (c), email (c), book (c).
5. Depois de corrigir o exerccio, pea que dem
o plural das palavras contveis.
Atividade P Count x Uncount
Resultados esperados: Os alunos devem
compreender o conceito de contvel e no-contvel,
ainda que no memorizem muitos exemplos.
20
Te x t o
Objetivos
 Aprender parte do vocabulrio de contveis e
no-contveis em ingls.
Introduo
A charge apresenta a ironia da tecnologia, que
tanto desejamos, mas que nos persegue e deixa
sem tempo de sossego. Muito se fala do conforto
do celular, do email, dos canais de chat, etc., no
entanto, isso pode significar mais estresse e
menos possibilidade de repouso da mente, que 
essencial para a sade.
Tempo sugerido: 50 a 60 min
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rea: Lngua Estrangeira - Ingls Nvel II
1. Faa uma breve reviso com os alunos sobre
os substantivos contveis e no-contveis.
Explique que temos palavras para indicar
MUITO e POUCO em ingls, mas que estas
palavras devem ser especficas para contveis
ou no-contveis.
2. Diga a eles que FEW e LITTLE significam POUCO
e que MANY e MUCH significam MUITO.
Escreva no quadro as seguintes frases:
I need a few minutes to finish.
I drink a little milk every morning.
Many books are interesting.
A house costs much money.
3. Pea aos alunos para pensarem e conclurem
sobre quais palavras so usadas com contveis
e quais com no-contveis. Diga que escrevam
a regra com suas prprias palavras.
4. Solicite que formem grupos de 4 a 5 pessoas,
em crculo. D a cada grupo um jogo de cartas
contendo uma palavra em cada uma. Os alunos
devem colocar as cartas voltadas para baixo no
centro do crculo e cada um comprar uma
carta por vez, devendo formar uma frase com a
palavra e um quantificador correto (MANY/
Descrio da atividade
FEW para contveis e MUCH/LITTLE para nocontveis.
Se acertarem a frase ficam com a
carta, se errarem, a carta volta para o meio da
pilha. Ao final, quem tiver mais cartas ganha.
Materiais indicados:
P jogo de cartas para cada
grupo contendo as
seguintes palavras:
water, flower, house, pollution,
hour, dollar,
money, rice, cat, company,
mayonnaise, music,
sugar, time, progress,
traffic, car, man, dentist,
hair, orange, television,
ice, luck, electricity
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Few/ Little Many/ Much
Resultados esperados: Fixar a estrutura de
contveis e no-contveis em ingles e suas respectivas
expresses de quantidade.
20
Te x t o
Objetivos
 Aprender a utilizar as expresses de quantidade
Few/Little Many/Much corretamente.
Introduo
Depois de compreender o significado da charge e
comentar a respeito, podemos focalizar nossa
ateno na expresso FEW MINUTES. Deve-se
levantar a questo do uso FEW para quantificar o
substantivo MINUTES.
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  77
20CA10T20P3.qxd 20.01.07 17:16 Page 77
78  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. Proponha uma pesquisa de slogans utilizados
na publicidade de celulares ou sistema de
telefonia celular existentes no mercado.
Observar e anotar os anncios de jornais,
revistas ou na Internet. Pesquisar tambm a
aparncia de tais aparelhos.
2. Promova uma discusso dos resultados da
pesquisa e se esto identificados com as
necessidades reais, debatendo com os alunos
as razes de cada um para a utilizao da
tecnologia de informao e comunicao,
tais como celular, computador, i-pod.
3. Discutir sobre como era o cotidiano de cada
um h 10 anos, sem tais tecnologias.
4. Criar slogans, manchetes, ttulos que reflitam
a verdadeira razo de cada um para utilizao
dessa tecnologia. E compar-los aos existentes.
Descrio da atividade
Atividade P Necessidades humanas
Resultados esperados:
a) Refletir sobre as vantagens das invenes tecnolgicas
para o seu cotidiano.
b) Reconhecer as mudanas de comportamento no
mundo moderno e as diferenas entre as necessidades
individuais que levam ao desenvolvimento
tecnolgico e as que so criadas a partir
dele.
c) Reconhecer as mudanas e os efeitos do consumo
na identidade cultural.
21
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre as mudanas culturais na sociedade
moderna em relao  tecnologia. O que
era necessrio h 10 ou 20 anos e o que 
necessrio hoje.
 Refletir sobre o papel do capital, do lucro, do
marketing, de padres estticos e do design na
criao ou inveno de objetos.
Introduo
A sociedade capitalista contempornea trouxe
uma mudana significativa naquilo que
chamamos necessidades humanas. Historicamente,
o desenvolvimento tecnolgico, as
invenes e descobertas foram fruto de necessidades
e desejos do homem em melhorar sua
condio e garantir sua sobrevivncia. No entanto,
observamos hoje que muitas invenes e
criaes do mundo moderno passaram a criar
essas necessidades. Um celular, por exemplo,
criado para tornar mais rpida a comunicao,
transforma-se em smbolo de status, em que mais
importante do que permitir a rpida comunicao,
interessa o modelo e as funes, que talvez
o feliz proprietrio do aparelhinho jamais use.
Novas perguntas se impem  sociedade contempornea:
O que move muitas das invenes de
hoje? O homem moderno torna-se cada vez mais
dependente da tecnologia, isso acontecia h 10
ou 20 anos? A cultura globalizada e tecnologicamente
desenvolvida levou em considerao as
identidades culturais dos povos?
Tempo sugerido: 1h30min
Dicas do professor:
www.espm.br/ESPM/pt/Home/Global/Publicacoes/RevistaC
mMdCsm/44k
Artigo  O homem sem qualidades: modernidade, consumo
e identidade cultural, de Silvia Pimenta Velloso Rocha
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rea: Lngua Estrangeira - Espanhol Nvel II
1. Depois de feita a leitura do texto e esclarecidas
as dvidas das palavras desconhecidas,
desenvolva uma atividade em que os alunos
usem seus prprios aparelhos celulares para
identificar em espanhol os componentes do
telefone celular:
a) Los componentes del telfono mvil: un
micrfono, un altavoz, una pantalla, un
teclado, una antena, una batera;
b) operaciones bsicas: llamar, enviar mensaje
de texto, grabar mensaje en el buzn de voz;
c) modalidad: prepago o prepagado (uso de
tarjeta) y pospago o pospagado.;
2. Depois de fazer as identificaes do aparelho
entre todos os alunos, propor ao grupo uma
atividade realizando chamadas entre os colegas
para praticar pequenos dialgos em espanhol.
Nomear as funes: hacer llamadas, contestar
llamadas, escribir mensajes de texto,
dejar mensajes en el buzn de voz. Repita a atividade
de modo que todos tenham a oportu-
Descrio da atividade
nidade de participar como emissor e receptor
de chamadas.
Materiais indicados:
P aparelhos celulares -
aparatos mviles/
celulares.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Conociendo la telefona mvil
Resultados esperados:
a) Identificar os componentes e as funes de um
aparelho celular usando o lxico espanhol.
b) Praticar pequenos dilogos em espanhol, fazendo
e respondendo chamadas. Refletir sobre o
uso do celular no trabalho, para o trabalho, suas
conseqncias.
21
Te x t o
Objetivos:
 Refletir sobre o avano tecnolgico nas comunicaes,
especialmente o uso do telefone celular
no cotidiano dos consumidores.
 Utilizar o lxico espanhol na identificao dos
componentes de um celular e suas funes.
Introduo
Pela leitura do texto pode-se perceber a influncia
da tecnologia da comunicao na vida das
pessoas: crianas, jovens, adultos; nas relaes
pessoais e profissionais. Nas cidades grandes e
pequenas, no centro e na periferia; no campo e
na montanha. Em empresas multinacionais e em
barracas de comrcio ambulante. J no se pode
distinguir por classes sociais os usurios da telefonia
mvel. Em que lugares e situaes mais se
usa o celular? Seu uso  realmente imprescindvel?
Quais os reflexos no trabalho? Existem
novas etiquetas para o uso de celular?
Dicas do professor: Para enriquecer a aula, pea antecipadamente
que os alunos tragam os manuais de instruo
(quase todos trazem instrues em espanhol) dos aparelhos
celulares que possuem. Promova atividades com eles.
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  79
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80  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Lngua Estrangeira - Espanhol Nvel II
1. Pergunte se no grupo h usurios de telefone
celular. Como utilizam esse recurso de comunicao?
2. A seguir, promova uma atividade de modo
que os alunos possam opinar sobre a etiqueta
no uso de seu prprio celular. Que regras seriam
essas? Escreva a palavra permanecer
usando o lxico espanhol.
3. Comparar o que foi dito pelos alunos, com
normas elaboradas por empresas:
Normas de cortesa y etiqueta
a) las normas entre culturas, los diferentes contextos
e incluso el tiempo son factores a tener
en cuenta; lo que es aceptable en una situacin
puede ser, en otra, maleducado y descorts;
b) como regla general para hacer un uso correcto
y corts del telfono mvil, es ser consciente
de dnde se encuentra el usuario;
c) ser discreto y no usarlo en lugares en los que
se puede molestar a los dems.
d) utilizar un tono de voz bajo y claro cuando
Descrio da atividade
se hable en pblico;
e) cuando se est en una reunin, restaurante,
cine, clase, trabajo... es aconsejable desconectar
el mvil y activar el buzn de voz.
f) cuando se llama a otro mvil, adems de
identificarse correctamente, se ha de preguntar
si es un buen momento para mantener
una conversacin;
g) las melodias han de ser discretas y el volumen
el adecuado para que pueda ser odo por
el propietario.
4. Proponha aos alunos criar um texto no qual
defendam o uso do celular ou o reprovem.
Atividade P Es posible vivir sin el telfono mvil?
Resultados esperados: Emitir opinio de
forma oral e escrita sobre o uso do telefone celular,
em espanhol.
21
Te x t o
Objetivos:
 Analisar e refletir sobre a relao dos usurios
de telefonia celular e a real necessidade do uso
do aparelho na comunicao.
Introduo
Atualmente, com a generalizao do uso do telefone
celular, as normas de etiqueta tm uma
importncia cada vez maior. So muitos os pases
e pessoas que esto trabalhando na criao de
normas reguladoras de uso e etiqueta do telefone
celular; mesmo que estas regras sejam implementadas
em todos os setores e mbitos, tudo depende
da responsabilidade cvica e cortesia pblica
do usurio. As normas entre culturas, os diferentes
contextos e inclusive o tempo, so fatores a
levar em conta. O que  considerado aceitvel
numa situao pode ser, em outra, mal-educado e
descorts. Embora parea que o uso do celular
seja imprescindvel no mundo atual, h muitas
pessoas que afirmam (observar texto/boxe) viver
sem ele, por opo.
Dicas do professor: Elaborar junto com os alunos normas
de uso do celular em cartazes que sero colocados na sala
de aula.
Tempo sugerido: 2 horas
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rea: Lngua Estrangeira - Espanhol Nvel II
Compreenso leitora:
1. Leia o texto em voz alta para os alunos se
familiarizarem com a pronncia das palavras.
2. Pea que que cada um leia individualmente
um trecho do texto em voz alta.
3. Escreva na lousa as palavras que apresentam
dificuldades para os alunos, formando um
glossrio.
4. Proponha aos alunos as seguintes questes
sobre o texto:
a) Se puede decir que el uso diario del telfono
mvil es ms por motivo personal que profesional?
Justificar segn la realidad de cada
uno.
b) Por qu crees que actualmente se puede
adquirir un telfono mvil por bajo precio?
c) Qu opinas sobre el comercio informal de
celulares usados?
Descrio da atividade
d) Segn el texto, cules son los profesionales
que ms utilizan el telfono mvil como artculo
de primera necessidad?
e) Cmo explicar las expresiones del texto:
oficina de bolsillo y oficina mvil?
f) En Brasil, qu otros profesionales tambin
utilizan el mvil como instrumento de trabajo?
5. Corrija e comente as respostas dos alunos.
Atividade P Se puede vivir sin el telfono mvil en el siglo XXI?
Resultados esperados: Refletir sobre o uso do
telefone celular e identificar quais as necessidades
dos profissionais que o utilizam para desenvolver
seu trabalho.
21
Te x t o
Objetivos
 Analisar e registrar as idias centrais do texto.
 Opinar sobre o uso do telefone celular como
instrumento de trabalho e incorporar o lxico
espanhol pertinente.
Introduo
Para muitos profissionais  uma necessidade usar
o telefone celular como instrumento de trabalho.
Somente as pessoas de alto poder aquisitivo precisam
desse tipo de aparelho ou aquelas de menor
renda tambm? Que diferenas e semelhanas
podemos estabelecer entre esses grupos? Como
exemplo, pode-se verificar na prpria turma de
estudantes se h pessoas que utilizam o celular
como instrumento de trabalho. Como essa relao
acontece. Quais seriam as vantagens? Quais
seriam as necessidades? Qual a contribuio
dessa tecnologia?
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  81
21CA10T21P3.qxd 20.01.07 17:18 Page 81
82  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I
1. Dados do IBGE informam que em 2001, 3,6
milhes de domiclios tinham um aparelho
celular. Em 2002, passou para 4,2 milhes e
em 2003, 5,5 milhes. Desenvolva com seus
alunos as questes:
a) Faam uma tabela que mostre o aumento
da oferta dos servios de telefonia de 2001
a 2003.
b) Transformem as porcentagens dadas nos
trs anos em fraes decimais e depois
escreva-as em numerais.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P nota fiscal de servios de
telecomunicaes, calculadoras
e celulares.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P O multiuso do celular
Resultados esperados:
a) Transformar porcentagens em nmeros decimais.
b) Utilizar notas fiscais da fatura de contas de celulares
para realizar operaes matemticas elementares
com clculo mental e por escrito.
21
Te x t o
Objetivos
 Discutir o uso do celular no cotidiano do trabalhador.
 Utilizar recursos tecnolgicos, levando os alunos
a compreender o uso da tecnologia e ficam
atentos  sua evoluo permanente.
Introduo
No Brasil, a oferta dos servios de telefonia vm
aumentando, de forma que o uso triplicou em dez
anos, conforme dados da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domiclios, efetuada pelo IBGE. O
texto indaga: pode-se viver sem o telefone mvel?
A maioria dos brasileiros possui um aparelho. A
facilidade em adquirir um celular e a importncia
de seu uso quase nos faz refns dessa tecnologia.
Segundo a mesma pesquisa, de 2002 para 2003, o
nmero de domiclios brasileiras que s possuam
linha de telefonia celular cresceu 31,3%. Que
diferena h entre as modalidades pr e ps-pago?
A tecnologia de telefonia mvel  apenas um
acessrio ou uma ferramenta de trabalho? Discuta
com seus alunos se h de fato uma necessidade do
uso do celular na nossa vida e trabalho.
Contexto no mundo do trabalho: Temos notcias de que
pesquisadores esto estudando um dispositivo que ser
adaptado ao celular e medir a freqncia cardaca e a
respirao do usurio. Essa tecnologia, entre as vrias
disponveis no uso de celulares, pode significar mais um
benefcio para o trabalhador, que j no precisa deslocarse
de um lugar para outro para solicitar produtos, enviar
e receber mensagens etc. No entanto, h notcias tambm
de problemas que o uso constante do celular pode causar
 sade.
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Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  83
rea: Artes Nvel I e II
Escolha uma msica instrumental para a primeira
parte do exerccio. Pea aos alunos que tragam
uma toalha ou lenol e uma roupa confortvel
para sentar e deitar no cho. Informe que o exerccio
ser feito com os ps descalos. Se algum
se recusar a tirar os sapatos, no force. Afaste as
cadeiras ou providencie sua retirada da sala e
limpar bem o cho. Se a escola tiver uma sala especial
ou um auditrio, melhor.
1. Os alunos devem se deitar sobre o lenol ou a
toalha, mantendo os joelhos flexionados, os
ps bem apoiados no cho, a coluna e o quadril
relaxados e os braos ao longo do corpo.
2. Pea que fechem os olhos e prestem ateno
na respirao e nas partes do corpo em que
sentem a pulsao do corao (mais ou menos
3 minutos).
3. Sem avisar, coloque a msica e instrua-os a
deixar a msica percorrer o corpo (mais ou
menos 4 minutos).
4. Conduza a pesquisa de cada uma das partes do
corpo, comeando nos dedos dos ps e terminando
na cabea. D tempo para que sintam o
pulsar da energia. (mais ou menos 10 minutos).
Descrio da atividade
5. Pea aos alunos que pensem nas partes do
corpo mais solicitadas para realizar as diferentes
tarefas que executam (mais ou menos
3 minutos).
6. Desligue o som. Pea que estiquem as pernas,
respirem fundo e comecem a mexer lentamente
o corpo comeando pelos dedos das
mos e dos ps. Os alunos devem abrir os
olhos, deitar de lado e levantar. Lembre-os de
tomar cuidado com a coluna.
7. Remova as toalhas ou lenis e formem um
crculo com os alunos. Cada um representar,
com movimentos, a energia que despende
diariamente.
8. Proponha que ilustrem o que sentiram durante
o exerccio, aps trocarem impresses.
Materiais indicados:
P aparelho de som, CD,
papel sulfite, lpis de cor.
Tempo sugerido: 1h30m
Atividade P A energia que nos move
Resultados esperados:
a) Perceber o prprio corpo e a relao dele com o
trabalho;
b) Refletir sobre o trabalho que o trabalho d e
sobre a energia despendida no dia-a-dia.
22
Te x t o
Objetivos
 Sensibilizar o aluno a perceber o seu corpo.
 Discutir o gasto de energia necessrio para a execuo
de diferentes tarefas, atravs da construo
de uma partitura de movimentos.
Introduo
Assim como o mundo depende de fontes de energia
para desenvolver as atividades necessrias ao
bem-estar humano, para sustentar o trabalho em
geral, o trabalhador que executa esse trabalho
necessita tambm de fontes de energia. Trabalhos
diferentes consomem energias igualmente diferentes.
Estados emocionais e condies de trabalho
promovem um aumento ou diminuio no
consumo dessa energia. Os alimentos que ingerimos,
a qualidade do ar que respiramos, da gua
que bebemos e o repouso que temos, criam no
s as condies para que o nosso corpo tenha
energia para executar o trabalho, mas tambm
nos diz sobre a qualidade dessa energia.
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84  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Cincias Nvel II
1. Atarraxe a lmpada no soquete. Usando a fita
adesiva, coloque a ponta desencapada de um
fio (1 fio) em contato com uma das partes
metlicas do suporte do soquete. Prenda a
outra ponta do fio num dos plos da pilha,
com a fita adesiva.
2. Repita o procedimento prendendo a ponta
desencapada de um outro fio (2 fio) em
outra parte metlica do suporte do soquete.
3. Fixe a ponta desencapada do 3 fio no outro
plo da pilha, com a fita adesiva.
A montagem deve ficar assim: plo de uma
pilha ligado a uma das partes metlicas do
soquete da lmpada por meio do 1 fio; a
outra parte metlica do soquete da lmpada
ligada ao 2 fio, que fica solto; o segundo plo
da pilha ligado a um fio (3 fio), que fica solto.
4. Encoste as duas pontas desencapadas que esto
soltas (do 2 fio e do 3 fio) e observe a lmpada.
Descrio da atividade 5. Separe as duas pontas desencapadas que esto
soltas (do 2 e do 3 fios) e observe novamente
a lmpada.
Materiais indicados:
P pilha comum de lanterna
de 1,5 V; lmpada pequena
de 1,5 V; soquete para
a lmpada com suporte
metlico; fita adesiva;
trs fios eltricos com
cerca de dez cm.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P O que  eletricidade?
Resultados esperados:
a) Compreender do conceito de eletricidade.
b) Utilizar experimentalmente a eletricidade produzida
por uma pilha para o acendimento de
uma lmpada.
22
Te x t o
Objetivos
 Compreender o conceito de eletricidade.
 Realizar um experimento utilizando a eletricidade.
Introduo
A matria  composta por pequenas partculas,
os tomos, que por sua vez contm um ncleo,
com carga positiva, cercado de eltrons, que possuem
carga negativa. Os eltrons esto sempre
em movimento, porm esse movimento no 
organizado. Quando os eltrons vo em direo
a um plo positivo, estabelece-se um fluxo de
eltrons e origina-se assim a corrente eltrica.
Em uma pilha comum, ocorre uma reao qumica
entre as substncias ali contidas. Desta forma,
a parede externa fica carregada com eltrons
(plo negativo), gerando movimento organizado
de eltrons, isto , produo de energia eltrica,
que pode ser utilizada para a produo de trabalho,
por exemplo, acender uma lmpada. Para
isso, basta permitir que o fluxo de eltrons continue
existindo, por meio do contato entre fios
metlicos.
Contexto no mundo do trabalho: A eletricidade  imprescindvel
em nossas atividades profissionais e domsticas.
Do trabalhador da cidade, que acende a luz de sua
casa ao acordar ou ao chegar do trabalho, ao homem do
campo, todos se beneficiem dela.
Dica do professor: H dois modos principais de produzir
energia eltrica: usando substncias qumicas (pilhas e
baterias) e movimentando a roda de um gerador eltrico
ou dnamo.
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rea: Cincias Nvel I
1. Associe uma cor de alfinete a cada um dos trs
tipos de gerao de energia mais comuns:
hidreltrica, termeltrica e nuclear.
2. Usando o mapa-mndi, fixe alfinetes representativos
do tipo de gerao de energia
eltrica em diversos pases do mundo.
3. Discuta com os alunos os possveis impactos
ambientais causados pelas diversas formas de
gerao de energia eltrica nos pases estudados.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P mapa-mndi e alfinetes
de cabea coloridas
(trs cores).
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Gerao de energia e impactos ambientais
Resultados esperados: Identificar diferentes
formas de gerao de energia eltrica. Associar
impactos ambientais relevantes a cada uma das
formas de gerao de energia eltrica em diversos
pases.
22
Te x t o
Objetivos
 Identificar a existncia de diferentes formas de
gerao de energia eltrica.
 Associar os impactos ambientais s diversas formas
de gerao de energia eltrica.
Introduo
A energia eltrica que consumimos pode ser produzida
de diferentes maneiras; da mesma forma,
os impactos ambientais causado por cada uma
delas so diferentes. Usinas hidreltricas convertem
a energia do movimento de gigantescas massas
de gua, contidas em um reservatrio, em
energia eltrica, interferindo no ambiente pelo
alagamento de grandes reas, alm de causarem
modificaes no curso do rio barrado. Usinas termeltricas
funcionam por meio da queima de
combustvel fssil  carvo ou petrleo. Os impactos
ambientais associados a elas so decorrentes
da emisso de gases poluentes, como dixido de
enxofre e dixido de carbono, alm de particulados.
Quando o combustvel de uma termeltrica 
o gs natural, a emisso de gases poluentes 
menor. Nas usinas nucleares, a maior fonte de preocupao
 o lixo radioativo. Garantir a segurana
desses depsitos  uma tarefa complexa, j que
os resduos radioativos permanecem por milhares
de anos. Fontes de energia como a solar e a elica
(dos ventos) ainda no so viveis, devido ao alto
custo tecnolgico.
Dicas do professor: A matriz energtica do Brasil  assim
distribuda: hidreltricas  70,3%; termeltrica a gs 
10,4%, a petrleo  4,6%, usando biomassa (material de
origem vegetal usado como combustvel)  3,4%, a carvo
mineral  1,4%; nuclear  1,9%; elica  0,1%. Cerca de
8% so importados de pases vizinhos (Paraguai, Argentina,
Venezuela e Uruguai). A Gr-Bretanha possui 20% de energia
nuclear e a Rssia 17%. Os Estados Unidos tm 103
usinas nucleares e pretendem implantar de 12 a 15 usinas
at 2015.
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  85
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86  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Promova uma leitura inicial da imagem sem
nenhuma orientao, apenas observando.
2. Pea aos alunos que reproduzam os contornos
do mapa-mndi numa folha de sulfite e identifique
nesse mapa a posio dos continentes.
3. Fazer uma leitura conjunta em classe do texto
que acompanha a imagem.
4. Oriente os alunos a transportar para o mapa
elaborado os pontos ou reas onde ocorre
maior iluminao.
5. Leve os alunos a apontar o Hemisfrio Norte
como a parcela do globo com a maior densidade
de iluminao e identificar as parcelas do
globo com as maiores parcelas no iluminadas.
6. Relacione o maior consumo de energia eltrica
aos pases mais desenvolvidos e as partes
menos iluminadas aos vazios de ocupao
humana.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P folhas de sulfite;
atlas ou qualquer livro
que contenha um mapamndi;
mapa-mndi
poltico;
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P A luz no mundo
Resultados esperados:
a) Desenvolver habilidades motoras na confeco
de mapas e habilidades cognitivas para sua
leitura.
b) Desenvolver a noo de localizao.
c) Compreender a distribuio das terras e guas
no planeta Terra.
d) Compreender a diversidade da ocupao humana
pela superfcie da Terra, atravs do consumo
de energia eltrica.
22
Te x t o
Objetivo
Identificar as reas mais iluminadas no planeta
Terra e mostrar que correspondem aos pa-ses
mais ricos, portanto, os que mais consomem
energia eltrica.
Introduo
Por que existem reas no planeta Terra que
aparecem mais iluminadas que outras? A distribuio
da populao pela superfcie do planeta
 uniforme? As atividades econmicas se distribuem
regularmente entre os pases?  possvel
distinguir as grandes concentraes urbanas na
imagem?
Contexto no mundo do trabalho: As reas do planeta
que mais consomem energia eltrica so tambm aquelas
onde a atividade econmica  mais intensa e, portanto, a
presena de trabalhadores  maior. So locais onde a concentrao
de trabalho e de produo tornam mais intensa
a gerao de riquezas.
Dicas do professor: site  IBGE (www.ibge.gov.br): dados
sobre a distribuio da populao no mundo, alm de
mapas que mostram as densidades populacionais.
Dados sobre a produo de riqueza (PIB) nos pases podem
tambm ser relacionados  imagem.
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rea: Matemtica Nvel I e II
Aps ler e discutir o texto com os alunos, acompanhe-
os nas atividades:
1. Calcular o aumento mdia anual do consumo
de energia, considerando que de
1994 a 2004, houve um aumento de consumo
de energia residencial de 40,3%.
2. Encontrar a mdia aritmtica dos consumos
na indstria, no comrcio e nas residncias,
utilizando as informaes contidas no texto
lido sobre o consumo de energia eltrica,
apontadas pela Ipedata/Eletrobras.
3. Inventar um problema matemtico que
envolva a energia gasta em sua casa.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P calculadora e faturas de
consumo de energia eltrica Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Aumento de consumo da energia eltrica
Resultados esperados:
a) Compreender a importncia de diferentes usos
de energia eltrica.
b) Criar e socializar problemas matemticos utilizando
suas faturas de consumo de energia
eltrica residenciais/mensais.
c) Calcular mdia aritmtica com dados apresentados
no texto.
22
Te x t o
Objetivos
 Discutir a elevao do consumo da energia eltrica.
 Interpretar os dados contidos na conta de energia
eltrica.
Introduo
Sem eletricidade, no mundo contemporneo,
parece impossvel viver.  ela que ilumina ruas e
residncias, faz funcionar aparelhos e muitas
mquinas tecnolgicas. A eletricidade  um
benefcio, um conforto para as pessoas. H condutores
de eletricidade, tais como os metais, a
cermica e o corpo humano. O movimento do
som, a luz e o calor so diferentes tipos de energia.
Que tipos de energia os alunos conhecem?
Quantos aparelhos eles tm em casa que funcionam
com eletricidade?H diferena de custo
de energia eltrica comercial, residencial e
industrial?
Contexto no mundo do trabalho: A energia eltrica representa
um benefcio no cotidiano do trabalhador, por
permitir desde a iluminao de sua casa at o uso de televiso
e de rdio para se manter atualizado e em contato
com o mundo das informaes. Alm disso, todos dependem
cada vez mais da energia eltrica para desenvolver
muitas de suas atividades profissionais e domsticas.
Dica do professor: Convide um engenheiro eletricista de
sua cidade para palestrar aos alunos.
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  87
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88  Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho
rea: Matemtica Nvel II
1. Pea aos alunos que observem o mapa de consumo
de energia eltrica no mundo e identifiquem
quais so os continentes e pases onde
se observa concentrao de consumo e onde
existem vazios significativos. Solicite tambm
que observem a regio onde moram para verificar
a iluminao.
2. Destaque a concluso do texto (os pases mais
desenvolvidos do mundo so aqueles que consomem
mais energia eltrica para iluminao)
e solicite que respondam justificando:
essa afirmao vale para a sua regio em relao
ao Brasil?
Descrio da atividade
Atividade P Energia eltrica e desigualdade
Resultado esperado: Compreender a proporo
direta presente na relao entre desenvolvimento
e consumo de energia eltrica no mundo:
quanto mais desenvolvido um pas, maior seu consumo
de energia.
22
Te x t o
Objetivo
Compreender a mensagem do texto, percebendo
uma relao entre grandezas diretamente proporcionais.
Introduo
O consumo de energia eltrica para iluminao
no mundo  igualmente distribudo pela superfcie
da Terra? O que define esta desigualdade?
Como atinge a regio onde moram os alunos?
Tempo sugerido: 2 horas
22CA10T22P3.qxd 18.01.07 19:00 Page 88
Caderno do professor / Tecnologia e Trabalho  89
rea: Cincias Nvel I e II
1. Discuta com seus alunos os processos de reproduo
sexuada e assexuada, distinguindo
qual deles garante maior variabilidade gentica
e remetendo ao texto quanto  replicao
de uma clula ovo.
2. Explique o que so cromossomos e genes;
3. Divida os alunos em grupos e proponha uma
discusso sobre as implicaes do controle do
processo de reproduo humana, abordando
controle de natalidade e aspectos como da
determinao das caractersticas dos indivduos
que iro nascer.
Descrio da atividade
Atividade P Manipulando o material gentico
Resultado esperado: Compreender o processo
de transmisso das caractersticas genticas e as
implicaes da manipulao gentica.
23
Te x t o
Objetivo
Discutir os processos de reproduo e a manipulao
gentica.
Introduo
O texto retrata uma situao fictcia na qual o
homem tem o poder de manipular o processo de
reproduo da espcie humana interferindo na
recombinao gentica e gerando indivduos geneticamente
idnticos. Na natureza percebemos que
existe uma grande variedade de seres vivos com
caractersticas diferentes. Se tomarmos como
exemplo a espcie humana, percebemos que, apesar
de existir semelhanas quanto  forma e ao
funcionamento do organismo, as pessoas diferem
entre si quanto ao sexo e em vrias caractersticas
(estatura, cor dos olhos, cor dos cabelos, grupo
sangneo, entre outras). As caractersticas dos
indivduos so determinadas pelos genes. Os genes
so transmitidos de pais para filhos, ao longo das
ge-raes, pelos gametas (vulo e espermatozide).
Eles so segmentos de molculas de DNA,
onde se encontram escritas as informaes que
determinaro as caractersticas dos indivduos. O
encontro dos gametas masculino e feminino, que
ocorre ao acaso, e a fuso dos ncleos constituem
a reproduo sexuada. Esse tipo de reproduo
garante a variabilidade gentica dos indivduos,
com a recombinao do material gentico. Assim,
os filhos gerados no so uma cpia idntica de
seus pais e, tampouco, os irmos so idnticos
entre si, mas apresentam caractersticas semelhantes.
Alm dessas variaes da informao gentica,
temos a interao com fatores ambientais,
que proporciona outras variaes em algumas
caractersticas; no basta ter o gene para ter
estatura elevada se o indivduo no se alimentar
adequadamente em sua infncia. H um caso
especial, onde uma clula ovo ou zigoto (juno
do espermatozide com o vulo) pode gerar
mais do que um indivduo   o caso dos gmeos
idnticos (univitelinos).
Dica do professor: Site  www.embrapa.gov.br
Material indicados:
P textos que tratem dos
temas clonagem e alimentos
transgnicos
Tempo sugerido: 4 horas
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rea:
Proposta de atividade
Nvel
Nome da atividade P
21
T e x t o
Objetivos:
Descrio:
Lista de materiais:





Coleo Cadernos de EJA
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Anotaes:
Coleo Cadernos de EJA
Modelo de atividade.qxd 21.01.07 18:16 Page 4
Anotaes:
Coleo Cadernos de EJA
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Anotaes:
Coleo Cadernos de EJA
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Anotaes:
Coleo Cadernos de EJA
Modelo de atividade.qxd 21.01.07 18:16 Page 5
Anotaes:
Coleo Cadernos de EJA
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Expediente
Comit Gestor do Projeto
Timothy Denis Ireland (Secad  Diretor do Departamento da EJA)
Cludia Veloso Torres Guimares (Secad  Coordenadora Geral da EJA)
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Unitrabalho)  UNESP/Unitrabalho
Diogo Joel Demarco (Unitrabalho)
Coordenao do Projeto
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Coordenador Geral)
Diogo Joel Demarco (Coordenador Executivo)
Luna Kalil (Coordenadora de Produo)
Equipe de Apoio Tcnico
Adan Luca Parisi
Adriana Cristina Schwengber
Andreas Santos de Almeida
Jacqueline Brizida
Kelly Markovic
Solange de Oliveira
Equipe Pedaggica
Cleide Lourdes da Silva Arajo
Douglas Aparecido de Campos
Eunice Rittmeister
Francisco Jos Carvalho Mazzeu
Maria Aparecida Mello
Equipe de Consultores
Ana Maria Roman  SP
Antonia Terra de Calazans Fernandes  PUC-SP
Armando Lrio de Souza  UFPA  PA
Clia Regina Pereira do Nascimento  Unicamp  SP
Eloisa Helena Santos  UFMG  MG
Eugenio Maria de Frana Ramos  UNESP Rio Claro  SP
Giuliete Aymard Ramos Siqueira  SP
Lia Vargas Tiriba  UFF  RJ
Lucillo de Souza Junior  UFES  ES
Luiz Antnio Ferreira  PUC-SP
Maria Aparecida de Mello  UFSCar  SP
Maria Conceio Almeida Vasconcelos  UFS  SP
Maria Mrcia Murta  UNB  DF
Maria Nezilda Culti  UEM  PR
Ocsana Sonia Danylyk  UPF  RS
Osmar S Pontes Jnior  UFC  CE
Ricardo Alvarez  Fundao Santo Andr  SP
Rita de Cssia Pacheco Gonalves  UDESC  SC
Selva Guimares Fonseca  UFU  MG
Vera Cecilia Achatkin  PUC-SP
Equipe editorial
Preparao, edio e adaptao de texto:
Editora Pgina Viva
Reviso:
Ivana Alves Costa, Marilu Tassetto,
Mnica Rodrigues de Lima,
Sandra Regina de Souza e Solange Scattolini
Edio de arte, diagramao e projeto grfico:
A+ Desenho Grfico e Comunicao
Pesquisa iconogrfica e direitos autorais:
Companhia da Memria
Fotografias no creditadas:
iStockphoto.com
Apoio
Editora Casa Amarela
Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)
(Cmara Brasileira do Livro. SP, Brasil)
Tecnologia e trabalho : caderno do professor /
[coordenao do projeto Francisco Jos Carvalho Mazzeu,
Diogo Joel Demarco, Luna Kalil]. -- So Paulo :
Unitrabalho-Fundao Interuniversitria de Estudos
e Pesquisas sobre o Trabalho ; Braslia, DF : Ministrio
da Educao. SECAD-Secretraria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade,2007, -- (Coleo Cadernos de EJA)
Vrios colaboradores.
Bibliografia.
ISBN 85-296-0077-0 (Unitrabalho)
ISBN 978-85-296-0077-2 (Unitrabalho)
1. Atividades e exerccios (Ensino Fundamental)
2. Livros-texto (Ensino Fundamental) 3. Tecnologia 4. Trabalho
I. Mazzeu, Francisco Jos Carvalho. II. Demarco, Diogo Joel.
III. Kalil, Luna. IV. Srie.
07-0414 CDD-372.19
ndices para catlogo sistemtico:
1. Ensino integrado : Livros-texto :
Ensino fundamental 372.19
eja_expediente_Tecnologia_2373.qxd 1/26/07 3:44 PM Page 96

